11 de set. de 2011

Sicko

Uma amiga precisava ver um documentário para a faculdade e como não nos víamos a algum tempo, decidi fazer uma janta e ver o documentário com ela. Estávamos vendo porque era necessário e achávamos que seria uma droga e, estávamos completamente erradas. Sicko, do Michael Moore é incrível, pura verdade e contraste de realidade.
É um documentário estadounidense que avalia seu sistema de saúde e o compara com os sistemas de saúde socializados de países como França, Inglaterra e Cuba. Moore mostra casos médicos onde a negligência (compra) do sistema causou a morte desnecessária de crianças, pais de família e adolescentes com a vida inteira pela frente. Chorei e me revoltei.
Ao visitar os outros países, a mentalidade americana me surpreendeu. Como são idiotas, egoístas, gananciosos e arrogantes estes americanos! Com certeza a mensagem do filme que deveria se espalhar pelo mundo todo é "a de que um país que teme a reação de sua população vai obviamente pensar bastante antes de desrespeitá-la. Da mesma forma que um povo consciente de seus direitos e deveres não deveria temer os governantes que ele mesmo escolheu, e só assim essa cadeia de abusos estaria perto de ser desfeita."

Outro ponto forte e que ocupou muito a minha cabeça, me forçando a fazer esta postagem logo no dia 11 de setembro foi o encontro de Moore com alguns heróis do World Trade Center. Estas pessoas foram voluntárias na tragédia e quando começaram a desenvolver problemas devido à exposição a substâncias tóxicas, procuraram a ajuda médica prometida pelo governo e, como não estavam na folha de pagamento da época, não tinham direito a assistência grátis pois não tinham como comprovar que realmente adquiriram a doença pelo voluntariado. Através do desfecho do filme, parte deste grupo acaba em Cuba, o eterno inimigo dos Estados Unidos da América. Lá, foram atendidos de graça e obtiveram o diagnóstico e os remédios certos, além de um atendimento extremamente humano. Para nós brasileiros não é novidade que o sistema de saúde de Cuba é um dos melhores do mundo mas o que é mostrado no filme é a total alienação, arrogância e manipulação de massas dos americanos.
Agora me pergunto, na época do filme, a tragédia fazia 5 anos, onde estão estas pessoas que são mostradas no filme? Após 5 anos adoraria saber se sua condição de saúde melhorou e se estes transformaram-se em mais números para o governo.

É um filme sobre compaixão, empatia e direitos humanos. Após este documentário fiquei extremamente feliz por ter o SUS e por ser brasileira, pois se tivesse nascido nos Estados Unidos teria virado mais uma vítima do sistema ganancioso e corrupto que brinca de Deus.
Recomendo!

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