4 de abr. de 2010

22:22

alguém que se permite mudar, moldar-se, adquirir o máximo de conhecimento que sua ínfima cabecinha puder colher. uma garota que vai de gargalhadas escandalozíssimas a risos molhados, aqueles que segundo a minha avó nem deveriam nomear-se sorrisos pois não mostram os dentes. uma daquelas garotas que mostram personalidade forte no primeiro momento, fingem ser duronas e independentes mas se amolecem na primeira oportunidade e tentam, secretamente, agradar a todos.
quando digo que sou tímida ninguém acredita mas o jeito 'estou nem aí' ou 'já saio brincando com todo mundo' foi o jeito de não tornar-me solitária. surpreendo até minha mãe, surpreendo aquela pessoa que está comigo sempre e que pensa me conhecer muito bem, seja com um gosto diferente, uma paixão por clipes, comerciais, canecas... há alguns clipes que eu amo de paixão e que ninguém nem sonha como Sunday Morning do Marron 5 e The Reason do Hoobastank, assim como tantos outros. ninguém sabe que a música que eu mais gosto do Nirvana é Drain You e que o clipe é In Bloom, ninguém lembra da minha adoração, do meu orgulho pelo fato de ter nascido gaúcha. ninguém sabe dos meus planos de morar na serra ou passar um tempo no Alegrete. ninguém sabe da minha paixão pela Itália. ninguém sabe da minha admiração pelo Adam Levine apenas porque ele fez aquele passinho do momento 4:15 de Sunday Morning e nem que eu só comecei a gostar de rock por causa de B.Y.O.B. do System Of A Down. não sabem dos trechos que eu mais gosto das canções mais nada a ver possíveis. não sabem que eu espero apaixonar-me por alguém para pô-las de frase ou mandá-las para alguém.
ninguém sabe realmente o que eu sinto a não ser que eu transpareça. eu desenvolvi esse mecanismo de fuga, a mentira. sou uma excelente mentirosa, pena que não tenha mais controle sobre a minha mentira. minto por esporte. ninguém sabe que até eu mesma duvido da minha sanidade mental. ninguém sabe que eu já tive início de depressão.
geralmente ninguém percebe quando eu quero estar quieta e sempre acham que seja pelos motivos errados. foras e caras que não me olham ou me olham demais são os menores dos meus problemas. pensar em não conseguir o que eu quero, isso sim me deixa quieta e pensante. ninguém sabe que eu me cobro demais, que eu morro de medo de errar na frente de todos e que eu entro em pânico por falar em público. pânico mesmo, não falo.

mais ainda, ninguém sabe que eu inventei um personagem no dia em que recebi a notícia de que meu avô havia morrido, ninguém nunca soube o quanto isso me modificou e me afetou. não sou nem um terço do que represento.

Nenhum comentário:

Postar um comentário