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8 de dez. de 2014

sobre os 5 dias que faltam


A quinta-feira começou feliz, com um dia bonito e super produtiva e foi piorando exponencialmente até que não conseguia fazer nada do que queria e acabei indo viajar brigada com Deus e o mundo, cansada, triste e meio desorganizada, carregando no corpo apenas o essencial. Na sexta de manhã foi muito complicado largar Rio Grande e entrar de cabeça naquela montoeira de informações que eram despejadas nos alunos ao longo dos 5 pontos de parada do dia. Quando chegamos ao pier de Cidreira, naquele semi pôr-do-sol praticamente mar adentro, percebi que eu já não me importava com o futuro emocional e sim, tinha certeza de que estava buscando a profissão (e junto os valores) corretos. À noite eu já não lembrava que havia deixado a tristeza pra trás.

O sábado foi ansioso pela noite, foi lindo, responsável e curioso porque descobri sentimentos aqui dentro. O domingo aconteceu quente e na corrida contra o tempo para a entrega do relatório e, quando o entreguei foi só comemoração. Até que cheguei à óbvia verdade de que estava voltando pra casa, já era noite e eu continuava levemente bêbada. O sentimento que tive ao chegar no Cassino foi o mesmo que tive hoje ao chegar na FURG pela tarde, não sabia como deveria me sentir.

Passei os últimos 3 dias em um estado de felicidade que há muito tempo não vivenciava e finalmente me sentia bem e de acordo com a minha vida. Voltar a realidade está um tanto estressante. Quero continuar sentindo a felicidade que senti mas ainda não desapeguei ou absorvi o que vivi. Não sei como deveria executar o tão falado desligamento e talvez não exista método correto. Eu nunca soube, pelo menos, apenas vou vivendo e aprendendo que 'o que não tem remédio, remediado está'. Sabedoria da minha mãe.

Dói muito ver o sofrimento alheio enquanto eu me sinto cheia de alegria. Dói mais ainda saber que, depois desse tempo de convivência, eu passo a impressão de ser uma pessoa confusa e triste, sem rumo na vida. Não sei como isso aconteceu, mas hoje penso que talvez eu tenha sido um espelho, que refletiu as características de quem se olhava nele.

Sobre as ações que tenho observado, prefiro não pensar. Não por que irei guardar e ser consumida por, mas por que prefiro lembrar dos momentos bons e dos aprendizados que tive e não guardar rancor de quem um dia já me fez tão bem.

A verdade é que as oportunidades passam. Algumas, retornam a nós, entretanto ocorrem pela nossa própria vontade e luta. A cada novo cenário tomamos decisões únicas que nos moldam pela forma com que enfrentamos as consequências e que acabam nos guiando para a próxima decisão a ser tomada. Não podemos esquecer que decidir em tempo hábil é o ponto chave para aproveitar a oportunidade ao máximo.

Me orgulho em dizer que nenhuma atitude drástica que tomei até hoje foi sem luta e sem avaliação. Quem sabe ter olhado a evolução da planície costeira me fez perceber que podemos ter fases de acresção e erosão também, mas que isso faz parte de um ciclo.

Sexta pela manhã acredito que tenha chegado no máximo da minha fase de erosão, a ponto de quase entrar em prantos no meio da Laguna dos Patos. Lembro de outra fase, ainda neste ano, em que a vida voltou a ter cores a partir das 17h de um dia de verão pré-carnaval e pós prova de exame. Viajar é sempre acrescivo e desta vez é o marco do início de um novo ciclo.

O meu problema é me deixar afetar pelos extremos. Penso com o coração e para realmente aprender a lutar apenas nos momentos certos, percebo que devo alterar este comportamento. Espero que a vida continue me surpreendendo com novos ambientes que causem reflexões. Que saiba enxergar o momento no qual posso aproveitar novas experiências e nos quais teria a oportunidade de corrigir os assuntos mal resolvidos.

Talvez agora, a 5 dias dos 21 anos eu esteja criando coragem para unir as duas situações acima. Finalmente me sinto preparada para embarcar em uma nova aventura antiga. Sinto muito medo e vários frios na barriga mas, o que seria da vida sem a incerteza do futuro? Continuo sendo fiel a minha forma de pensar e, desta vez, dando voz ao que o cérebro e o coração concordaram em fazer.

Minha resolução de aniversário será sempre ser fiel a minha avaliação.

Píer de Cidreira - RS. 06/12/2014.

3 de dez. de 2013

estação dos plátanos

A primeira coisa que a minha mãe me levou a fazer depois de quase 3 meses em Porto Alegre internada, foi ir até a igreja do calçadão (não sei nomes) e acender uma vela. Durante anos, a cada aniversário ela me levava para acender uma vela. Daqui a 10 dias, completo 20 anos e há uns 5 anos não acendo mais velas. 

A cada consulta em Porto Alegre, eu penso naquela igreja e agradeço. A cada véspera de aniversário e a cada virada de ano, eu agradeço. A cada vez que eu acordo naquela sala branca totalmente higienizada depois de uma cirurgia, ainda meio abobada, eu agradeço. Agradeço mais ainda por não proporcionar aos meus pais um sofrimento tão grande. Eu percebi que não acendia a vela por mim, acendia pela minha mãe que ficou do meu lado no sofá do hospital de uma cidade desconhecida, segurando a minha mão. Ela que rezava todos os dias. Eu tinha 8 meses, eu nem lembro e nem entendia o que acontecia. Hoje eu também agradeço por não lembrar, deve ter sido uma dor muito grande.

Todos são sempre muito gratos por eu ter sobrevivido (alguns me chamam de guerreira) mas eu não lembro! A minha família sim que é guerreira. Eles lembram e eles tem consciência de que podiam me perder. Eu? Só no instinto de sobrevivência. A cada aniversário tem a sessão nostalgia: 'Ela era tão pequeninha, cabia numa caixa de sapato! Agora está aí grande, já está fazendo *insira a idade aqui* anos!' e a fala é seguida de um afago no cabelo. 

A cada ano eu não acendo mais a vela, mas com certeza agradeço. Não sei direito para quem, mas agradeço mesmo assim. Agradeço por fazer parte da melhor família do mundo, por ter tido a oportunidade de conhecer toda essa gente exótica e companheira. Agradeço por todas as coisas boas que aconteceram e sobre como tudo deu certo. Agradeço pelas aventuras que ainda vão se seguir. Agradeço sem pedir nada. Agradeço pelo que vier, seja bom ou mau.

Em todos os momentos em que me sinto pra baixo, penso que se um bebê sobreviveu, eu sobrevivo também e é isso que me faz continuar. Nada é tão grande assim que dê para lidar. De todos esses anos, aprendi a viver a vida a cada dia, com mais calma e agradecendo sempre.

Estamos todos vivos, quer presente maior que esse?


30 de nov. de 2013

a saudade é parte do pacote

Redemption Song me lembra dias ensolarados a beira da piscina, lembra uma amizade linda e muitos gritos cantantes entoando as músicas do Bob Marley. Eu perdi aquele DVD. O momento ficou gravado antes da grande viagem, que mudou tudo. 1 ano é muito tempo e mudar é preciso.

Eu lembro daquela correria, sempre juntos e sempre na casa de alguém. A minha casa fica triste agora, sabe. Não tem mais aquelas gaitadas, a cozinha está sempre limpa, a TV da sala já nem existe mais, o meu colchão nunca mais saiu da minha cama e apareceu magicamente no tapete da sala. Eu fazia tudo isso pra ti.

Sinto falta da tua amizade. Muita. Sinto falta da convivência e das ligações bêbadas no meio da madrugada. Sinto falta das invenções, dos sonhos sempre muito altos. Eu ainda quero fazer aquela viagem de combi hahaha
Pra mim, tu tem cheiro de família. Todo dia eu lembro de ti, seja por algum assunto, seja por alguma memória. A minha casa sente a tua falta e eu sinto falta da tua casa. Espero que tu saibas a tua importância! Tu foi uma das pessoas que ajudou a formar a minha personalidade.

Dezembro já está aí e acho que já podemos começar a comemorar o teu aniversário :D

13 de mar. de 2012

What a beautiful mess, this is...

Parabéns querido. Hoje te desejo tudo de melhor, muito sucesso, felicidade e juízo.

Houve um tempo onde eu quase rezava toda noite para que tu tivesses um pouco de foco e responsabilidade. Para que talvez tu pudesses encontrar o teu caminho na vida e ser alguém, não importava quem.

Anos depois eu descobri que tu sempre fosses alguém, só que não exatamente como eu imaginava. Tu sempre fostes o amigo, irmão, namorado, amante e baterista. Na minha cabeça as coisas são um pouco mais complicadas e talvez seja por isso que eu sempre te quis por perto, para tentar me descomplicar. Mesmo que essa combinação fosse fatal.

Quando te conheci, nos teus 18, ainda eras uma criança. Quer dizer, tinhas até a mesma inocência no olhar que as crianças de um ano ou dois ainda possuem. Tinhas a mesma inocência que o teu filho tem hoje no olhar. Eu admirava isso e não conseguia parar de te olhar.

Hoje, teu aniversário, penso na última vez que te vi e, mesmo tendo sido um pouco conturbado, ainda vi a mesma inocência. A diferença é que agora, lá no fundo do olhar penetrante, vi um homem e não um guri. Percebi que "rezar" realmente funciona, mesmo que tenha funcionado de um jeito torto, pra mim. Queria a responsabilidade que tens hoje na minha vida e queria que fosse eu quem tivesse sido a responsável por tais mudanças, mas não o fiz. Acompanhei tudo de longe, desejando estar onde não estive nesses 5 anos que te conheço, do teu lado. De verdade. Sabe, acho que amor é muito mais do que tivemos como... sei lá o que fomos... namorados? ficantes?

Amor é isso que sinto por ti agora, a ponto de parar a minha lista de exercícios de física que tem que ser entregue amanhã pela manhã e que eu nem comecei, para te dar os devidos parabéns. Da nossa maneira. Sem comemorações e bolos de aniversário, sem ligações, mensagens ou emails. Sem esperar que tu leias tudo isso.


Quero dizer que, ao observar tudo que tu te tornastes, fico orgulhosa. Principalmente, por não ter deixado o sorriso bobinho e o olhar inocente e carinhoso de lado ao te tornares o homem que és hoje. Me orgulha ver a tua família linda e unida e eu realmente desejo que isso se mantenha para sempre. Sei que, mesmo não tendo nenhum lugar na tua vida agora, espero estar escondidinha como uma boa lembrança em ti. Afinal acho que nunca estive realmente na tua vida, a nossa amizade vive somente dentro da gente. Te desejo as experiências mais fantásticas do mundo, muito amor e dinheiro, por que não?

Sempre estarei aqui pra ti.

9 de dez. de 2011

Jerônimo Coelho

“Tu já não é mais aquela menininha que adormecia nos meus braços, em Porto Alegre. Era tão simples naquela época, eu simplesmente te pedia (e pro teu pai) para viajar e tu já falavas que tinhas comprado a passagem. Me ligavas no meio da noite dizendo que estavas cansada e eu nunca conseguia te fazer voltar a dormir. Parecia impossível virar as costas para a felicidade quando ela batia a minha porta.
Procurei sempre pensar em ti como a minha irmã mais nova e esse pensamento me poupou muitas fantasias porque sim, tu eras provocante mas tu também eras menor de idade. Procurava te manter por perto por causa da minha possessividade, que eu aprendi contigo, mas a vida foi ficando mais corrida e assim como eu, tu conheceu pessoas.
Devo te dizer que nunca conheci outra guria que falasse tanto quanto tu e também não conheci outra guria que me fizesse tão bem quanto tu, sem ser a Dona do meu Coração. De repente eu já não estava mais preocupado com o vinho derrubado no carpete, porque eu estava dançando na sala, contigo. Sempre regados a boa música, boa bebida e bons cigarros. Que saudade eu tenho dos cigarros, te prometi e nunca mais acendi um.

Também percebi que agora tu és um capítulo da minha biografia, um capítulo escondido entre os LPs do The Doors porque só o meu biógrafo vai ficar sabendo de ti. Desde que me mudei pra Porto decidi por te guardar só pra mim, ser a minha parte que ficou em Rio Grande porque tu sabes que são poucas as coisas que eu gosto de ficar lembrando. Este capítulo será o mais difícil afinal perdi quem me deu a vida mas espero contar com a tua ajuda para escrevê-lo, minha amiga, assim como contei contigo nos dias intermináveis dentro do hospital e naquela madrugada gelada de verão dentro das capelas.

'Amanhã vamos pra praia, olhar o mar sentados nas dunas, esperando o pôr-do-sol. Vai ser o nosso alívio momentâneo.'

Outro dia encontrei o teu desenho do golfinho, aquele que tu fez na 7º série e que ficasse muito empolgada e me desse. Emoldurei e pendurei no meu quarto mas o que eu mais gosto nele é a dedicatória que tem atrás. Lembro da tua empolgação me ligando no meio da aula de química só pra falar que tinhas feito o desenho mais bonito da tua vida e que querias dar para a pessoa mais feia da tua vida para que assim os dois se completassem. Gostaria de ter tido naquela época, metade da maturidade que tu tens hoje e quero que tu saibas que eu te admiro acima de tudo, pelo que tu fostes e pelo que te tornastes.
Espero conseguir chegar para o verão e te ver formanda, espero te abraçar e pegar no teu pé, como o irmão mais velho que tu sempre quis. Agora eu voltei para ficar."

1 de nov. de 2011

do que eu me lembro.

eu chorava, tremia e pedia por atenção. não sei o que acontecia comigo e muito menos sabia o que estava fazendo, mas mesmo assim, fui até o final. a única coisa que passava pela minha cabeça era que eu não queria vê-lo. 'não era necessário'.
claro que era e eu tive a certeza disso quando te abracei e senti o teu coração. não me lembro da tua cara naquela hora, nem que nada do local, mas me lembro da batida do teu coração, forte como nenhuma outra que eu tivesse sentido antes. foi depois que eu comecei a prestar atenção nas coisas ao redor, ficar envergonhada. eu tremia sem saber o que fazer.

e dois dias depois, de novo, tremi quando fui te dar tchau. chorei e só pensava em correr pra te abraçar mais uma vez mas não queria que tu me visse chorando e muito menos, te ver chorar. naquele dia metade do meu coração foi contigo.

1 de set. de 2011

parabéns.

ontem o blog fez 2 anos e eu fiquei apavorada pensando no que falaria. resolvi não falar nada, só pensar em tudo que ele já significou. não sinto necessidade de parar e nem de mudar de endereço. não me enjoei daqui e sei que não posso parar de escrever. mesmo que escreva pra mim (hoje vi que isso é uma expressão de refúgio), me sujeito a aprovação/reprovação de qualquer um que pare pra ler isto.
escrevo porque preciso e não me importo que leiam, mas sinto vergonha caso me falem. sei que muitos destes textos não foram exatamente bons do ponto de vista literário mas já me falaram que escrevo com sentimento, logo me apego a essa ideia. transformei o blog em um algo sentimental, mesmo sem querer. me tornei sentimental, mesmo sem querer.

nesses pensamentos de ontem cheguei a muitas conclusões e percebi que gosto de mim, do que me tornei. gosto dos meus gostos musicais e literários, das minhas opiniões e das minhas palhaçadas. poderia ser autossuficiente mas escolho não o ser. abandonei a ideia de ser feliz sozinha, não penso mais em ter vários amigos mas sim na qualidade destes poucos. admiro meus defeitos acima de tudo e tenho feito o máximo para melhorar.
ontem vi que mudei, mais do que tinha planejado. ontem vi que meu coração não tem mais um dono mas que está cheio de carinho. demorou.

demorou dois anos. dois anos de desilusões, dois anos de alegrias, dois anos de perdas. dois anos de batalha. fico feliz de ter registrado tudo aqui e fico feliz de planejar registrar mais outras tantas coisas.

25 de jul. de 2011

pelo final do mês

eu pensei que passava, que não fosse demorar muito, até porque o que se tem pra sentir de saudade é a própria saudade. procuro me esquecer de um monte de coisas que dividimos e o quanto eu acho que te conheço, assim como as inúmeras possibilidades de presentes de aniversário que já passaram pela minha cabeça e me atenho a tentar canalizar essa saudade da saudade de uma forma que não atrapalhe o meu dia-a-dia. não tenho mais aula pra matar, não tenho mais tardes sozinha pra chorar, como eu tanto fiz logo em seguida que eu me dei por conta que de fato tu não estavas do meu lado. até trabalho perdi mas eu precisava disso, desse momento.

o problema é que já deveria ter passado toda essa tristeza, vontade de não fazer nada a não ser chorar, ficar com aquela dor de cabeça por não conseguir respirar direito. acho que exagerei e até hoje exagero mas fazer o que? tenho vontade de fazer tudo isso, aliás é uma das coisas que eu mais tenho vontade e que eu realmente posso fazer. querer não é poder e nós dois sabemos disso, até mais que os outros.

o jeito de fugir disso tudo, exteriorizar o que eu sinto sem que isso me atrapalhe é escrever. é o momento que eu não me sinto culpada por lembrar de ti.
passei minha viagem inteira sonhando acordada, não tem um centímetro de Gramado que eu não lembre de ti. não tem um centímetro de mim que não lembre de ti, aonde quer que eu esteja.
tenho me esforçado pra tentar ignorar, esquecer e tenho feito progressos, por exemplo, compreendo melhor a situação e admito que estou adorando esse ano corrido, assim fico com menos tempo pra pensar nessas coisas.

essa viagem acabou comigo, acabou com o pingo de esperança que eu tinha e eu sinto falta novamente. não sei quando isso acaba e cada vez mais tenho vontade de dormir até que isso saia de mim por completo.

31 de ago. de 2010

um ano


Em uma tarde tediosa e enlouquecedora, por assim dizer, eu senti vontade de fazer realmente uma sessão de terapia, expondo tudo que eu queria falar para certas pessoas e foi assim que eu criei o Isso e Aquilo.

Escrever eu escrevo desde os 11 anos eu acho, claro coisa infundadas mas mesmo assim exercito. Nunca achei que alguém podesse se interessar pelos meus lamentos e continuo achando isso. Eu escrevo para me livrar de algumas coisas, inventar outras, do jeito que eu gostaria que elas fossem e, às vezes, treinar alguma mentira, por que não? É tão fácil criar palavras, juntá-las então é divertidíssimo. Pode-se criar tudo. É por esse mundo de possibilidades que eu me rendi. É para me satisfazer que escrevo, é a minha nova antiga terapia.

Quando me enjoei do Isso e Aquilo criei o Até que se prove o contrário. Estas são as minhas palavras maduras, ou pelo menos deveriam ser. O primeiro blog se tornou o último em questão de prioridade mas foi assim apenas porque eu prefiro manter o primeiro como o mais verdadeiro. Pode ser tolice minha mas eu prefiro continuar achando isso.

Hoje eu mantenho os dois porque não me imagino mais sem nenhum ou com um só. Existem milhões de escritos rabiscados entre meus cadernos de aula, em pastas perdidas no meu computador, rascunhos dos dois blogs e mais ainda, trechos de vários na minha cabeça. Quem sabe eu deixo um deles ver a luz do dia.

Um ano de alegrias e um ano de tristezas. Fantasias e assuntos diversos. Até mudei de idéia (estou mudando na verdade) sobre um cantor do qual sempre odiei... Este blog me proporcionou inúmeras mudanças internas importantes e hoje eu sei melhor até onde posso ir. Este meu 'livro' ainda tem muitas páginas para serem escritas, aos poucos, visando o seu segundo ano, a princípio. Nunca nos esquecendo que só dá para ver um lado da história. Este lado é o lado mais público de todos. O Isso e Aquilo é o mais próximo que eu posso chegar de contar tudo, o mais próximo que eu consigo de me expor tentando não ser julgada, e quem os lê já conhece 2/3 de mim.

Sinto informar que 2/3 já é o mais íntimo que alguém chegou de mim e sinto te informar que não leves todas palavras aqui em consideração, sempre tem um pega-ratão. Talvez sejam necessários mais alguns anos para eu e vocês me compreenderem, mas esse não é o objetivo.

Escreva para si, escreva para a sua imaginação, possua leveza no que almeja e sempre determinação. Estes sentimentos transparecerão e quando você perceber, acabaram suas palavras, momentaneamente. Deixe a mente e seus dedos agirem sozinhos, não importa se não possues um tema, apenas veja que a folha em branco á sua frente não pode permanecer limpa.

21 de fev. de 2010

parabéns a você ...



O que você faz quando não sabe o que quer? Quando não sabe sobre o que falar ou escrever? Não sei mais o que pensar nem sobre o que conversar e, desesperadamente, não sei nem se quero conversar!
Feliz último dia de férias chuvoso! Feliz café forte quente!

Que seja.

Ontem, 20 de fevereiro, há quarenta e três anos atrás nascia o último grande ídolo mundial da música, Kurt Donald Cobain.



Não me lembro quando comecei com essa 'obcessão' (por falta de outra palavra equivalente entretanto um pouco menos forte) por ele. Visto que nasci em 1993 é explicável que já o conheça desde pequena, ao fim dos meus dez anos comecei com a fase 'dark' da adolescência que a maioria passa (um pouco cedo demais admito) e só me lembro de comprar DVDs, CDs, pôsters (minha realização pessoal: um pôster dele que um amigo meu trouxe de Portugal para mim *-*), a biografia (Mais Pesado que o Céu), revistas e ler todo o tipo de matéria, blog, história ou curiosidade sobre ele e a banda. A 'fase' passou (estou apenas mais aberta a outros gêneros musicais) e eu continuo pagando o que for por cada material dele.




É, isso, deu acabou. Comemorei atrasado aqui mas foi porque não tive acesso à nenhum tipo de internet ontem. Hoje bateu uma vontade de escrever entretanto não tinha nenhum assunto melhor que o aniversário passado do meu maior ídolo então foi isso... ruim, péssimo mas foi o que saiu. Prometo melhorar nas próximas semanas e trazer as palavras de volta para mim, talvez lendo isso melhore já que nem com o cafézinho companheiro do lado a criatividade voltou...


beijo tchau...
boa volta ao inferno que são os compromissos, horários e preocupações das aulas daquela instituição que só faz nos pirar mexendo com o nosso psicológico já abalado e anormal .-.

12 de dez. de 2009

brevemente


ando precisando de pessoas novas, novas aventuras e novas ocupações. queria terminar os 15 de uma forma inesperada e começar os 16 com o pé direito. tenho saudades das coisas que vivi nos meu 14 anos por exempelo, poderiam voltar à acontecer, nem me importaria. desde que eu fizesse sentido já estaria bom. às vezes até sonho com alguma coisa que faça sentido mas ultimamente nem tenho sonhado de tão cansada. Não sonho, não espero, só desejo...


P.S.: 2 dias *-*

30 de nov. de 2009

esperança de fim de ano



Só pra avisar: acho que vou me dar um tempo.
Não abandono isso, não conseguiria mas não quero mais a "obrigação" de escrever aqui.


Provas, exames e trabalhos me esperam a partir de agora e... 3º ano que me aguarde *-*








Mas que seja, isso tudo é muito fútil pra esse bloguezinho aqui.





Inicío o mês de dezembro (não no dia 1 precisamente mas em algum post perdido em dezembro) com uma historinha que eu fiz na aula de literatura que ainda estou trabalhando nela...



'Dream on brothers, while you can
Dream on sisters, I hope you find the one
All of our lives, covered up quickly
by the tides of time'
Wasting love - Iron Maiden







beijos e boas festas pra quem ainda se prestar a ler isso aqui :)







Phantom of the Opera - Iron Maiden


21 de nov. de 2009

quase 16 aninhos *-*

Definitivamente está escolhido meu presente de aniversário e como eu sou uma guria muito legal ainda dei duas opções: