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11 de out. de 2014

quero ir além

Não tenho como continuar sendo tua amiga se, aos poucos, não ir conseguindo mais intimidade. Esse é o objetivo, seguir sempre em frente e perceber que, voltar atrás, já não dá. Ou somos desconhecidos, ou aprendemos a lidar com a intimidade criada e já não tão mais usada. Existem partes boas de ter amigos que te conhecem.
Sei que pra ti, essas coisas são muito complexas e também que tu te achas um monstro. Várias vezes te disse que aceitei o compromisso de conhecer o que for que tu quiser me mostrar. Claro, sou curiosa e isso quer dizer que vou fazer perguntas e aceito 'não' como resposta, embora prefira vários 'sim'.

Essa coisa de se abrir é complexa, mas faz parte da vida. Acredito que estamos aqui para sofrer, também. Sempre cresci muito com o sofrimento, principalmente quando me sentia sufocada. Aí mesmo é que descobrimos que temos coragem e vontade de emergir. Mas tudo bem, não estou te pedindo para sofrer. Na verdade, não estou te pedindo nada.

Sim, me chateio em perceber que nos momentos onde tu não pensas muito, eu consigo ver uma brecha desse portão, meio aberto. Em momentos pensativos, o portão de aço fica fechado a 7 chaves. Eaí eu sinto como se desse vários passos para trás. E vem a desmotivação.

Quando te falo em pegar na tua mão falo em desde o porque uma criança pega na mão do adulto até o porque uma idosa pega na mão do marido depois de um casamento de 50 anos. E perceber que é capaz de tu largar a minha mão, dá medo. O medo de se machucar, de ficar perdida por alguns momentos. Fico perplexa por saber que tu não sabes diferenciar quando simplesmente quero aconchego e nos que quero paixão. Daí vejo que realmente, não consegues me compreender. E já nem sei se queres. Mas que amizade é essa, então?

Não quero aprovação, quero respostas. Nunca mudaria meu jeito por causa de alguém. Sei que preciso ser aperfeiçoada e, acredite, estou trabalhando nisso. O que eu, talvez, espere de ti, seja amizade. O simples chimarrão onde se fala tudo, de desabafos a risadas histéricas até respostas como 'me deixa quieto' ou 'vamos sair pra beber hoje'.
E são nesses momentos em que se conhece alguém. Onde esta pessoa lhe explica as coisas que tu não entendes. Compartilhar momentos e conhecimentos.

Me alegra ver que consegui chegar bem longe até. Me desanima ver que não consigo me fazer clara. Continuarei tentando achar palavras, sempre sinceras, e tentar me comunicar contigo. São nesses momentos em que crescemos porque nos confrontamos com realidades muito diferentes. Sou teimosa e não consigo ver a autodestruição.
Por favor, não me faz ver que tudo isso foi apenas perda de tempo.

4 de out. de 2014

So have you got the guts?

eu sinto necessidade de escrever mas não sei ao certo sobre o quê. sinto necessidade de me controlar mas não sei que sentimentos devo ter porque não sei para onde quero ir.
hoje é sábado e semana passada eu nem podia imaginar tudo que aconteceu nessa semana, assim como tenho certeza de que sábado que vem também não acreditarei que mais uma semana se passou. e a semana que vem será complicada e exigirá muito foco.
acho que já cansei de saber o que sinto, já que sinto tudo junto. nos últimos dias creio que esteja só vivendo e esperando ser surpreendida pela vida. e foi exatamente o que tinha dito que não queria fazer porque achava que não seria satisfatório. tudo mudou e hoje já penso ser uma coisa boa, mas que desvia de todo objetivo que estava me impondo. o que me faz questionar: porque se impor?
agora me sinto sozinha e sem vontades. sem força para ir dormir e sem força para ir trabalhar. volto, então, à mesma sensação de antes, querer e não poder.
do lado existe um almaço todo rabiscado, o LibreOffice aberto, o Arctic Monkeys já no final e a Polar no freezer. o celular não toca e nem faz barulhos. o vento, silenciou.
quem sabe seja isso que esteja me incomodando: o silêncio. meu, dos outros e do vento.
porque me impus o silêncio? será que eu realmente cansei de falar? não sei se porque não falo mais, meu nível de audição aumentou. a sede, com certeza aumentou.
hoje senti como se nada tivesse mudado e esse sentimento tem sido recorrente. lembrei de quinta e pensei que tudo ficaria bem. com o tempo.
não sei se tenho todo esse tempo. nem imagino quanto tempo meu silêncio e muito menos o quanto essa sensação de pseudo calma irão durar.
o que eu sei é que são onze horas de um sábado a noite e tudo que eu mais quero é terminar os slides, que eu nem comecei.
aja Polar.

'Cause there's this tune I've found
That makes me think of you somehow
And I play it on repeat
Until I fall asleep(Do I Wanna Know - Arctic Monkeys)

30 de jan. de 2013

14 de mai. de 2011

um anjo do céu...

me lembro da minha reação quando eu descobri que tu existias, fiquei perplexa. deu um tapinha na cabeça da minha tia, não acreditava na burrada que ela havia feito. admito que demorei demais a aceitar a idéia mas com o tempo se foi acostumando com a tua presença, mesmo que ela fosse pequena.

te conhecer mexeu comigo e agora, te ver me faz ter lágrimas nos olhos. tu é a coisa mais linda da face da Terra e eu te amo como eu jamais achei que fosse amar, é uma coisa tão fácil!
cada vez que tu me enxergas um sorriso se borda nos teus lábios e, consequentemente nos meus também. morro de vontade de te apertar e segurar a tua mãozinha. falar contigo mesmo que não seja correspondida com palavras. tu não precisa de palavras pra transmitir o que queres dizer.
espero a semana inteira pra te ver e quando chega a sexta eu já não aguento mais de saudade. quando finalmente te vejo e tu sorri pra mim saio correndo pra te pegar e tu me cumprimentas com o abraço mais sincero de todos.

nunca achei que fossemos nos apegar tanto. tenho absoluta certeza de que vou fazer diferente contigo, quero te ensinar coisas, estar ali quando tu começares a falar e andar, te levar pra brincar em pracinhas, estar ali jogando futebol, correndo e quando estivermos trancados em casa por causa do mau tempo, entediados. te ajudar a fazer os temas e te ensinar tanta coisa que no final tu vais ficar atordoado. quero te proporcionar o primeiro porre e saber a primeria guria que tu beijou e transou. quero te influenciar nos gostos musicais e te levar a jogos de futebol, ao inglês e te levar pra tomar um chimarrão em qualquer lugar. quero que tu vá viajar comigo. quero que tu me ligues trinta vezes por dia, se necessário.

é nisso que penso quando te pego no colo, quando tu me arrancas o brinco da orelha e sorri. mesmo que machuque um pouquinho. por isso te ofereço tanto amor e cuido de ti como se tu fosses meu. tu é meu, em parte pelo menos. agradeço por tu teres aparecido, tu me faz muito bem e proporcionasse muita mudança dentro de mim, queria que tu entendesses isso. toda vez que te vejo me lembro que ainda existe inocência dentro de mim, o mundo não está de todo perdido.
desejo tanta coisa pra ti, pra nós. tu sabes que és muito querido, por todo mundo, mas especialmente por uma das tuas dindas. que eu consiga te trazer tanta alegria como tu traz pra mim.

27 de fev. de 2011

nada como um dia após dia...

às vezes eu queria te conhecer um pouco menos. só pra possuir alguma esperança, algum fio que eu possa me apegar, algo que te fizesse querer uma reconciliação ou algo do gênero.
tô fudida. nem que tu fosse 200% emoção eu ia ganhar o que eu quero. só se a situação fosse outra, daí já não seria nem eu nem tu.

se é que estais lendo isso tu deves estar chateado comigo por estar sofrendo por ti. quem sabe nem leia.
me dei o direito de uma noite, apenas. depois dessa noite vai tudo ser como era antes de te conhecer, até que isso se torne uma realidade e não apenas uma vontade.

agora a minha única vontade é que tu me ligues me dizendo que sentes a minha falta. só.

22 de fev. de 2011

'quem você vai chamar...

quem você vai ouvir
quem vai te procurar agora
(...)
quem vai te esperar,
quem vai te ver partir'



eu sei que eu deveria estar seguindo os conselhos de uma amiga e deixando tudo ocorrer a seu tempo, ficar quieta na minha e tal mas eu sei que eu não consigo. fui até onde aguentei.
eu sei também que quando surge indiferença é porque alguma coisa se perdeu e nessa situação eu sei que foi o amor, o cotidiano.

tá foda.

hoje foi um dia dos mais ansiosos de minha parte, não parei um minuto com as pernas, ria de nervosa e, infelizmente, depois de 5 meses e alguma coisa pus na boca meu primeiro cigarro. não que isso tenha ajudado no meu nervosismo.
tudo o que eu poderia falar eu já falei, continuo sem saber porque cargas d'água passo por todo esse sofrimento, eu sei que foi desatenção minha, deixei as coisas irem parar aqui. fiquei o verão inteiro com esse sentimento. deixei as coisas sairem fora do controle.

ainda não está tudo acabado, eu sei. ainda.
já passei por essa situação e o fim dela não foi nada agradável. mesmo sabendo que as coisas são diferentes eu não sei dividir, não sei ignorar. não vou desistir fácil de ti. sei que isso pode ser ruim pra mim mas eu não quero saber pois então todas as madrugadas 'desperdiçadas' contigo, todas as coisas que nós conversávamos foram em vão, palavras jogadas ao vento.

eu sei que essa situação é provisória, seja ela tornando-se boa ou ruim. ainda não desisti e espero, com todas as minhas forças, que tu também não tenhas.

11 de out. de 2010

no caminho certo


Procuro um caminho que me faça voltar a esquecer, gostaria de jogar as coisas para o alto, nem que fosse durante um único dia. Fazer tudo aos poucos está me cansando. Procuro por um novo velho amor que me faça estremecer ao toque, procuro pelo banho de mar após uma boa pedalada pela praia, apenas observando o vai e vem das ondas.

Procuro quem sabe por uma vida nova, ou apenas uma adaptação da que eu me encontro. Busco o inalcançável, sedenta por detalhes que me ajudem a montar o quebra-cabeças. Pela primeira vez em algumas semanas volto a me sentir otimista e agora eu sei que jogarei tudo para cima nesse feriadão.

É bom ver as coisas finalmente voltarem a seus devidos lugares e é incrível saber que logo recuperarei tudo que é meu por direito.

29 de ago. de 2010

esses dias

- como tu vais fazer outra pessoa se acostumar com estes teus costumes?
- fazendo, na verdade eu é que não vou fazer nada, vou ter meus próprios problemas me acostumando com as manias dele.
- mas tu sabes que tens que facilitar.

os dois ficaram em silêncio durante um tempo. o dia estava bastante bonito, um sol lá no alto e passarinhos cantando. ela estava sozinha. bem, para os outros sozinha, para ela, o Dylan bastava. ela estava insatisfeita, só não sabia qual o motivo.

- não adianta ficar com os olhos cheios, nada vai mudar. - ele dizia, para o desespero dela. ela nem conseguia falar nada, se falasse, chorava.

por um momento ele se levantou e saiu, deixando-a sozinha realmente na sala. haviam coisas espalhadas por todos os lados e ouviam-se os gritos de Janis Joplin baixinhos que vinham do som de seu vizinho.

- dylan?
- oi.
- vem aqui!
- pra que?
- não quero ficar sozinha.
- mas tu estás de qualquer jeito sozinha.
realidade.
- por favor. - disse ela baixinho, lágrimas escorriam pelo canto dos seus olhos.

ele apareceu na porta do quarto, ela estava sentada no tapete, em frente a cama. ela não sabia o que falar para ele, só queria sentir a presença de mais alguém, mesmo que essa pessoa não fosse quem ela gostava.
o telefone tocou. e continuou tocando.

- não vais atender?
- não.
- e se for importante?
- não tem nada mais importante do que o que eu estou sentindo agora.
- eu não sei o que falar para te consolar agora.
- não precisa. só fica aí.

a Janis parou, o telefone tocou alto. duas. três. quatro vezes. ela se levantou, parecia incapaz.

- oi.
- oi.

ela parou. suspirou. mais lágrimas caíram.

- tá tudo bem?
- tu sabes que não. - ela tentava, em vão, não soluçar e permanecer o mais calma possível.
- se tu deixares eu queria passar aí agora.
- não.
- mas...
- não quero, não quero que tu me veja nesse estado.

Dylan estava a sua frente.

- não estou sozinha.
ele permaneceu quieto, não esperava. não sabia o que falar. tentou, em vão, permanecer indiferente.
- ok então, eu só pensei que a gente poderia se acertar mas se tu foi tão rápida assim...

não dava mais para conter as lágrimas, caíam fortes. do outro lado da linha a pessoa desligou o telefone. ela caiu no chão. por minutos permaneceu ali, segurando o telefone, tentando parar de ser boba mas não conseguindo.

a campainha.

- atende. tu sabes quem é e tu sabes que precisas falar com ele.
- medo.
- eu abro então.
- cala a boca, tu não podes.
- aé?

Dylan levantou e caminhou até a porta, colocou a mão na maçaneta e abriu a porta. devagar Dylan sumiu e devagar ele se materializou na porta, correu até ela e a abraçou forte.

9 de jun. de 2010

no inverno as feridas demoram mais tempo pra cicatrizar

é extremamente complicado quando esperamos o tempo passar para podermos nos curar de algum desapontamento. eu pelo menos não tenho a mínima paciência. não gosto de esperar e nem que me esperem. me sinto mal por não poder fazer nada pelos outros e não suporto feridas que nunca saram.

eu gostaria de dizer tudo o que sinto bem na tua frente mas parece que não dá. quem sabe talvez por eu saber que, no fundo, serei mais uma idiota que correu atrás de ti por algum tempo. eu só escolho os errados, e nisso tenho a completa aprovação de todos meus amigos. me machuca o fato de que eu talvez não consiga alguém por mais de meses. me machuca esperar e me desapontar.

esse frio me faz mais falta ainda. somos mais intensos, queremos mais no inverno... e eu sempre quero e espero e me desaponto. eu sei que existem feridas que nunca cicatrizarão, infelizmente. me dói muito ainda pensar em ti da mesma forma que há quase um ano atrás, eu não quero mais isso pro meu futuro, será que me faço entender? pois parece que não.

quem sabe, em mim, um dedo cortado cure mais rápido. sentimentalismo, tsc tsc... quem sabe eu já esteja mais acostumada a me recuperar fisicamente do que lá no fundo do meu coração, e não ao seu lado (ironia, humor negro).

eu bem que gostaria de parar de procurar, parar de me preocupar, afinal eu não sei mais quantas pauladas na cabeça irei agüentar. muitas, é claro.gostaria que fosse apenas um joelho ralado que em uma semana sara. pelo menos eu sei que vai sarar, por mais que demore, um dia vai.


inspiração no texto de Matheus Dal Bosco.

4 de jun. de 2010

meu bem me fez tão mal


são dias vazios. ultimamente o vazio se transformou no meio em que vivo, parece que nada faz sentido e que talvez nunca tenho feito. não há mais objetivos e uma pessoa sem objetivos é uma pessoa sem futuro. quem sabe eu devesse dar mais valor a algumas pessoas mas eu simplesmente não consigo. parece que não dá. às vezes esse vazio se transforma em desilusão, tristeza até, mesmo sem motivo aparente.

eu tenho pensado mais do que deveria nele. em geral antes de dormir... como por oito meses eu fiz todas as noites. eu até quis te ter de novo só pra mim. é patético, continuo a fim de ti. eu não quero mais me esconder sobre quilos e quilos de roupas, maquiagem e pratas. tenho vontade sumir e dar um tempo em tudo, apenas deitar em qualquer lugar por ali e apenas olhar pro céu, admirar as nuvens. admitir que sou um fracasso sonhando e tentar colocar as coisas em ordem, ir voltando pouco a pouco. tomar uma responsabilidade de cada vez, assim como quando somos crianças. a verdade é que talvez eu queira assumir muita coisa sem ter maturidade.

quem sabe eu deva começar a escutar mais os outros. analisar melhor o que pessoas confiáveis falam, assumir que estou errada e me tornar correta. nem que pra isso eu tenha que me reinventar.

“É preciso ter um caos dentro de si para dar à luz uma estrela cintilante.”
“A essência da felicidade é não ter medo.”
"Há sempre um pouco de loucura no amor. Assim como há, também, sempre um pouco de razão na loucura."
Nietzsche

17 de mai. de 2010

the two of us

Aquelas paixões completamente burras e coloridas que nos pegam desprevenidos acontecem. E acontecem tão rapidamente que às vezes até as esquecemos. Eu já vi borboletas onde não existiam, olhei diretamente para o sol diversas vezes e fiquei enxergando bolinhas brilhantes nas coisas, parecia tudo surreal, assim como quando te olhei pela primeira vez.

Eu te idealizava de uma forma completamente diferente do que tu és realmente, a capital me forçou a te conhecer melhor e os barzinhos de beira de esquina nos convidaram para uma cerveja em um domingo, quatro horas da tarde em um sol escaldante e um ar costumeiro e completamente abafado.
O que eu posso te dizer é que a tua voz rouca é a mesma das rádios e que os teus olhos são mais profundos e reveladores de uma alma calejada do que eu jamais observei. Eles me dizem tanto.

Foi assim, num piscar de olhos anoiteceu e ventou, choveu forte, parou e deixou a garoa nos enganar, nos fazendo continuar naquele boteco que antes, nenhum dos dois faziam idéia que existia. Tínhamos exatamente um dia. Teu vôo saia as seis da manha e tu precisavas acordar cedo, o que era um desafio. Nos despedimos ás exatas onze horas da noite, 'eu preciso voltar, só por isso' tu me dissestes ao pé do ouvido usando e abusando da tua voz calma e rouca que me estremeceu e arrepiou toda. O que se seguiu foi um misto de confusão e o sentimento que perdurou foi aquele em que sentes que tu já conhecia aquela pessoa a tempos.

Eu nunca mais te vi pessoalmente e nunca mais me senti tão imensamente feliz quanto naquele dia em que eu voltei na chuva caminhando por uma metrópole anoitecida e quieta, voltei para a minha cidade, voltei para os meus costumes, sonhando com a noite passada e com a próxima onde eu passaria contigo.

4 de jan. de 2010

não preciso mais

não quero mais acreditar cegamente nos contos de fadas ou nos filmes de romance. não quero mais sentir esse vazio e essa vontade de conversar contigo e de te olhar nos olhos. eu quero poder te amar, eu quero que essa vontade louca cesse. não agüento mais passar os dias pensando no que fazes. é tudo muito incerto, é tudo muito chato. queria que o ano começasse bem mas até agora não vejo melhoras e sim pioras. quero que as manias que eu peguei de ti parem. quero te arrancar do meu peito para sempre. não me faz bem pensar em ti com outra, não quero mais perder horas pensando nisso. normalmente o que eu mais queria era que viestes me consolar, por mais breve que fosse gostava de dividir todos meus sentimentos contigo e agora imploro que não venhas falar comigo e que não me perguntes como eu ando porque senão tenho medo que abra meu coração para ti e que acabe falando novamente o que não tenho que falar. não suporto mais isso, quero que fiques comigo... não não quero... por favor não me compliques mais ainda !


12 de dez. de 2009

brevemente


ando precisando de pessoas novas, novas aventuras e novas ocupações. queria terminar os 15 de uma forma inesperada e começar os 16 com o pé direito. tenho saudades das coisas que vivi nos meu 14 anos por exempelo, poderiam voltar à acontecer, nem me importaria. desde que eu fizesse sentido já estaria bom. às vezes até sonho com alguma coisa que faça sentido mas ultimamente nem tenho sonhado de tão cansada. Não sonho, não espero, só desejo...


P.S.: 2 dias *-*

22 de nov. de 2009

minha casa caiu

Eu sabia que isso ia terminar algum dia e ao decorrer dessa semana eu cheguei a pensar nisso. Eu percebi que já não sentia mais tanto a tua falta e que não pensava mais em ti a todo instante, mesmo que eu tenha pensado em ti, não era como antes.
Eu pensava em como nós haviamos nos afastado, pensava que talvez as tuas palavras tão frias eram sinceras e talvez as minhas, um pouco carinhosas eram um engano, eram apenas uma tentativa que as coisas continuassem bem, embora não estando.

Nesse tempo eu não pensei em te abandonar. Pensei que não estava bem mas nunca cogitei a hipótese de não estar mais junto contigo. Foi um choque. Não que eu já não estivesse preparada mas mesmo assim, meus medos se tornaram reais.

Ontem à noite as coisas foram bem difícies. Querendo ou não, nos últimos sete meses eu sempre pensei em ti antes de dormir e agora, simplesmente do nada eu não posso mais pensar em ti. Não posso porque, se acabou não devo ficar me martirizando e pensando em ti, nada vai mudar pra mim.

Acontece que, de vez em quando me pego pensando em todas as vezes que nos olhamos e que eu pensei que seria pra sempre mesmo sabendo que o pra sempre não existe; penso nas vezes que me dissestes que me amavas olhando no meu olho e eu, boba, te abraçava forte e deitava a cabeça em teu ombro.

Todas as vezes que nos dávamos a mão ou então as que eu descansava a minha sob tua coxa. Relembro exatamente como é a sensação de te apertar com força durante um abraço.
Não entendo como as pessoas podem, de uma hora para outra, apenas não se importarem mais. Eu também não entendo a mim mesma. Em uma hora pensava em mim, desprovida de culpa e sem ti mas agora que realmente não tenho mais a certeza que pensas em mim, perdi o chão.
Fico pensando nas coisas que me dissestes, tão bonitinhas e, penso eu verdadeiras e me pergunto se não pensas também.
Meu medo era esse, era ser obrigada a voltar a fazer as coisas que eu fazia antes de ficarmos, meu medo era o de ser obrigada a te esquecer de novo. Talvez não sejamos feitos um pro outro, talvez não temos tanta sintonia assim e quem sabe seja melhor estarmos afastados, mas eu só quero que saibas que do jeito que me senti contigo, até hoje (nesses anos todos que eu tenho (: [ironia]) nenhum me fez chegar nem perto. Eu acho que os motivos para não te ter mais estão errados, eu queria ter certeza que não deu certo para que assim não me arrependa de novo mas talvez eu tenha idealizado um motivo para que não desse certo e, quando se idealiza é pior.


Queria poder ter uma terceira chance, mesmo não encarando-a como a terceira e sim a continuação da segunda, até porque, para mim ainda não acabou; só espero que não seja que nem a dois anos atrás onde eu também pensei que não havia acabado e acabou.

E se não tiver mais volta mesmo... espero consequir te esquecer de uma vez.



P.S.: Te quero de novo, apenas mais uma vez, apenas por hoje e quem sabe amahã tu me queiras. Poderiamos ficar brincando disso né?




2 de nov. de 2009

um amor de verão


É só essa vontade de chorar. Vontade de me livrar de tudo que me prende, de tudo que eu não gosto e sou obrigada e agüentar, sem nem saber porque. É uma vontade tão grande jogar tudo pro alto e fazer o que der na telha, é uma vontade de viver um amor de cinema, de lutar cegamente por um objetivo e de tentar fazer a coisa certa. É uma vontade de não desapontar os outros e à mim mesma. Algo incontrolável que existe em mim que sempre tenta fazer pelo não-comunicável e não consegue. Eu não aprendo mesmo.
Eu tenho medo de perder as coisas que eu quero e que eu amo apenas por medo de conversar mas eu não sei por onde começar. Estou completamente perdida.
Esse aperto no peito está encomodando e nem chorando com força passa. Já contei várias noites de travesseiros molhados, de promessas quebradas e de insônia.

Queria que chorando passasse; queria que me consolaste; queria um amor pra toda vida.