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24 de out. de 2012

o começo do fim da meia hora

É engraçado a forma com que a vida segue em frente. O tempo passa e tanta coisa acontece, tudo junto! Os meus dois últimos anos parecem ter demorado o dobro, só ao pensar no tanto de coisas que aconteceram. Agora as informações chegam mais rápido e haja cabeça para absorver tudo que é dito.
Mais ainda, percebo tudo que eu quis falar e fazer mas que esqueci, adiei ou desisti e os resultados não são dos mais animadores. Seja por questão de espírito ou falta de tempo (desculpas), de fato sou preguiçosa e o pior do que ser preguiçosa com os outros é ser preguiçosa consigo mesma e a minha mente muito já me impediu de ser ou conhecer alguém interessante.

A perda de tempo em frente à essa tela é surpreendente enorme e em poucos minutos me distraio, perdendo horas que poderiam ser usadas para ler ou criar algo que me fizesse mais feliz. O vazio de vez em quando vira buraco-negro.
A mediocridade da vida e a relatividade do tempo têm me pego de surpresa. Nem que seja naquela meia hora tida como perdida, a proposta para o início do fim do ano é torná-la a melhor meia hora daquele dia, e assim, no próximo.


10 de ago. de 2010

Led Zeppelin - Quando os gigantes caminhavam sobre a Terra...

Terminei Led Zeppelin - Quando os gigantes caminhavam sobre a Terra (Mick Wall).

Quando comecei a ler o livro, em janeiro desse ano, notei que precisaria de uma carga musical enorme para compreender o que havia sido a época transitória de 50/60 e isso se refletiria na minha compreensão a fundo que o livro proporciona sobre as raízes da música que o Led Zeppelin criou. Parei então de ler o livro. Pesquisei todas referências que ali estavam e ia lendo, vagarosamente, até entender como as coisas haviam ocorrido.

O autor deu o devido valor, inicialmente pelo menos, ao sonho que Jimmy Page insistiu em tornar realidade e que hoje é inegavelmente uma das maiores bandas de rock de todos os tempos. Haviam outros fatores, que não apenas musicais, e sim ambientais contextualmente que deveriam ser levados em consideração (inclusive sobre a história de cada um dos cinco membros) e que o autor deu devida atenção.

Realmente alguns pontos do auge (ou da sua caminhada a ele) foram deixados nas entrelinhas que se fossem comentados a fundo tornaria-se uma coisa extremamente desnecessária de se ler, ponto positivo, entretanto eu senti falta da emoção que a máquina do Led Zeppelin era nos anos 70. Me pareceu que esse período não foi tão esmíuçado quando o início da banda foi, o que para mim foi completamente desapontador, afinal haviam transformações que a banda (a banda como um conjunto e seus integrantes individualmente) passaram que deveriam ser mais explorados. Eu quis o livro para ter um contato mais direto com o que foi a banda em uma época que eu não vivi. O DVD duplo me faz viver muito mais a poderosa máquina que foi o Led Zeppelin do que a descrição feita no livro.

Eu li a biografia do Kurt Cobain (Mais Pesado que o Céu) e ela sim me fez viajar para uma década nem tão longe assim mas que eu nos meus humildes 16 anos não lembro e não tinha como ter vivenciado. Charles Cross me fez chorar inúmeras vezes lendo aquele livro e no entando Mick Wall não arrancou nem um olhar umidecido.
A morte de John Bonham era uma coisa que eu esperava muito mais, a morte do filho do Robert Plant foi um fato que eu admito ter ficado emocionada mas... não chegou a ser tudo o que eu queria que fosse. As coisas importantes aconteciam muito rápido e eu tinha medo de acabar o livro, eu não queria que o Bonzo morresse, como se isso fosse trazê-lo de volta a vida. Entretanto eu acho que esse meu sentimento se deve à minha admiração pela banda e por cada um dos cinco integrantes e não muito à narração do autor.

Achei realmente fascinante o livro nos fazer entender o mundo paralelo que o Led Zeppelin criou, me entreti com Jimmy Page criando o monstro e não deixando que nada o fizesse mal e Peter Grant, por sua vez, protegendo Page para que nada acontecesse a ele ou ao seu filho.

Faltou o poder e a fascinação que o Led Zeppelin impunhava em cada segundo dos seus shows de três horas cada. Há fatos bastante interessantes no livro e muitas coisas são explicadas e que eu admito que não sabia e fiquei feliz de saber mas confesso que a maneira com que o livro acabou... me decepcionou, no mínimo.

Eu comecei o livro achando que o autor puxava um saco legal para o Page, acabei descobrindo que não era tanto assim, existiam motivos para tudo aquilo e o livro me mostrou uma face do Led que eu nunca saberia só vendo seus DVDs ou escutando seus CDs afinal sempre há os bastidores, mas o final do livro me deixou bastante irada. Devido aos vários encontros desafortunados de uma tentativa de Led Zeppelin sem Bonzo, extremamente influenciados pela vontade de uma reunião permanente pelo criador da banda, o autor se posiciona de maneira completamente contraditória ao que ele veio, durante todo o livro, escrevendo. Com a morte de Bonzo, Page realmente parou no tempo mas é completamente desnecessária todas duas últimas folhas do livro. Infelizmente o livro se fechou de maneira a incitar ainda mais o aumento da distância entre as três ilhas que restam vivas, Page, Jones e Plant. O que me desapontou muito. Claramente eu não queria que o livro terminasse como um conto-de-fadas mas eu esperava pelo menos um final acima das expectativas e completamente histórico, um final que fizesse jus à banda de quem ele tratava.


Sem mais, me decepcionei. Valeu a experiência de ter chegado um pouco mais perto do monstro que a banda foi em sua respectiva época, valeu ter conhecido muita referência que hoje me faz compreender tanto as letras quanto o som em si que a banda fez contudo a lenda, o mito já não cerca mais os integrantes ou a união dos integrantes. Faltou a fantasia que o Led Zeppelin incitava em todos que vissem seu espetáculo pelo menos uma vez na vida, faltou o algo a mais que suas músicas ainda possuem, que o DVD possui mas que o livro deixou a desejar.

18 de jul. de 2010

regresso

eu não sabia que faria e que sentiria tanta falta. nem foi tanto tempo assim mas eu sinto como se finalmente tivesse me achado e fosse obrigada a partir. agora eu procuro as músicas que me fazem lembrar de ti e penso em cada detalhe. isso realmente está começando a mecher comigo. eu reconheço cada gesto racional demais teu e cada gesto impulsivo meu e é isso que nos diferencia. apenas.

todo o muito conversado ficou pouco e eu já cansei da monotonia de saber que te terei na minha rotina. a calmaria que tu me passas contrasta exatamente com a hiperatividade que me domina quando fico nervosa e eu já não quero mais saber se eu te terei. lá começo eu a criar expectativas furadas e a sonhar completamente... como faço isso bem. a distância entre a gente é bem menor do que a distância que existe entre eu e terceiros e não era pra ser assim. eu espero cada hora sem ti e rezo pra que quando te tenha essa mesma hora não passe.

é bom me sentir assim mas é confuso demais, prefiro o silêncio, prefiro um vinho nesse frio e uma boa memória embalados ao som de músicas agradáveis. cada vez mais eu acho que não pertenço mais a essa cidade e eu quero ir embora eu cansei de não achar o que eu quero aqui e cansei de ter que voltar quando o que eu mais queria era ficar lá longe. é desapontante e confortante chegar em casa porque a minha cama poderia estar em qualquer outro lugar que eu estivesse, eu não me desapontaria desse jeito.

aquele livro da Martha Medeiros me disse muito apenas pela capa. ele estava ali parado na banca no meio da Rua Coberta, com milhares de pessoas realmente interessados em outros livros semelhantes e outras milhares de pessoas atrás de um lugar seco e quente acolhendo-se daquela chuva fina e gélida. o livro me chamou atenção pela simplicidade da capa, me chamou atenção para o lugar onde eu estava. eu não me lembro do título e muito menos o conteúdo da capa mas eu me lembro que ele era simples e era da Martha Medeiros e que a maioria das pessoas nem sabia que ele estava ali, encoberto por outros mais coloridos e maiores que ele. apenas um sortudo o acharia. me senti essa sortuda, novamente.

10 de mar. de 2010

Cobain Unseen é meu *--*


Só pra constar: O LIVRO CHEGOU !
Não é só mais um livro, é o meu mais novo amor da minha vida *-*

Pausa de alguns dias para desfrutar da coisa mais linda que eu já toquei na vida *O*


21 de fev. de 2010

eu quero eu quero eu queroooooo

link na imagem *---*

eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero !

25 de dez. de 2009

a casa pequena perfeita

Sempre imaginei ter um apartamentinho simples, para começar, em algum lugar do mundo fora do meu país (leia-se Londres) que talvez tivesse um quarto, uma cozinha, uma sala avulsa e o banheiro [que também não pode ser muito pequeno e nem com o box minúsculo, me dá pavor (:] onde, essa sala avulsa fosse coberta de pôsters das bandas que eu considero as melhores do mundo, incluindo aquelas que ninguém que conhece e as underground. Gostaria de um espelho grande e puffs coloridos, uma cozinha americana e por favor nada de portas e sim arcos entre a sala avulsa e a cozinha, quero que o meu apê, que sempre estará cheio de gente, seja o mais aconchegante possível e por isso deverá ter espaço, mesmo que seja pequeno. Aliás, esse arco será excelente para a comunicação entre as pessoas que fazem a comida e as que apenas fingem ajudar (:

Quero uma estante alta e larga onde colocarei minhas discografias e livros importantes. Não quero quadros na parede pois já bastarão os pôsters. Fotos de meus amigos e família apenas no meu quarto, e no banheiro, se eu quizer.


Uma cozinha simples, até porque eu não sei fazer grandes comidas, é essencial e claro, uma cozinha a lá Kurt Cobain transformou-se no meu sonho. Existem várias fotos, colagens e reportagens que eu adoraria manter em algum lugar para olhar sempre e no então não acho um lugar, logo, na minha geladeira e portas dos armários seria uma boa já que todo mundo tem que comer diariamente.

Quero um amigo que tenha a cópia da minha chave de casa e que more perto, tipo uma ou duas quadras de distância e que viva lá em casa. Não quero nada muito pesado e nem muitas cores nas paredes, quero alguns lenços estampados pendurados nos objetos, quero muitas janelas e com cortinas claras. O apartamento deverá ter as paredes pintadas de branco e apenas uma delas, a maior talvez, será de uma cor que eu ainda não escolhi.

O meu quarto será o melhor dos quartos; ele será independente. Qualquer ser que não coma e logo não excrete (não sei se isso existe) viverá apenas nessa peça. Quero um sofá e uma poltrona. Uma televisão grande e todos aparelhos elétricos possíveis (*.*) -n. Uma televisão grande, um DVD, um som potente e um computador bastam. Em frente a minha cama de casal quero um pôster gigante do Kurt. E claro, uma parede destinada á fotos e recados.

Quero plantas, muitas plantas, florzinhas e apenas arbustos... Uma casa simples mas bonita. Acima de tudo uma casa com a minha cara (coitada).

Quero reuniões de amigos diárias (por que não?), um blues de fundo e o burburinho das vozes amigas. Um vinho para aconchegar e uma comida gostosa (não feita por mim) para servir de balanço ao álcool. Principalmente, quero que não vão embora nunca porque tudo fica tão sem graça quando as pessoas vão embora! Que durmam pelo sofá ou pelos vários colchões adicionais que estarão espalhados pela casa de forma inteligente. Quero que as pessoas esqueçam coisas lá em casa, quero ter que ligar para a(o) melhor amiga(o) para perguntar onde está tal coisa. Acima de tudo, quero uma bagunça achável.

Quero o início de vida em algum lugar novo perfeito. Quero apenas não estar sozinha.



P.S.: Feliz Natal a todos (:

21 de nov. de 2009

quase 16 aninhos *-*

Definitivamente está escolhido meu presente de aniversário e como eu sou uma guria muito legal ainda dei duas opções: