14 de jan. de 2010

bem do jeitinho que eu queria

eu acho que vou tentar uma coisinha antes de ir de vez...
este é uma tentativa de conto que venho tentando escrever nos últimos dois meses mas que nunca o acho bom exatamente. não o terminei, só acho que esse início está mais do que ótimo. não sei como acaba, não tenho a mínima idéia e talvez não se una aos contos com finais felizes, contudo, aí está:
Para se ler escutando: Secret - Maroon 5


Ela estava deitada na cama, sozinha. Mais uma vez. Ela lembrava-se dele sempre à noite. Na maioria das vezes do seu toque e das coisas que ele sussurrava no ouvido dela quando estavam abraçados por entre os lençóis depois de fazer amor.

Às vezes ele a olhava de cima, sorria e quando ela vinha lhe dar um beijo molhado ele apenas encostava seu dedo indicador nos lábios dela e a olhava nos olhos, bem fundo, como sempre. Era disso que ela mais gostava, de ser surpreendida por ele.
Amava o jeito como faziam as coisas juntos. Amava quando ele a puxava forte pela cintura, a beijava com força e começava a despi-la. Ele adorava quando ela não deixava e fazia aquela cara de “me convence”. Foram algumas coisas que agora a faziam ficar sentindo falta de tê-lo ali ao lado, apenas para abraçar.

Era a saudade de chegar e lhe dar um abraço apertado, insistentemente colocar a bolsa em cima da cama e ele, como sempre, tirá-la e colocá-la na cadeira do computador. Até o teto de seu quarto parecia bem mais interessante quando os dois o observavam juntos. Parecia que fazia tanto tempo que eles já não deitavam juntos. Aquele último beijo temporário, há um tempo, tornou-se a ultima coisa que ela lembrasse antes de adormecer, de certo modo a entristece.

Eles já não se falavam há um tempo e isso só contribuía para a saudade que apertava forte o peito dela. Tudo parecia distante e perto ao mesmo tempo, as carícias e palavras bonitas pareciam ser repetidas no reflexo do vidro à sua frente contudo ela não sentia mais o toque ou a emoção do momento.

Ela havia adormecido preocupada mas acordou-se feliz: havia sonhado com o príncipe encantado e quem vinha montado no cavalo branco não era ele. Sentiu-se tola. O bastante pra o ligar e contar do sonho, sem detalhes, apenas para ouvir sua voz. Ele não atendeu como de costume, foi sério. Ela não estremeceu. Apenas o cumprimentou e pediu desculpas por ligar tão cedo, contudo ela sabia que não era cedo para ele, já havia acordado há algum tempo para trabalhar. Foram 10 minutos de besteiras. 10 minutos que trouxeram de volta toda cumplicidade que eles tinham e que ela achava que, após tanto tempo já não a possuíam mais. Tudo permaneceu parado no tempo, como sempre permanecia entre eles. Não trocaram juras de amor, não foram doces um com o outro. Apenas conversaram normalmente e brincaram, ela ria e ele também.

Quando desligou o telefone, suspirou e voltou a se afundar por entre o edredom macio. Até o edredom ela havia trocado para não lembrar mais dele! Deixou que uma única e última lágrima escorresse por entre seu rosto. Ele retornou a ligar para ela e ela hesitou em atender. Quando finalmente o fez tentou pronunciar um ‘oi’ mas não havia sido bem sucedida, nenhum som havia saído de sua boca, que dirá chego até o outro lado da linha, entretanto ele havia percebido que ela estava ali.

- Eu não sei mais. Queria saber, juro que queria mas não sei. Não consigo agir normal, não contigo! Não sei porque mas eu sempre acho que falta alguma coisa nos nossos tchaus! Não devo ser o único. Queria me livrar de ti nos meus pensamentos. Eu tinha conseguido por uns dias sabe? Agora tu me ligas... como eu vou sair da cidade assim? Eu parto em uma semana e tu me ligas! – disse ele enfurecido e cuspindo palavras contudo ela sabia que ele não estava realmente furioso, apenas frustrado, mesmo assim sentia medo pois nunca o vira tão alterado desse jeito.

- Tá, me desculpa. Só senti falta – disse ela engolindo as lágrimas e, quando se deu conta, percebeu que ela não era a única que chorava. – Amor? Não...

- Eu vou para aí agora.

E desligou.



Quando eu voltar posto o resto. bom, agora fui de vez (:

2 comentários:

  1. ter um começo nem sempre é suficiente, mas é bárbaro. pra tudo, pense bem.

    (obrigada pela visita e por gostar de fazê-la!)

    bjs

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  2. Oiew!
    Bom, pra falar a verdade, eu não acho que precise continuar. Adoro escrever e ler contos com um 'aparente sem fim', entende? dar margem pra que as pessoas imaginem, fiquem curiosas é legal. ^^
    Voto por deixar com está, pra mim tá perfeito, adorei. :)
    querida, muito obrigada pela ssua vista tão carinhosa. Beijão!

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