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25 de ago. de 2015

Buk

"Aprende que quando você está com raiva, tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel..."

-Willian Shakespeare.



17 de abr. de 2013

XXXVII

"De tuas cinzas nascerão
tchecoslovacos ou tartarugas?

Tua boca beijará cravos
com outros lábios vindouros?

Mas sabes de onde vem
a morte, de cima ou de baixo?

Dos micróbios ou dos muros,
das guerras ou do inverno?"


Pablo Neruda

4 de abr. de 2013

gente estranha e autentica

Acho engraçado como os idosos puxam assunto com estranhos. Não sei se é só comigo mas em qualquer lugar que eu estiver, com ou sem fones de ouvido, se eu estiver esperando alguma coisa ao lado de alguém, essa pessoa vai puxar assunto comigo.

Hoje eu estava esperando o ônibus e quando cheguei, já havia um senhor ali. Depois de uns cinco minutos, o senhor aproveitou para perguntar se tal ônibus passava por ali e me contou que o neto dele não queria nada com nada, daí mandaram o guri (que devia ter a minha idade) pro exército. Falou ainda da diferença que a cidade estava, cheia de gente de fora e que nós daqui éramos burros que não havíamos nos qualificado e agora só sobrava emprego ruim e que, acho que que por causa disso, ele não via dinheiro na casa dele.

Chegou o meu ônibus e eu tive problemas em me despedir. Não sei porque mas nunca sei o que falar, porque embora eu sempre pegue ônibus no mesmo local, nunca mais vou ver aquela pessoa e mesmo que eu veja, não sei se vou me lembrar. Não sei se me despeço friamente porque a pessoa geralmente conta coisas que eu considero íntimas. Sempre falo um 'chegou meu ônibus, vou indo, bom dia'. Na Páscoa teve até uma senhora que me deu três beijinhos.

De certa forma já até me acostumei com as pessoas vindo conversar comigo e já conto com essas informações da vida dos outros que as pessoas compartilham espontaneamente. Todo dia é um novo dia, todo dia é dia de conversar com estranhos (e ter vergonha de conversar com quem está ali do lado?).

28 de jan. de 2013

como não aproveitar as férias de verão.

Estar em uma universidade que fez greve - que durou só 3 meses - está sendo meio complicado. Nos meses onde tudo que se quer é praia, festa e dormir até tarde, ter que estudar e encarar um final de bimestre é algo totalmente novo e, o mecanismo de funcionamento ainda deve ser descoberto. 
Não digo que estudar seja um martírio mas sob calor de 30ºC (eu sei não é muito pro resto do país mas pros gaúchos de Rio Grande é) e tendo a maior praia do mundo a 20 minutos, não há muitas motivações para se concentrar.
Primeiro, saí do ambiente 'praia'. Atitude difícil. Segundo, procuro deixar os cadernos abertos e à mão de forma que quando eu começar a ficar culpada que tenho que estudar, eu os olhe e possa pegá-los. Terceiro,  sair do facebook e joguinhos.

Só saberei hoje se toda essa técnica funcionou, tenho prova. Espero que por mais atribulado que o pensamento (e o coração) estejam, consiga abrir a caixa do conhecimento e pelo menos ficar satisfeita que o sacrifício não está sendo em vão.

7 de jan. de 2013

pequenas coisas

o ano novo começou numa vibe nublada e chuvosa. não reclamo da falta de sol nem da presença da chuva, aqui dentro de mim sinto a mesma coisa. os dias são animados pelo meu afilhado e as noites, pelo bar mais próximo.

agora, uma xícara de café forte dá sentido momentâneo. a falsa impressão de férias tem criado uma mistura estranha de liberdade - trazida pela praia - e obrigação - fornecida pelas intermináveis listas. olhando para os anos anteriores, a sensação é de dever cumprido. até aumentei enormemente a minha lista de livros lidos - obviamente a compra de livros aumentou mais ainda.
pela primeira vez em algum tempo está tudo tranquilo. não sinto mais aquela inquietude que me fazia sentir ansiosa o tempo inteiro. agora desfruto de um momento de sossego, sozinha. a vida de estudante-pensando-estar-em-férias pode ser melhor do que eu imaginava.

massacrando o lindo da dinda

22 de nov. de 2011

9 de ago. de 2011

meu sonho do Bukoswski

como sempre, hoje dormi demais. tinha muitas coisas pra fazer e queria acordar no máximo as 8:30h mas acordei as 11... pois bem, estava aqui pensando em como sou idiota e lembrei do sonho que eu tive. eu estava em Canela. mas não era a cidade de Canela, era tipo Chuí mas as construções eram de Canela. eu estava passeando sozinha porque a minha família fez um reserva num hotel mas não pôde ir então eu fui ficar sozinha. comecei a andar pela cidade e achei uma feirinha, com livros. passei horas olhando só que a abobada já tinha caminhado a cidade inteira, o que significa que o carro estava longe de onde eu estava. entre todos aqueles livros achei preciosidades, mas de todos eu só me lembro de ver os livros do Bukowski. escondi os livros pra que ninguém resolvesse comprá-los enquanto eu me ausentasse (sou dessas) e saí correndo pegar dinheiro no carro.

acho que já tinha corrido umas 5 quadras quando me lembrei que não sabia onde estava o carro, encontrei meu tio, Miguel. eu era pra vir com eles, com a minha tia e a minha prima mas ela não quis me convidar então eu vim sozinha (o que na verdade pode ter sido até um alívio pois nunca teria achado minhas preciosidades). mas agora eu estava esperando eles ao invés de ir comprar os meus livros. me pareceu uma coisa incabível, estava desesperada. expliquei a ele que precisava ir pro carro porque estava sem dinheiro, com fome e já estava ficando noite então eu precisava levar o carro pra mais perto. ele achou plausível, eu me lembrei onde ele estava e combinamos de nos encontrar na feirinha pra jantar.

quando eu já estava dentro da feirinha (apinhada de gente que não me deixava chegar no meu objetivo) vi que eles (minha família) estavam lá nos livros. quando cheguei mais perto vi que meu tio estava com as mãos no exemplar do Bukoswki que eu tanto queria. arranquei-o da mão dele e foi quando minha mãe apareceu atrás de mim pedindo pra mim me desculpar.

provavelmente eu não consegui comprar o livro, ou nenhum dos livros. acordei antes.

moral da história: sempre saia com dinheiro quando estiver sozinha porque se tu for uma pessoa que nem eu vais acabar em uma livraria e aí sim se tu estiver sem dinheiro (ou sem dinheiro suficiente) vais achar o livro que tu tanto querias.

6 de ago. de 2011

socializar: só os fortes sobrevivem.

de novo me encontro forçando a mim mesma. o que era pra ser uma coisa simples, feita até sem nem se precisar pedir, pra mim é algo extremamente anormal. preciso me forçar pra sair com os meus amigos e não sei porque.
prefiro ficar quietinha, só comigo, todo o tempo. já basta o tempo durante a semana que eu passo convivendo com todo mundo, no fim de semana prefiro ficar só comigo, fazendo qualquer coisa. não sei porque me sinto assim até porque quando estou com eles não finjo. eu realmente estou ali com eles, brincando e vivendo mas chega um momento que eu penso: "tá, quando eles vão pra casa mesmo?" me canso mas não necessariamente deles e sim da agitação.

quem sabe este seja um dos meus traços que fico tentando esconder, não sei. o que eu sei é que me preocupa é o que vai acontecer quando eu for bem mais velha, quando já tiver visto meus pais, avós e mais algum familiar ou conhecido ir embora. o que eu vou fazer? entregar as cartas? me entregar a solidão e virar uma velha amargurada e reclamona que não faz nada pra mudar sua situação, até que eu reúna forças pra morrer?
quem sabe seja por isso que continuo me forçando, pra ver se eu gosto e passo a fazer por vontade e não por obrigação. ainda espero que muita coisa se torne vontade, costume, mas parece que nunca vai mudar.

25 de jun. de 2011

coisa demais na cabeça

ultimamente tenho me complicado com uma coisa super simples: datas. não sei mais que mês estamos, que dirá o dia. tem tudo passado muito rápido e quando eu vejo já chegaram as datas em que, supostamente eu deveria fazer alguma coisa. acontece que eu não faço por que não sabia que já estava perto assim.
tenho me dado muito mais com as expressões 'daqui a dois dias tem prova de tal matéria' do que 'dia 20 tem prova'. nem meu relógio nem meu celular está certo, meu relógio biológico muito menos, tenho um atraso de 12 horas neste último. tenho trocado a noite pelo dia, por responsabilidades, não que eu reclame, já estou acostumada, mas essa história das datas está realmente me chateando.
não acompanho mais em que ano estamos e em todos meus cadernos no espaço da data há riscos. esses dias escrevi no espaço do ano 08...
tentativas frustradas de acompanhar o dinamismo do mundo.
chega um ponto que ou tu te preocupa com as tuas prioridades ou segues te preocupando com tudo, o que com certeza te deixará louco. claro que existem aquelas pessoas que não se preocupam com nada mas, a meu ver, essa gente não merece meu respeito.
me desculpem se por acaso não lembrei o dia do aniversário de alguém, agora já sabem porque.

8 de jun. de 2011

influências erradas

eu sinto que não parece mais quanto amor, felicidade e tristeza que eu tente disfarçar e fingir, mais eu me sinto uma estranha aqui. vivendo entre essa gente toda tão complicada, busquei a análise comportamental pra tentar entender o que essas pessoas pensam mas mesmo assim fica tão complicado. continuo não entendendo nada. não sinto nada, nem a tal da frustração por não entender, até coisas simples demais.

eu vejo no rosto das pessoas suas caras de decepção quando eu faço alguma coisa 'errada' pra elas, mesmo que pra mim não seja. se eu pudesse pensar alguma coisa sobre isso certamente eu acho que ficaria com remorso por não atingir a expectativa dessa gente que teria que ser tão especial pra mim.

o ponto é: eu não me importo mais. nunca me importei, eu acho. eu quem sabe até já tenha mas não me lembro mais como é essa sensação. eu penso tudo tão errado, nunca acontece as coisas que eu gostaria que acontecessem. elas são simples demais pra todas essas pessoas tão complicadas, com suas cabeças e mundo perfeitos. procuro ler o máximo possível sobre os tais sentimentos mas são tantos e tão complicados que até me perco. e na hora de selecionar qual é o dito cujo que está sendo posto a prova, assim como tentar descobrir qual deveria ser a minha reação, aí sim me complico, sempre escolho o sentimento errado e, conseqüentemente a minha reação errada.

gostaria que não houvessem mais relações tão profundas, que mais pessoas pensassem como eu, que eu não tivesse mais esse 'desânimo' na hora de me relacionar. não acredito em nada, nenhuma promessa e muito menos na bondade. as pessoas são o que são, puramente instintivas, tentando mascarar tudo isso para poder dormir melhor à noite. cansei dos jogos falsos e desnecessários. isso não nos leva a lugar nenhum. aliás nossa existência na Terra não nos leva a lugar nenhum, afinal então, por que diabos estamos aqui perdendo tempo em relações vazias se já nascemos sozinhos e morreremos sozinhos?

6 de jun. de 2011

uma pilha de esquecimentos

hoje eu tinha, pelo menos, uns 3 bons assuntos pra postar mas não os escrevi em seguida que pensei, logo os perdi. infelizmente isso ocorre mais do que o esperado.
agora esse post virou isso aí e eu sei que eu posso estar me perdendo com o tempo e perdendo o objetivo com isto aqui mas eu sei que a vida tá agitada e parar pra me lamentar aqui virou perda de um tempo importantíssimo pra me preparar pra vida pós-ensino médio que me aguarda.
prometo que da próxima vez eu anoto em algum papel e tento recriar minhas obras-primas imaginárias quando por as mãos em algum computador.

16 de mai. de 2011

e agora,

quando eu cair quem vai me segurar antes que eu bata no chão?

9 de mai. de 2011

aah, Caio...

“Eu quero mesmo é alguém que faça meu corpo
querer companhia nos momentos em que minha mente insiste pela solidão.”





"Vem, antes que eu me vá, antes que seja tarde demais. Vem, que eu não tenho ninguém e te quero junto a mim. Vem, que eu te ensinarei a voar"

as noites frias e os dias corridos...

agora eu tô escutando a música que tu sempre me xingava quando eu escutava. 'pára de sofrer menina!' já posso te escutar falando. uma entre várias músicas que os dois gostavamos mas que em determinados momentos só fazem sofrer. pelo menos era isso que tu achavas, eu não sofria, só às vezes, nos momentos em que música nenhuma vai te fazer parar de sofrer. odeio que me chamem de menina mas saído da tua boca tem uma sonoridade diferente e até passável. de todas as vezes que tu me mandou parar de escutá-la eu nunca obedeci.

só tava me lembrando. percebendo o vazio da minha noite e a esperança que ainda sobrevive.
mesmo que eu tenha conseguido me desvincular de todos teus meios eletrônicos, em algumas vezes eu te procuro na lista de contatos, mesmo sabendo que tu não vais estar lá. não que eu fosse te chamar. só pra ver a foto. lembrar de quando eu chamava. e só. fechar a lista de contatos e seguir com o que eu estava fazendo. essa esperança de que um dia volte ao normal e que tenhamos a mesma empolgação que tivemos a quase um ano atrás. ainda digo que te conhecer valeu muito a pena.

algumas poucas noites me convenço de que tudo que eu gostaria que voltasse não vai voltar, afinal não é só contigo que as coisas estão desmoronando e mudando. talvez eu sinta essa falta porque eu to vendo que tá tudo errado e indo por um caminho que eu não gostaria que fosse. sinto falta de ter alguma coisa certa no fim do dia, alguma coisa com que sonhar. nesses dias me pergunto se sou só eu que sente toda essa falta, se tu passou por esse estágio de quase enlouquecer, querer detalhes, saber por onde eu ando e tudo mais. mas é óbvio que não. nesse sentido somos muito diferentes e eu chego a conclusão que eu não sei qual é a tua atitude quando tu estás sozinho.

eu não sei o que continua acontecendo com a gente, só quero que o tempo passe rápido porque eu te quero sim na minha vida, mas não comigo sentindo tudo isso. ainda.

'E eu sei muito bem da tristeza que dá
A gente compra, troca, finge, mas jamais quer ficar
E olha pra quem nos quer, como quem já não quer mais
E tudo que a gente quer é ser deixado em paz

E a noite vem, pra tirar de nós
Lágrimas dos olhos e o brilho da voz
De tanto gritar, até a garganta sangrar
A gente fecha os ouvidos pra voz que não quer calar
(E ela diz:)

Eu preciso, você também
Todo mundo precisa de alguém (2X)

E a noite vem, pra escurecer o meu ar
E emudecer as palavras, Que eu queria tanto falar'
Canção da Noite (todo mundo precisa de alguém) - Fresno

23 de abr. de 2011

mágoa

de todas as atitudes do mundo eu não esperava essa. logo de ti, de todos os homens do mundo, o único que eu achei que não faria isso.

13 de abr. de 2011

pura verdade

1 de abr. de 2011

ela?

- até quando vai isso tudo? - reclamou ela, olhando para os céus. cheia de livros na mão, uma mochila quase caindo do ombro direito, olheiras fundas, sem maquiagem. foi como deu para vir pra faculdade. ela havia madrugado digitando aquele maldito trabalho de uma matéria completamente inútil mas que ainda possuia avaliação.

as coisas não eram as melhores, em lugar nenhum. montes e montes de matéria a ser estudada, cadernos com anotações enormes e muitas perguntas sem resposta. a resposta ela procurava em vão nos livros que carregava de um lado para o outro e que nada respondiam.

o celular tocou. estava em algum lugar de baixo daquele emaranhado de cadernos, livros, papéis amassados importantes, comida e até quem sabe alguma maquiagem, a qual ela não achou antes de sair de casa.

- fala.
- oi, não sei se eu estou ligando numa hora boa mas... precisava falar contigo.
aquela voz era conhecida. a amoleceu e ela parou, no meio do caminho, esquecendo que estava atrasada para a aula.
- fala.
- precisava te ver.
- não vai dar, to cheia de coisa pra fazer. não podes falar por aqui mesmo?
- então deixa, quando tu acabar todos esses exercícios tu me liga.
e desligou, desapontado.

essa conversa mudou sua vida mais do que ela imaginava, ela perdeu de casar, ter filhos e ser bem sucedida. ela perdeu noites chorando em vão. não haviam mais noites bem dormidas, ou ela chorava ou escrevia monografias, dissertações, artigos e teses regadas a café. sozinha. em seu apartamento luxuoso no exterior. que ela não dividia com mais ninguém, nem amigos.
ela perdeu a chance da sua vida e hoje se arrepende.

31 de dez. de 2010

feliz ano novo


desejo a vocês muitos fogos de artifício em 2011. obrigada e até ano que vem.

23 de dez. de 2010

as pessoas tem o que merecem.

não sei porque sinto isso, essa insatisfação que não é bem uma insatisfação, é mais uma desesperança, se é que isso existe. poxa, é natal, tecnicamente a época mais feliz e efusiva do ano, quando se junta com o ano novo. meu aniversário ou o que quer que seja.

pois então, é sobre isso mesmo, dezembro. tantas coisas acontecendo e acelerando tudo para que as férias passem vazias e rápidas, resultando em mais um ano devagar, entediante e cansado. ano que vem será complicado, bastante complicado.

esses fins de ano me lembram da felicidade alheia que eu não possuo, e que talvez eu não queira possuir, só para poder ainda ter do que me lamentar, ter autodesprezo, para variar as coisas um pouco.

é só que eu penso que tudo mudou de uma forma tão bruta, desnecessária inclusive. eu já vi coisas que preferia não ter visto, senti e conheci pessoas que fazem parte da minha antiga vida mas, pera aí, eu continuo tendo uma vida só, isso não muda. eu lembro do que as pessoas fizeram pra mim, lembro o quão idiota eu fui e eu acho que melhorei mas pra isso precisei me livrar do amor que sentia por todo mundo. não é amor do tipo eu te amo como bom dia mas simpatia, achar que existe o bom dentro de cada um porque isso é só papo para o natal e não para o ano inteiro. cansei.

se eu me senti assim apenas por um sonho que eu não faço a mínima idéia do que houve, então é melhor parar de procurar o resquício de memória que sobrou. afinal a única coisa que eu consigo me lembrar ainda é que faz um ano inteiro desde que eu me toquei de várias coisas, um ano e um mês, 13 meses dos quais 11 e talvez até os próprios 13 e quase 14 eu me senti enganada. não, não eu não vou esquecer o porque eu deixei tudo ir, eu já esqueci e passei por isso mas a ferida continua aberta e sangrando, as pessoas só não vêem o sangue porque esse sangue já bombeia para outro lugar, infelizmente para longe de mim.

sim, me marcou, me chocou, acabou comigo mas principalmente nesse natal eu me lembro daquelas palavras bêbadas em uma madrugada qualquer me falando que fui eu quem estraguei tudo e que as coisas não poderiam ser consertadas, mesmo conosco podendo tentar novamente. eu só precisava falar que sim.


ainda bem que não falei que sim, as pessoas tem o que merecem, nisso eu acredito.

8 de dez. de 2010

ainda bem que as pessoas mudam.

afinal, aprendemos coisas valiosas amadurecendo. antes precisávamos chocar, mostrar a todos que tinhamos aquele tipo de pensamento e que nos orgulhávamos dele e pego como exemplo todas aquelas pessoas que, quando tinham 12 anos rebelaram-se contra o mundo e vestiam-se só de preto, maquiadíssimas (as gurias) ou eram donos de cabelos enormes (no caso dos guris) e pagavam de fodões de qualquer maneira possível. ainda bem que amadurecemos.

não critico, entendam, eu fui uma dessas e me orgulho disso. acontece que percebo cada vez mais que essa maneira de agir afasta as pessoas. tenho certeza que não conheceria metade das pessoas que conheço e que estas não me achariam uma pessoa legal e confiável só pelo jeito que me visto. claro que a opinião das pessoas não conta muito mas a opinião das pessoas que eu gosto e que considero amigas conta, pelo menos pra mim e eu não teria essas pessoas do meu lado se continuasse no meu mundinho pequeno e restrito que eu vivia com meus 12 anos.

claro que a culpa é da mídia, de todas as pessoas que trabalharam arduamente no esteriótipo que todos roqueiros abominam e que, dentro do estilo, brigam, mas pessoas maravilhosas são taxadas de satanistas e todas aquelas coisas horrorosas por aspectos externos. continuamos acreditando nas mesmas coisas, ou pelo menos nas que valem a pena acreditar, amadurecemos e confirmamos conceitos e gostos musicais, apenas para analisar superficialmente.

a grande diferença é a maneira que nos expessamos. atualmente só exponho minhas ideias mais radicais para pessoas que já possuam um conceito formado sobre mim e que eu tenha certeza que compartilhe-as comigo. cautela. não preciso mais chocar ou magoar alguém apenas para expor meu ponto de vista, eu sei que ele existe e isso é tudo. não me trará nada de conhecimento extra discutir religiosidade com um católico, nós dois temos o pensamento formado e nenhum se renderá ao outro, só discutiremos até o fim dos dias e não chegaremos a lugar algum e ainda é capaz de brigarmos.

aprender, perceber que a vida não é tu contra o mundo e sim tu e pessoas que tu gosta e ama contra o mundo que te puxa pra baixo. é sim necessária cautela e não é necessário expor todos teus pensamentos formados sobre tudo para todos. a lição mais valiosa que eu aprendi é empatia.