30 de set. de 2010

pela matemática

eu sei que isso irrita. eu sei que já era. eu sei.









eu sei.

15 de set. de 2010

pequenas linhas, me desculpem.


todo esse tempo sem tempo me enlouquece. o silêncio já não faz mais parte da minha rotina e até a música sumiu. acho que ela se esqueceu de me procurar essa semana, tão importante e tão repugnante. as lembranças e fotografias que antes faziam parte de pelo menos um dos sete dias encontra-se bem longe daqui e eu nao tenho tempo nem para escutar meus próprios pensamentos, apenas para dizer 'mais café por favor!'.

9 de set. de 2010

truth


3 de set. de 2010

o que fica


o tipo de coisa que eu nunca achei que fosse viver, realmente. eu, que sempre saí contando tudo pra quem se interessasse agora me vejo com vontade de manter tudo só pra mim. eu, ele e o histórico. eu tenho vontade de deixar quieto porque essas lembranças serão só minhas, se acabar e eu não tiver coisas físicas para trocar.

eu deixo quieto com a esperança que, quanto mais eu deseje, ela se torne real e não apenas uma criação por quem está embriagado pelo sono. não há nada mais para ser falado sobre esse amor silencioso que eu sinto. é só meu e dele.

31 de ago. de 2010

um ano


Em uma tarde tediosa e enlouquecedora, por assim dizer, eu senti vontade de fazer realmente uma sessão de terapia, expondo tudo que eu queria falar para certas pessoas e foi assim que eu criei o Isso e Aquilo.

Escrever eu escrevo desde os 11 anos eu acho, claro coisa infundadas mas mesmo assim exercito. Nunca achei que alguém podesse se interessar pelos meus lamentos e continuo achando isso. Eu escrevo para me livrar de algumas coisas, inventar outras, do jeito que eu gostaria que elas fossem e, às vezes, treinar alguma mentira, por que não? É tão fácil criar palavras, juntá-las então é divertidíssimo. Pode-se criar tudo. É por esse mundo de possibilidades que eu me rendi. É para me satisfazer que escrevo, é a minha nova antiga terapia.

Quando me enjoei do Isso e Aquilo criei o Até que se prove o contrário. Estas são as minhas palavras maduras, ou pelo menos deveriam ser. O primeiro blog se tornou o último em questão de prioridade mas foi assim apenas porque eu prefiro manter o primeiro como o mais verdadeiro. Pode ser tolice minha mas eu prefiro continuar achando isso.

Hoje eu mantenho os dois porque não me imagino mais sem nenhum ou com um só. Existem milhões de escritos rabiscados entre meus cadernos de aula, em pastas perdidas no meu computador, rascunhos dos dois blogs e mais ainda, trechos de vários na minha cabeça. Quem sabe eu deixo um deles ver a luz do dia.

Um ano de alegrias e um ano de tristezas. Fantasias e assuntos diversos. Até mudei de idéia (estou mudando na verdade) sobre um cantor do qual sempre odiei... Este blog me proporcionou inúmeras mudanças internas importantes e hoje eu sei melhor até onde posso ir. Este meu 'livro' ainda tem muitas páginas para serem escritas, aos poucos, visando o seu segundo ano, a princípio. Nunca nos esquecendo que só dá para ver um lado da história. Este lado é o lado mais público de todos. O Isso e Aquilo é o mais próximo que eu posso chegar de contar tudo, o mais próximo que eu consigo de me expor tentando não ser julgada, e quem os lê já conhece 2/3 de mim.

Sinto informar que 2/3 já é o mais íntimo que alguém chegou de mim e sinto te informar que não leves todas palavras aqui em consideração, sempre tem um pega-ratão. Talvez sejam necessários mais alguns anos para eu e vocês me compreenderem, mas esse não é o objetivo.

Escreva para si, escreva para a sua imaginação, possua leveza no que almeja e sempre determinação. Estes sentimentos transparecerão e quando você perceber, acabaram suas palavras, momentaneamente. Deixe a mente e seus dedos agirem sozinhos, não importa se não possues um tema, apenas veja que a folha em branco á sua frente não pode permanecer limpa.

29 de ago. de 2010

esses dias

- como tu vais fazer outra pessoa se acostumar com estes teus costumes?
- fazendo, na verdade eu é que não vou fazer nada, vou ter meus próprios problemas me acostumando com as manias dele.
- mas tu sabes que tens que facilitar.

os dois ficaram em silêncio durante um tempo. o dia estava bastante bonito, um sol lá no alto e passarinhos cantando. ela estava sozinha. bem, para os outros sozinha, para ela, o Dylan bastava. ela estava insatisfeita, só não sabia qual o motivo.

- não adianta ficar com os olhos cheios, nada vai mudar. - ele dizia, para o desespero dela. ela nem conseguia falar nada, se falasse, chorava.

por um momento ele se levantou e saiu, deixando-a sozinha realmente na sala. haviam coisas espalhadas por todos os lados e ouviam-se os gritos de Janis Joplin baixinhos que vinham do som de seu vizinho.

- dylan?
- oi.
- vem aqui!
- pra que?
- não quero ficar sozinha.
- mas tu estás de qualquer jeito sozinha.
realidade.
- por favor. - disse ela baixinho, lágrimas escorriam pelo canto dos seus olhos.

ele apareceu na porta do quarto, ela estava sentada no tapete, em frente a cama. ela não sabia o que falar para ele, só queria sentir a presença de mais alguém, mesmo que essa pessoa não fosse quem ela gostava.
o telefone tocou. e continuou tocando.

- não vais atender?
- não.
- e se for importante?
- não tem nada mais importante do que o que eu estou sentindo agora.
- eu não sei o que falar para te consolar agora.
- não precisa. só fica aí.

a Janis parou, o telefone tocou alto. duas. três. quatro vezes. ela se levantou, parecia incapaz.

- oi.
- oi.

ela parou. suspirou. mais lágrimas caíram.

- tá tudo bem?
- tu sabes que não. - ela tentava, em vão, não soluçar e permanecer o mais calma possível.
- se tu deixares eu queria passar aí agora.
- não.
- mas...
- não quero, não quero que tu me veja nesse estado.

Dylan estava a sua frente.

- não estou sozinha.
ele permaneceu quieto, não esperava. não sabia o que falar. tentou, em vão, permanecer indiferente.
- ok então, eu só pensei que a gente poderia se acertar mas se tu foi tão rápida assim...

não dava mais para conter as lágrimas, caíam fortes. do outro lado da linha a pessoa desligou o telefone. ela caiu no chão. por minutos permaneceu ali, segurando o telefone, tentando parar de ser boba mas não conseguindo.

a campainha.

- atende. tu sabes quem é e tu sabes que precisas falar com ele.
- medo.
- eu abro então.
- cala a boca, tu não podes.
- aé?

Dylan levantou e caminhou até a porta, colocou a mão na maçaneta e abriu a porta. devagar Dylan sumiu e devagar ele se materializou na porta, correu até ela e a abraçou forte.

27 de ago. de 2010

um sonho acabou

hoje eu venho aqui pra me lamentar. dia 06/09/10 acaba uma jornada que começou há um ano atrás por um grupo de amigos COMPLETAMENTE (essa palavra tem que ser frizada MUITAS VEZES) descompromissados. eu estou falando de uma coisa simples mas que pra mim representou muito e eu só descobri isso hoje, às 20:36h pra ser precisa.

foi uma vez em alguma aula de física II no segundo ano, a qual rumamos para a biblioteca, em que nós 11 nos reunimos para formar uma chapa para o Grêmio Estudantil. eu entrei pela Amanda e só peguei de vice-presidente pq foi o que sobrou. eu não levei a sério, tanto que eu praticamente nem fiz campanha e não fiquei no dia da apuração dos votos. eu sei que nós ganhamos, eram 4 chapas eu acho e mesmo com 20 votos tirados da gente por injustiça (alegaram boca de urna, no entanto quem falava pra votar na gente, sem citar nomes de chapas ou integrantes, era uma colegaque nem fazia parte da chapa e BEM longe da votação) nós conseguimos, disparado. até aí foi um mar de rosas, sorrisos falsos e cafés em uma sala só nossa. não durou muito, começamos a descobrir quem realmente estava do nosso lado e quem queria nos manipular.

o primeiro evento que nos testou foi o campeonato de futebol. aquele campeonato foi realmente o divisor de águas. nós quase nos matamos, não contávamos com NENHUM apoio da direção e da coordenadoria pedagógica, não tínhamos NENHUM dinheiro em caixa e com TODO colégio praticamente nos fazendo pressão para sair um campeonato bom, não que isso importasse muito. ressalto, nós quase nos matamos mas no final foi o melhor campeonato que já tivemos. ficou muito bem organizado e quem olhava até dizia que nós estávamos todos bem. engulimos MUITO sapo, caminhamos muitas quadras atrás de patrocínio para o tal campeonato e no sábado nosso time foi campeão.

o pior estava por vir, na segunda-feira matamos as duas aulas para discutir, nos trancamos na sala do Grêmio e saiu de TUDO, desde lágrimas verdadeiras a gritos de ódio. eu mudei depois daquelas horas ali e as coisas nunca mais foram as mesmas. a segunda coisa mais marcante foi a 'revolta' conta a UNE, que hoje, uma faixa com os dizeres 'a UNE não nos representa' é ostentada na sala do G.E..


de lá pra cá saíram inúmeros eventos desde tentativas de campeonato de truco, manifestações contra a direção por causa do mesmo e por inúmeros outros motivos que não valem a pena serem revelados aqui, até acampamentos de boas vindas aos novatos do primeiro ano 2010.

iniciamos esse ano bem, já no ritmo para largar as funções do G.E. depois do acampamento mas em uma das nossas reuniões durante as férias surgiu a idéia de, além de organizar a votação para o próximo Grêmio, fazer a despedida do atual.

hoje foi o dia escolhido e eu fui às 08:00h da manhã para o CTI agilizar os esquemas da votação e organização do evento que contou com cama elática, torneio de golzinho fechado e dupla de vôlei, malabares, mini-aula de body jam, 'show de talentos', quentão saudável, pipoca e doces de graça, brincadeiras dos professores com os alunos. a apuração dos votos terminou às quase 21h e determinou que, dia 06/09/10 o Grêmio atual será substituido.

hoje, depois de anunciar a vitória dos guris meus amigos, depois de ter andado pra cima e pra baixo atrás de barbante, cordar, balão e banana, depois de ter xingado e agradecido a todo mundo, eu finalmente prestei atenção no que eu estava fazendo. eu já não conseguia nem pensar direito e todas as partes do meu corpo doíam. como sempre no nosso mandato, muitas pessoas não ajudaram na preparação e sobrecarregaram poucas, que às vezes nem teriam que ter esse tipo de preocupação.

a chave estava no meu nome, eu fechei a sala. mesmo sabendo que não era a última vez que eu ia entrar na sala e nem que o mandato acabava hoje eu me senti muito mal. eu achei que não fosse fazer diferença, achei que seria mais fácil mas sim, eu tive vontade de chorar ao olhar a sala, em um caos entre malhas, balões, faixas, copos descartáveis, papéis dos antigos, atuais e futuros Grêmios. não ia ser só mais um dia em que eu e mais alguns colegas entrávamos gritando e rindo na sala depois de um dia muito corrido e largávamos nossas coisas ou mesmo as coisas do próprio Grêmio... seria a última vez. eu havia acabado de decidir quem nos substituiria.

imediatamente eu lembrei de todas as vezes que nós nos reunimos, sempre mais pessoas do que a sala comportava de modo que ficavámos uns sobre os outros, no chão, no sofá de 3 lugares que acabava servindo para até 7 se duvidasse. as vezes que matávamos aula para só ficar conversando e tomando café na sala do Grêmio, as vezes em que nós íamos vinte minutos para lá, levantávamos e íamos embora, barulhentos em um pavilhão de professores. várias pessoas que iniciaram o mandato conosco não estavam mais lá. foram tantas idéias que surgiram ali... imediatamente eu olhei para o canto, aquele canto em que fica o protótipo de computador das cavernas que nos foi dado que funcionou apenas dois dias e morreu, e lembrei de um dia em particular. o dia da discussão. cara, foi tanta coisa dita ali naquele dia... eu senti saudades, quis viver aquele tempo de novo... quis ter todas aquelas preocupações novamente. aquela sala viu coisa demais para ser largada assim...

depois de todo sofrimento, das dores nas costas, cabeça... enfim, corpo todo que esse mandato me causou e eu tenho certeza que atingiu a todos integrantes do Grêmio oficiais ou não, eu assinei aquele livro da portaria. quem sabe eu entreguei meu documento pela última vez, quem sabe eu pronunciei 'a chave do Grêmio por favor' pela última vez. demorei um pouco mais para assinar meu nome, eu percebi. não sei se foi pelo caos que a minha cabeça estava ou por não querer que aquele momento terminasse mas mesmo assim o fiz consciente.


saudade. é o que vai ficar. todos nós, incontáveis que ajudaram hoje e durante todo o nosso mandato, devemos nos sentir orgulhosos, nós representamos bem. ainda não acabou eu sei mas eu tenho que agradecer ao apoio dos professores que me surpreenderam hoje principalmente. tenho que agradecer ao não apoio da direção do colégio, agradecer pelo ódio que a pedagogia têm de nós e principalmente agradecer a indiferença dos alunos do IFRS em grande parte do nosso mandato. agora sim, vamos aos bons agradecimentos, eu agradeço a todos meus amigos que entraram nessa empreitada comigo, a todos que mesmo não oficialmente participando do Grêmio nunca negaram ajuda e principalmente a minha presidente, Amanda Garcia, tu foi uma pessoa que eu me aproximei demais por causa dessa bomba que nós aceitamos e tomamos como nossa, eu já perdi a conta de quantas vezes tu me ligastes pra falar o que eu precisava fazer pra ti e, depois de enumerar uma lista de, no mínimo, 10 itens (os quais eu só escutava, sem anotar), eu parava e te perguntava qual era o primeiro e tu, muito cansada e apavorada achando que ia dar tudo errado apenas suspirava e dizia qual era, rezando para que eu não esquecesse e eu não esquecia. principalmente, eu aprendi a tomar as tuas dores e entrar nessas contigo mas sempre impondo meu ponto de vista também, até porque tu sabes que se tu tens alguém para entrar nas tuas enrrascadas tu vai fundo sem pestanejar e, precisas de alguém que te pare ou te dê toques para ti mesma reconhecer a bobagem que tu falou. é por tudo isso Amanda que eu te agradeço por ter me ajudado a me fazer crescer, a me fazer ter mais responsabilidades e me lembrar que não é bom desapontar as pessoas. eu consegui descobrir a pessoa que existe atrás dessa máquina de responsabilidades e atropelamentos.

enfim, já escrevi muito. desejo boa sorte aos guris que entraram no Grêmio, que eles façam muito bom proveito daquela sala e que, ao fim no mandato deles, olhem para ela e suspirem como eu suspirei lembrando de tudo já vivido.