1 de fev. de 2012

das interiorizações


Voltei com a música e a leitura. Reconheci que fiquei uma chata sem os antigos clássicos do rock. Ler me faz escrever e depois, pensar.
Com 13 anos gostava de me deitar na cama (ou no chão) e ficar escutando os clássicos que eu mais gostava, bem baixinho, do tipo que precisamos fazer esforço para escutar. Ali, eu pensava sobre tudo que podia e não podia pensar e foi nessa época que comecei a fazer as perguntas mais incríveis e até hoje mantenho essa mania.
De vez em quando fico quieta demais e minha mente trabalha em questões que eu nunca havia dado a devida atenção, como o comportamento de algum animal, dúvidas filosóficas ou até perguntas idiotas, daquelas que só as crianças na fase do 'porque' fazem. E às vezes eu admito que pareço uma.
Acho, na minha humilde opinião sobre eu mesma, que essa é uma das minhas melhores qualidades. Mantenho o equilíbrio entre a 'vida adulta' e a inocência da criança, sem medo de perguntar e ansiosa pela resposta, mas que só pelo contato com a poesia das músicas consigo me transportar facilmente para este mundo paralelo em que vivo.

Ultimamente passei a viver no mundo real durante todo o tempo e descobri que não sei e não gosto da pessoa que eu sou, então prefiro continuar com meus períodos de invisibilidade e paralelismo, seja no chão, na cama, na praia, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê.



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