19 de jun. de 2010

merchandising

Estou aqui hoje solenemente... ahsuhasuhsau
o assunto de hoje não é post criativo (bom, pelo menos não exatamente nesse blog) é a divulgação de um outro blog novo, de um amigo meu (te dedurei Matheus haha).
vale a pena dar uma lida nesse guri, ainda mais porque o post de hoje é meu (haha). ele me pediu pra fazer um prefácio sobre o blog que está ainda em fase prematura e eu fiz, ele achou maravilhoso (paga pau haha).

O nome do blog é Não entre em pânico e tem link no nome que tu acabou de ler e aqui do lado na outra barra, ele já virou mais um copo espalhado pela casa mesmo (não se engane, não é mais um é O copo espalhado pela casa).

então aí está minha divulgaçãozinha básica e está aqui registrado o que escrevi ontem à noite para ele (entre no link poxa), um guri muito engraçado e interessante que não é um velho tarado. eu não garanto mas pelo menos eu espero que ele não seja, ainda não me pediu pra ligar a webcam (piada de humor negro mode on).

sem mais delongas.... ENTRE NO LINK!

beijoo, logo mais (ou nem tão mais assim) eu volto a postar.

13 de jun. de 2010

rosas pelo chão

eu agi estranho o fim de semana inteiro e até agora não sei porque. obviamente não foi por causa do dia dos namorados em si. parece que as coisas não ficaram esclarecidas, o quê eu não sei. eu acho que esperava demais sem ter objetivo nenhum, parece que este fim de semana foi mais vazio que todos os outros.

talvez as coisas que deviam vir de longe ficaram pelo caminho, ou até o que eu quis buscar aqui perto eu descobri que já não estava tão perto assim. parece que nem as palavras fazem mais sentido. eu sei que elas nunca fizeram, mas eu tento. eu tento tanto que parece ser fácil demais, mas esse é o meu jeito, eu tento não ser assim mas é sempre um desastre. eu me entrego assim que acho que devo. é patético.

eu sinto falta das menores coisas, eu associo essas coisas nada a ver e depois fico esperando sentada, ridícula e sozinha. o fato do dia dos namorados ter sido sábado não mudou em nada as minhas convicções. eu não me importo de ter passado o dia dos namorados sem namorado. eu me incomodo é de pensar que ele tem alguém e que eu não tenho. eu não gosto de pensar que eu poderia ter alguém mas por uma coisa que eu não faço a mínima idéia do que seja, eu não tenho. de novo.

eu quero alguém pra conversar e tomar vinho na frente da lareira nesse frio. simples assim. aquele parceria que vai pra qualquer lugar, meio sem frescura e carinhoso. só. poderia ter tudo isso mas não é tão simples assim.

tá, aqui paro meus dedos. não devo tocar nesse assunto. mas é isso. o simples mora longe.

9 de jun. de 2010

no inverno as feridas demoram mais tempo pra cicatrizar

é extremamente complicado quando esperamos o tempo passar para podermos nos curar de algum desapontamento. eu pelo menos não tenho a mínima paciência. não gosto de esperar e nem que me esperem. me sinto mal por não poder fazer nada pelos outros e não suporto feridas que nunca saram.

eu gostaria de dizer tudo o que sinto bem na tua frente mas parece que não dá. quem sabe talvez por eu saber que, no fundo, serei mais uma idiota que correu atrás de ti por algum tempo. eu só escolho os errados, e nisso tenho a completa aprovação de todos meus amigos. me machuca o fato de que eu talvez não consiga alguém por mais de meses. me machuca esperar e me desapontar.

esse frio me faz mais falta ainda. somos mais intensos, queremos mais no inverno... e eu sempre quero e espero e me desaponto. eu sei que existem feridas que nunca cicatrizarão, infelizmente. me dói muito ainda pensar em ti da mesma forma que há quase um ano atrás, eu não quero mais isso pro meu futuro, será que me faço entender? pois parece que não.

quem sabe, em mim, um dedo cortado cure mais rápido. sentimentalismo, tsc tsc... quem sabe eu já esteja mais acostumada a me recuperar fisicamente do que lá no fundo do meu coração, e não ao seu lado (ironia, humor negro).

eu bem que gostaria de parar de procurar, parar de me preocupar, afinal eu não sei mais quantas pauladas na cabeça irei agüentar. muitas, é claro.gostaria que fosse apenas um joelho ralado que em uma semana sara. pelo menos eu sei que vai sarar, por mais que demore, um dia vai.


inspiração no texto de Matheus Dal Bosco.

5 de jun. de 2010

da próxima vez, só uísque escocês


eu me lembro de escutar Anoiteceu em Porto Alegre quando eu era criança no quarto da minha tia mais nova. até hoje eu acho que ela só é gremista por causa do Humberto. eu não entendia muito bem o sentido da música, e mesmo naquela época sendo colorada me retumbava alguma coisa quando eu a escutava. eu dançava uma música lenta, eu só parei de cantar porque me contaram que essa música tratava do título de campeão mundial do Grêmio e mesmo assim eu só parei por alguns meses. claro que naquela época eu tinha uns no máximo cinco anos. minha tia tinha dezessete e era gremista fanática, ela e uma prima nossa que tem a mesma idade que ela.

algum tempo depois eu já tinha feito meus longos seis anos e me apaixonei por um gremista. meu primeiro amor. eu tinha até camiseta original do colorado! virei a casaca para nunca mais voltar. novamente me encontrei escutando essa mesma música no quarto da minha tia nos fundos da garagem. eu não sabia a letra mas decorei toda gravação da narração do título. tudo por causa do guri e da minha tia apaixonada pelo Humberto Gessinger.

hoje, dez anos depois desse momento, continuo escutando essa mesma música com a minha tia que continua apaixonada pelo Humberto. a diferença é que venderam a casa da minha avó e agora são duas apaixonadas pelo tricolor. e pelo cantor.

nesse final de verão, quando eu ajudava a arrumar as coisas dela e as minhas para sair da praia e voltarmos para a cidade essa música tocou na rádio e ela lembrou daquele momento. quando eu era criança e ela adolescente nós brigávamos muito porque eu sempre mexia nas coisas dela (coisas típicas de irmãos só que no meu caso era com a minha tia, já que sou a mais velha) e eu nunca ia imaginar que nós iamos acabar em cima da cama dela, dividindo um quarto e uma casa por quase dois meses.

ela não sabia que haviam feito uma música por causa do título do Internacional, assim como Anoiteceu em Porto Alegre, hoje ela não é tão fanática assim pelo Grêmio, talvez ela só precise de um empurrãozinho. ela diz que é chato torcer sozinha. nós conversamos e descobrimos que temos muito em comum, mais do que apenas duas paixões no coração. são doze anos que nos separam, ela diz que está velha demais mas ao mesmo tempo fazemos as mesmas coisas. doze anos. um time. uma banda. motivos e conselhos.

com certeza sofri naquela casa da minha avó no Lar Gaúcho mas foi lá também que aprendi muito do que sou hoje e obviamente não falo só de times e gostos musicais. falo de costura, culinária, limpeza, como maltratar uma criança (coisa que eu fiz bem nesses últimos nove anos, modéstia parte), como se defender de uma pessoa BEM maior que tu, como dar amor e como receber amor, como vencer a timidez, brincar, chorar, cantar. aquela casa viveu muita coisa, se aproveitou das experiências dos seus moradores. aquela casa faz falta. aquele tempo, a infância, faz muita falta.

EU DISSE QUE ACREDITASSEM
EU PEDI QUE ACREDITASSEM
EU NUNCA DEIXEI DE ACREDITAR
QUE O GRÊMIO IA SER CAMPEÃO DA AMÉRICA
HOJE...ESTA...NOITE EM PORTO ALEGRE





4 de jun. de 2010

meu bem me fez tão mal


são dias vazios. ultimamente o vazio se transformou no meio em que vivo, parece que nada faz sentido e que talvez nunca tenho feito. não há mais objetivos e uma pessoa sem objetivos é uma pessoa sem futuro. quem sabe eu devesse dar mais valor a algumas pessoas mas eu simplesmente não consigo. parece que não dá. às vezes esse vazio se transforma em desilusão, tristeza até, mesmo sem motivo aparente.

eu tenho pensado mais do que deveria nele. em geral antes de dormir... como por oito meses eu fiz todas as noites. eu até quis te ter de novo só pra mim. é patético, continuo a fim de ti. eu não quero mais me esconder sobre quilos e quilos de roupas, maquiagem e pratas. tenho vontade sumir e dar um tempo em tudo, apenas deitar em qualquer lugar por ali e apenas olhar pro céu, admirar as nuvens. admitir que sou um fracasso sonhando e tentar colocar as coisas em ordem, ir voltando pouco a pouco. tomar uma responsabilidade de cada vez, assim como quando somos crianças. a verdade é que talvez eu queira assumir muita coisa sem ter maturidade.

quem sabe eu deva começar a escutar mais os outros. analisar melhor o que pessoas confiáveis falam, assumir que estou errada e me tornar correta. nem que pra isso eu tenha que me reinventar.

“É preciso ter um caos dentro de si para dar à luz uma estrela cintilante.”
“A essência da felicidade é não ter medo.”
"Há sempre um pouco de loucura no amor. Assim como há, também, sempre um pouco de razão na loucura."
Nietzsche

29 de mai. de 2010

cotidiano inútil

esse sábado mais ou menos em que eu me propus ler as cinqüenta páginas de Misto-Quente no completo escuro eu tenho certeza que não foi um sábado desperdiçado. essa melancolia e esse vazio não são prejudiciais, ao contrário. eu juro que se eu não tivesse um relatório a ser feito eu passava o dia todo longe do computador.

e eu acho que no fim é isso que todos precisamos: um dia na companhia de um livro apenas. eu tenho a impressão de que já não sabemos viver sem comodidades e atrofiamos vários órgãos por culpa delas. é triste falar isso mas eu mesma me enquadro nessa condição. se eu utilizasse as duas horas mínimas em que gasto apenas checando os sites dos quais participo (blogs, jogos online, twitter, formspring, orkut, msn e por aí vai) eu lia todos os livros que ocupam o espaço dos não-lidos na minha gaveta de cabeceira, passaria em todas as matérias e não ficaria por décimos como sempre fico, daria mais atenção aos meus familiares. esse problema atinge a maior parte da população, majoritariamente os adolescentes o que acaba sendo mais preocupante ainda pois torna-se um comportamento normal e com certeza eles levarão isso para a vida toda. por Deus, eu tenho várias matérias onde meu caderno tornou-se virtual, eu já não entrego trabalhos impressos, e sim os mando para o e-mail do professor. são mudanças, sim, e benéficas, mas precisamos impor limites, precisamos pensar até onde isso se tornou normal e até onde estrapolou.

hoje, um dia escuro, chuvoso e sozinho, tornou-se mil vezes mais produtivo do que uma terça-feira repleta de aulas e de pessoas. voltei para esse meu infortúnio apenas por causa de um relatório que, infelizmente, não se fará sozinho e por um motivo nobre: torcer pelo meu tricolor imortal.

reflitam.

25 de mai. de 2010

contradições, Dio, Paul Gray e religião


"Ele dá a conhecer seus desejos gritando alto no começo,
depois chorando, se a primeira técnica não funcionar." (Heavier Than Heaven - Charles Cross)


esse desejo de escrever está me tirando o sono já. não há o que ser comentado, não há o que ser justificado e cada vez mais eu percebo que o mundo não está pronto para o verdadeiro sentido do rock n'roll.

ontem, 24 de maio de 2010, Paul Gray (baixista do Slipknot) foi encontrado morto em um quarto de hotel e desde o momento em que a notícia foi publicada o apoio dos fãs e amigos têm-se feito, acima de tudo, via internet. aqui faço um adendo e digo que a notícia da morte dele me afetou profundamente, mesmo não sendo uma maggot fanática pela banda considero o Slipknot muito importante quando vejo o quanto eu mudei de uns 5 anos para cá. enfim, soube e fui logo procurar por mais notícias, sendo assim vi um comentário extremamente desnecessário de uma pessoa ridícula que, xingou o musico morto, seus fãs, disse que sua música era satanista e ainda escreveu que ele havia se suicidado e por causa disso e de todos os pecados que havia cometido na Terra incitando jovens ao diabo, Deus não teria pena de sua alma.

agora eu me pergunto, se esse cara falou tudo isso é porque ele acredita piamente em Deus não é? e se ele falou isso tudo ele já está pecando porque ele acabou de dizer que o cara mereceu morrer?! se tu não gosta da música do cara tudo bem mas pelo menos respeita os sentimentos de quem gostava e o fato de uma pessoa, independente do que tenha feito em vida, ter morrido. é uma opinião minha achar que o metal não é apenas barulho e se tu for obsevar o Slipknot não tem nada de satanista, ele é violento na maneira como toca mas não em suas letras. enfim, o rock (em especial o metal) sempre foi taxado de satanista, anárquico e o caralho a quatro e quando, na verdade, falou sobre tudo o que as outras músicas relevavam (quase como o período do romantismo, tendo como seu opositor o realismo). o rock n'roll sempre foi libertador e lutava por uma causa, simples assim, a verdade nua e crua.

um assunto que se liga a este e que esteve presente ao longo da minha semana (leia-se semana como a passada e inicio desta) foi a religião. muita gente me julga por não exercer uma religião, sobre não acreditar em Deus, mas como eu vou seguir uma coisa onde as mesmas pessoas que me mandam fazer tais e tais coisas ao virarem as costas se contradizem completamente? pra falar a verdade eu sou contra a igreja católica, até porque não conheço muito de outras religiões. existem muitos pontos em que eu discordo da católica e sei disso muito bem porque tenho uma vó católica apostólica romana esquizofrênica (risos). eu poderia acreditar apenas na figura de Deus mas daí eu teria que admitir que Ele criou o mundo em sete dias e que a origem humana foi Adão e Eva (mais risos ainda).

eu acredito na teoria científica, eu acredito que o mundo foi o resultado do Big Bang e acredito na teoria evolucionista. eu odeio pessoas que tentam catequizar as outras. eu odeio pessoas que julgam sem saber e mais ainda eu odeio quem diz que o rock n'roll de todos meus dias é satanismo, porque eu não me importo de ser taxada se satânica se for preciso, não largo meus riffs de guitarra por nada.

as pessoas precisam de alguma coisa maior para acreditarem, parece que o simples fato de estar vivo e ter seus afazeres cotidianos não é o bastante. eles precisam acreditar em um bem maior, precisam se guiar por algum modelo, parece que se eles resolverem pensar sobre o assunto serão condenados pelas outras pessoas, e a verdade é essa: as pessoas tem medo de pensar por si mesmas por que é mais difícil criar uma personalidade do que simplesmente escolher uma que mais te agrada entre as várias que existem por ai.

eu acho que pessoas católicas apostólicas romanas que se contradizem - tipo padres que estupram criancinhas - deviam morrer queimados. eu sempre achei isso mas eu nunca vou me esquecer da última vez que eu pronunciei essas palavras em público, quase fui apedrejada pela minha família e amigos. eu acho ridículo um Papa dizer que a igreja é contra métodos contraceptivos. então quer dizer que todo mundo pode engravidar a vontade, deixar teus filhos morrendo de fome, esperando Deus olhar por eles e resolver os teus problemas, pegar doenças que podem ser tua certidão de óbito que se tu acreditares em Deus Ele vai te salvar? pra mim isso é insultar a inteligência humana, por favor. eu não entrarei em um modelo pré-definido em uma cacetada de anos antes de cristo porque todo mundo entra, faça-me favor.



enfim, primeiro foi o Dio, agora o Paul Gray e esse cara xingando pessoas mortas e sem nenhum tipo de respeito pelo outro ser humano, eu não pude ficar aqui sem fazer nada. não, não resolvi falar de religião porque eu assisti ao video do PC Siqueira, curto ele mas essas idéias são minhas, possuimos praticamente o mesmo tipo de opinião mas eu tenho meus motivos para ser assim e eu te garanto que nenhum deles é porque ele falou isso.




feliz dia do orgulho nerd e ontem foi o dia nacional do café. estão aqui dadas suas devidas lembranças e me desculpem por passar tanto tempo sem postar e voltar com um texto tão polêmico quanto este. quem se prestou a ler tudo isso, minhas condolências ;)