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2 de jan. de 2015

da dificuldade de definir sentimentos

A verdade é que eu nunca me importei com o que os outros pensavam de mim. Essa atitude já foi um acerto e um erro. Me enxergo muito inocente. Não acredito que as pessoas sejam essencialmente más e que tenham intenções ruins. Eu sei que este lado existe, principalmente o vejo em mim, às vezes. O que não entendo é como esse lado domina ao longo do tempo.

A medida que vamos crescendo, encaramos situações que nos moldam. A escolha entre acreditar ou não nas pessoas, nos dirá se quebraremos a cara ou não. Eu, sempre escolho acreditar. Fui moldada sob essa perspectiva. Por escolher acreditar, necessito ajudar e causar reflexão no outro (e vice-versa). Sei que meus princípios não são os certos para todos, mas julgo ter sido criada por pessoas justas e amorosas e procuro no outro, alguém com quem se possa refletir nossos atos para corrigi-los. O que eu não aprendi é como não ser arrastada pela reflexão do outro. Penso que tenho melhorado um pouco, mas ainda estou longe do correto.

Acredito que o mal pode dominar por períodos e acredito que sozinhos, não vamos a lugar algum, apenas para baixo. Ninguém é uma ilha. Todos somos parte de uma rede e acabamos afetados pelas atitudes e pensamentos alheios e, por causa disso, desenvolvemos estratégias de convívio.
Saber se relacionar é uma arte, e aprendi isso da forma mais dolorida possível. Não sei como não guardei rancor e não sei como pude alimentar a parte ruim de mim por tantos anos. Resolvi amar todos e acreditar no bem em todos. Não quero ver apenas o lado ruim e mau. Escolho guardar boas lembranças e sentimentos sobre os que já entraram na minha vida. Sei que cada presença é passageira, uns por mais tempo e uns por menos. Acredito que todos contribuem em algum aspecto para a nossa evolução.

Por isso, sempre levei em consideração as ações e não as palavras. Principalmente, a razão psicológica para os atos. A verdade é que nem sempre sabemos como absorvemos internamente as coisas. Muitas vezes pensamos que temos determinada atitude devido a tal acontecimento importante que nos marcou mas, ao analisarmos, percebemos que a atitude é devido a outros tantos acontecimentos pequenos, mas insistentes. A gente nunca sabe o que efetivamente vai nos moldar, até que já repetimos o padrão tantas vezes que quebrá-lo se torna um exercício de contínuo foco. Foco. Palavra mais repetida pelo meu pai em toda sua vida, eu acho.

Eu, por ter acreditado nas pessoas, quebrei a cara e não soube me recuperar. Encarei o lado negativo da vida, me isolei e constatei que o meu fundo do poço – naquele momento – havia chegado. Não há lugar para ir, a não ser para cima. A grande questão é que o comportamento antigo já se consolidou. O que fazer? Procurar ajuda. Em si ou nos outros? Ambos. O antigo sempre buscará se sobrepujar ao novo e te puxará aos velhos hábitos, que morrem devagar. Mas morrem!

Seguir encarando a vida com olhos preto e branco era uma das coisas que me faziam mal. Fui descobrindo as cores e, aos poucos, acreditando mais nas pessoas. Fui puxada para o fundo do poço novamente. E sigo sendo. Mas a cada escalada, percebo que chego mais longe e fica cada vez mais difícil o ruim alcançar – embora eventualmente, ele chegará.

E aí que chegamos onde eu queria começar o texto! O ano de 2014. Me senti puxada para o meu buraco apenas duas vezes este ano. Penso que finalmente quebrei um ciclo, que eu julgo ser o principal motivador da autodestruição que eu tanto luto contra. E um ciclo extremamente importante. Colocar fim em uma montanha russa de alegrias e tristezas que durou oito anos inteiros significa muito. E talvez eu não tenha perdido a minha essência – acreditar – e tenha amadurecido um pouco quando se trata de saber deixar o problema de cada um com seu respectivo. Não se pode abraçar o mundo.

E então, cheguei a segunda vez que fui atirada no buraco. Esta, inesperada e sob muita luta. O que senti durante agosto/setembro foi desespero. Eu vi potencial, acreditei, me esforcei, lutei, amei e pra que? Concluí que, realmente não posso forçar a minha entrada onde não quero ser recebida. Não devo procurar ajudar quem não quer ser ajudado (inclusive a lição que eu achava que já tinha aprendido). Não posso contribuir e carregar fardos cujos donos não querem ser questionados pois acreditam que apenas seu jeito é o certo.

Aceitar foi a parte dolorosa. Perceber que havia entrado no meu modo autodestruidor a partir do momento em que me permitia continuar nutrindo esperanças de que o reslumbre de bom que havia visto ao longo dos atos, na verdade, era ofuscado sob pilhas de julgamento e opiniões solidificadas sem um mísero de questionamento, foi a minha ruína. Desistir significava que eu errara e não havia cumprido com o meu papel.

Aqui, acho desnecessário falar sobre o lado bom de nós. Ele foi grande para caber nessa pseudo retrospectiva-reflexão. Creio que o meu erro tenha sido justamente esse: avaliar com diferentes pesos os lados bom e ruim da relação, sempre considerando mais o lado bom.

Mesmo que para mim o fim tenha começado antes mesmo de termos terminado, demorei dois meses para perceber que eu deveria ter forças para lidar com o aprendizado escrachado nos meses anteriores, senão, tudo que havia sofrido anteriormente, teria sido inútil. E sob a lembrança do meu buraco anterior e já bem conhecido, engoli meus sentimentos bons e procurava expulsar os ruins e fazer com que eles se tornassem evidentes e insuportáveis. Não foi só ele quem concluiu que, de fato, somos muito diferentes. Mas eu também tive que concluir que não somos complementares.

O problema foi que, no caminho, lidei com emoções fortes. Tive sentimentos ruins sendo empurrados pelos poros em direção às trevas que se formavam ao meu redor, sentimentos que estavam guardados há muitos anos. Acabei acelerando o processo de autodestruição, que já vinha em curso. Gerei contradição (de ambas partes), lembrei de situações que dava por esquecidas e fiz coisas que julgo erradas. Percebi uma alimentação negativa, o julgamento dele se unia ao meu. Sabia que fazia errado mas não sabia outra forma de arrancar um sentimento tão forte que residia em mim, pronto para ser retribuído e então, pisado. Eu ouvia seu julgamento e me importava!

E foi assim que o outubro chegou. O que eu anteriormente havia levado anos para transformar em uma situação insustentável, consegui – e não me orgulho – transformar em aproximadamente um mês. E doeu tanto! Tinha nojo do que me tornei, e assim, aparentemente sem mais nem menos, eu dei fim. Ironicamente, o fiz com um beijo e sob extremo desejo. De repente, tudo que eu sentia não estava mais lá.

A medida que fui liberando meus pensamentos e culpas, resgatei um sentimento que eu ignorava. O que poderia ser bom, estava enterrado sob camadas e camadas de medos e incertezas. Acho importante esclarecer que, para retirar o máximo de sentimentos bons que eu carregava da pessoa que havia me entregado novamente o direito de ser feliz acompanhada, eu mudei e acredito que jamais serei a mesma. Eis que, aparentemente sem cerimônia e sem sofrimento, eu segui em frente. Aos trancos e barrancos.

O mais irônico de tudo é que eu não teria tomado atitude alguma se não fosse por ti, pelo teu jeito de não se deixar levar pelo sentimento. A verdade é que eu não teria esperado mais uma semana. Eu já não estava ali. Pelo menos não da forma como nós havíamos existido. Por alguns instantes virei um fantasma do que eu era e acabei nos transformando em fantasmas também. Por isso, te peço perdão. Ter sido forçada a atos tão drásticos me fez refletir e perceber o momento em que meu mecanismo de autodestruição é atiçado. Eu só tive boas intenções e atualmente, só desejo teu bem – seja ele qual for e sob qualquer tua atitude, mesmo que ocasionalmente eu vire apenas um número (5).

Eu não sei se aceitei o teu jeito de ser. Ainda é muito complicado. Mas eu respeito. Talvez sob tuas mesmas vivências eu também reagiria dessa forma ( e vice versa). O fato é: continuaria sem dar certo por mais tempo.

E então, sob tempestades e trovões, dei um passo que não teria como ser retirado. Eu tinha duas opções, continuar ou abandonar. Da forma como eu estava, provavelmente teria escolhido a segunda opção. Provavelmente teria caído na tua manipulação de me manter à volta, sendo tua e indo contra meu próprio julgamento. Mas porque existe um amigo merecedor envolvido, eu continuei. E agradeço todos os dias.

Encarei muitos momentos de dualidade e momentos onde o que queria era me isolar. Com sorte as provas e o foco me mantiveram fora do buraco. E assim, evitei grandes destruições. Neste momento, lutava contra o intuito natural de esquecer do meu próprio sofrimento e focar nos danos que minhas ações causavam, ou simplesmente aprender a me fortalecer, tentando unir os aprendizados novos à minha essência.

Levo de 2014 a certeza de que coloquei à minha frente inúmeras pessoas e sentimentos, alguns bons e alguns ruins. Ainda aprendo com todos. Fiz amigos, dei muitas risadas, sofri bastante. O importante foi só ter caído no buraco duas vezes. Os dois, valeram muito a pena. Inicio 2015 com a presença da família e com paz no coração. Vejo harmonia e fico maravilhada com a evolução dos sentimentos, afinal, para tudo deve haver o equilíbrio. Ainda devo aprender a lidar com o sentimento de impotência criado por ter desistido de ajudar uma pessoa querida, entretanto devo saber respeitar meu próprio limite. Aproveitei 2014 até as últimas forças.

E que venha 2015!

8 de ago. de 2014

caráter

Tô tendo uma angústia aqui dentro e acho que ela ta me desconcentrando.
Tô lendo um livro, O Homem Sem Grana, que está me fazendo pensar e analisar a minha forma de viver. Nasci na classe média baixa e vi meus pais batalharem para me proporcionar o que eles acham essencial. Estudei o ensino fundamental todo em colégio particular, paguei um curso preparatório e passei num teste de seleção para um instituto federal para fazer o ensino médio e agora estou numa faculdade federal. 
Sempre vi muita gente querendo a roupa de marca, o celular da moda, o cabelo liso e a mente vazia. Eu até tive momentos em que quis tudo isso e agradeço meus pais por não terem me dado tudo que quis. O pouco que eu pedia e me era concedido, não me satisfazia como parecia satisfazer as outras pessoas, então, parei de pedir.

Hoje venho me distanciando cada vez mais da pregação que considero ser o capitalismo e, à medida que vou descobrindo uma forma nova de viver, tentando fugir de grandes corporações e movimentos de massa, vou me afastando das pessoas que tem um pensamento contrário ao meu ou que só nunca pensaram nisso.
Não é que eu seja chata e queira catequizar todo mundo, simplesmente notei que existe um perfil comportamental atrelado ao capitalismo. Aquela pessoa egoísta e mimada não serve como amizade. Quem não olha para os lados ou para trás não merece ir para frente. Só analisando a história de cada um e das pessoas ao redor é que se evolui.

Dinheiro não é nada. Dinheiro é invenção humana, não valor. Empatia, humildade e positivismo é que me alimentam.
Sei que tenho que lidar e tolerar as pessoas que pensam diferente de mim (e essa é uma das belezas da vida) mas no momento a mudança interna têm sido tão drástica que está difícil. É difícil perdoar o esquecimento de quem só pede e não troca. Não quero relações que me suguem e, no momento, me sinto sugada. Sinto que só sirvo para momentos de desespero e desânimo, como se não valesse à pena compartilhar alegrias e cervejas. Não. Não será assim.
Mais uma vez me decepciono e com certeza haverão outras. Achei durante muito tempo que esperar o melhor das pessoas e acreditar em todos e principalmente em seu potencial, era um defeito. Hoje vejo que não se importar com os outros é que é um defeito pior e desse, quero passar longe.

27 de dez. de 2013

a tal da retrospectiva

"3. Eu estou viva. 2mil&13 me matou um bocadinho. Geralmente os ímpares me matam, nos anos pares eu colho. Parece coincidência, mas não é. Os ímpares matam (morrer é importante, deus me livre ser highlander) os pares acompanham, te dão suporte."
Li isso aqui. Fez total sentido. Talvez não do sentido pretendido, mas é assim não é? As palavras depois de ditas, tomam vida própria.

Esse ano foi maravilhoso, cheio de esclarecimentos e eventos. Mas por que não consigo me sentir assim agora, então? Agora tem o vazio e o sentimento de culpa. Sei que não deveria me queixar, tive um ano incrível e existem tantas outras coisas realmente difíceis. Um coração partido é apenas um coração partido até que ele se complete de novo e o ciclo se repita.

Sinto dor por ter falhado mais uma vez. Uma amiga solteira afirma que ela já sabe com quem vai casar, mas que no momento não é parar eles estarem juntos. Concluí que é isso que eu sinto. Quando finalmente me entreguei a todo sentimento, mandei uma mensagem dizendo que tínhamos todo tempo do mundo, porque eu não me imaginava mais sem ele. Continuo pensando a mesma coisa e estou me complicando.

Agora existem dias em que tudo é maravilhoso e quase não me sinto culpada por sorrir, entretanto a maior parte do tempo me sinto mal por ter provocado uma sensação tão terrível em quem eu amo. Eu queria entender porque eu gosto tanto de ti. Queria entender porque sinto como se nunca fôssemos conseguir ficar juntos. Quem sabe realmente não sejamos feito para estar juntos! Será que estamos insistindo em uma ideia fixa que nunca dará certo? Será que isso é amor?

Eu só queria o teu companheirismo e a tua risada estranha. Queria acordar contigo sempre, só para te ver sem óculos e não ser xingada por isso. Tu vais ficar guardado pra sempre. Agora eu preciso seguir a minha vida, de novo. E sozinha, de novo. Não vou morrer chorando dessa vez. Não vou dizer que nunca mais vou me apaixonar de novo e que o amor é uma merda. As coisas não são assim. O que falta é timming, não amor.

Aproveitando que 2013 foi um ano de descobertas e muito auto conhecimento, entro no clima de 2014. Ainda existem muitos obstáculos (internos e externos), e com certeza tudo que eu sinto agora já faz parte do primeiro desafio de 2014. Que venha o ano par!

3 de abr. de 2012

sem chocolates.

Descobri uma tendência a dores de estômago, tudo se canaliza à minha barriga. Por enquanto essas dores são apenas resultado dos meus costumes alimentares e espirituais, claro.
Falam que o meu estômago necessita de uma rotina e alimentos leves e equilibrados. Mesmo gostando de algumas coisas saudáveis ainda insisto em comer demasiado chocolate, não comer nada enquanto tomo sozinha uma térmica de chimarrão e comer muita, mas muita carne vermelha.
Talvez isso só me cause alguns enjoos isolados e periódicos mas sei que as coisas só tendem a piorar.

- Do jeito que tu estás podes ficar que nem o teu ídolo, aquele cara do Nirvana. Enjoo e dor vai ser teu nome do meio e tudo piora quando a tua cabeça não tá no lugar.

Comparando semana passada (que quase morri de enjoo) e essa, diminuí os derivados do leite e acredito que tenha melhorado consideravelmente o meu pessimismo mas ainda sinto ele revoltado.
Agora a minha rotina vai ser, a princípio, sem muita carne, nenhuma bebida alcoólica, alimentação regular de 3 em 3 horas no mínimo.
Talvez esse fim de semana seja um dos últimos em que eu não vou dar bola pra mim. A verdade é que agora, até o meu corpo está sofrendo e tudo piora quando se está dentro da minha cabeça. Eu sei que os enjoos só começaram com a tal da prova que eu tinha semana passada. Há tanto para ser feito...

21 de mar. de 2012

'Spank Thru'

Sempre fui taxada de louca quando falo que as pessoas escutam música do jeito errado. A maneira certa de escutar uma música não é apenas escutando-a na rádio, mas sim analisando todo conjunto da obra.
Quando um artista produz um CD novo não é por coincidência que existe a letra, a melodia e a arte como componentes do resultado final. E é necessário ordem.

Para realmente absorver a arte de uma banda é preciso entender as letras, sentir a melodia e procurar por respostas na arte do CD, assim como respeitar a ordem que as músicas estão dispostas. Atualmente quase ninguém faz isso.
Normalmente apenas conhecemos o single, nem queremos mais saber do resto do CD e muito menos da capa do álbum mas a verdade é que tudo faz parte do bem maior que é passar a mensagem para o ouvinte.

Deve ser muito desapontante para a banda descobrir que quase nenhum dos seus fãs realmente entende seus trabalhos complexos. Tudo precisa ser jogado na cara das pessoas para que elas entendam o que queremos dizer e, mesmo assim, ainda é possível que entendam errado.
De repente o fã que escutou o álbum inteiro é o "fã número 1"! Como se isso fizesse sentido! Agora ele já é capaz de perceber se a banda amadureceu seu trabalho ou se a escolha da idéia do clipe fez sentido...

Por favor, sejam absorvidos pela música, a respeitem. Aproveitem a chance que temos hoje em dia para aprender mais sobre as histórias de como elas foram criadas e/ou gravadas. Respeitem o artista, antes que ele perca o respeito pelos seus ouvintes.

1 de fev. de 2012

das interiorizações


Voltei com a música e a leitura. Reconheci que fiquei uma chata sem os antigos clássicos do rock. Ler me faz escrever e depois, pensar.
Com 13 anos gostava de me deitar na cama (ou no chão) e ficar escutando os clássicos que eu mais gostava, bem baixinho, do tipo que precisamos fazer esforço para escutar. Ali, eu pensava sobre tudo que podia e não podia pensar e foi nessa época que comecei a fazer as perguntas mais incríveis e até hoje mantenho essa mania.
De vez em quando fico quieta demais e minha mente trabalha em questões que eu nunca havia dado a devida atenção, como o comportamento de algum animal, dúvidas filosóficas ou até perguntas idiotas, daquelas que só as crianças na fase do 'porque' fazem. E às vezes eu admito que pareço uma.
Acho, na minha humilde opinião sobre eu mesma, que essa é uma das minhas melhores qualidades. Mantenho o equilíbrio entre a 'vida adulta' e a inocência da criança, sem medo de perguntar e ansiosa pela resposta, mas que só pelo contato com a poesia das músicas consigo me transportar facilmente para este mundo paralelo em que vivo.

Ultimamente passei a viver no mundo real durante todo o tempo e descobri que não sei e não gosto da pessoa que eu sou, então prefiro continuar com meus períodos de invisibilidade e paralelismo, seja no chão, na cama, na praia, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê.



18 de dez. de 2011

feliz aniversário Carolina

Sempre me achei mentalmente instável. Por muitas vezes nesses 18 anos cogitei a hipótese do suicídio para ver se aliviava toda essa dor que eu sinto. Não sei de onde vem e não sei porque sinto afinal tive uma vida ‘boa’. Acho que isso já está em mim, mesmo tendo tudo para ser feliz não consigo aproveitar.

Houve um tempo em que planos para efetivamente acabar com tudo vinham aos montes, assim como as tentativas. Não sei como superei isso, quem sabe tenha sido o jeito que fui criada que acabou me ajudando. Não sei, só sei que consegui, meio sozinha, meio não sei como. Não tive ajuda de Deus, não tive ajuda de profissionais e nem mesmo de ninguém próximo, não falei com ninguém sobre isso, simplesmente pensei no quão injusta estava sendo, tendo muitas coisas e oportunidades e no entanto querendo jogar fora.

Antes insistia em dizer que não encontrava meu lugar no mundo mas também descobri que ninguém tem seu lugar no mundo, as pessoas batalham para conseguí-lo e fingem que conseguiram. O mundo não é nosso, nós somos repugnantes e seria uma coisa boa se todos percebessem o quão idiotas são e resolvessem admitir sua tristeza e mediocridade, tirando suas próprias vidas. Mas nem eu consegui, fiquei com medo do pós-morte. Alguma coisa me falou que não éramos tão ruins assim e aceitei a minha infelicidade. É muito fácil cair fora quando as coisas apertam, mais difícil ainda é lidar com isso, sofrer mais.

De repente não fazia sentido perder uma vida que poderia ser cheia de conquistas. Escutei na televisão que a dor era momentânea e resolvi acreditar. Já havia escutado isso várias vezes mas naquele momento começou a fazer sentido.
Hoje continuo pensando nas oportunidades que posso estar perdendo caso consiga cair fora, mas percebi que a dor não é momentânea coisa nenhuma. Na melhor das hipóteses quando tu conseguires te curar de um pouco de tristeza a vida vai lá e te dá mais uma boa amostra grátis de sofrimento e só temos que aceitá-la. Gosto de ver até quando agüento.
Não sei o que acontecerá comigo caso meus planos falhem, quem saiba aí sim eu consiga colocar em prática um dos meus planos que ainda estão guardados. Preciso de uma motivação, assim como todos nós.

Muita gente me acha sensível demais e falam que este é o meu problema. Não quero ajuda, só quero me decidir o que sou, alguém normal ou alguém problemática. Essa indecisão me satura.

9 de dez. de 2011

Jerônimo Coelho

“Tu já não é mais aquela menininha que adormecia nos meus braços, em Porto Alegre. Era tão simples naquela época, eu simplesmente te pedia (e pro teu pai) para viajar e tu já falavas que tinhas comprado a passagem. Me ligavas no meio da noite dizendo que estavas cansada e eu nunca conseguia te fazer voltar a dormir. Parecia impossível virar as costas para a felicidade quando ela batia a minha porta.
Procurei sempre pensar em ti como a minha irmã mais nova e esse pensamento me poupou muitas fantasias porque sim, tu eras provocante mas tu também eras menor de idade. Procurava te manter por perto por causa da minha possessividade, que eu aprendi contigo, mas a vida foi ficando mais corrida e assim como eu, tu conheceu pessoas.
Devo te dizer que nunca conheci outra guria que falasse tanto quanto tu e também não conheci outra guria que me fizesse tão bem quanto tu, sem ser a Dona do meu Coração. De repente eu já não estava mais preocupado com o vinho derrubado no carpete, porque eu estava dançando na sala, contigo. Sempre regados a boa música, boa bebida e bons cigarros. Que saudade eu tenho dos cigarros, te prometi e nunca mais acendi um.

Também percebi que agora tu és um capítulo da minha biografia, um capítulo escondido entre os LPs do The Doors porque só o meu biógrafo vai ficar sabendo de ti. Desde que me mudei pra Porto decidi por te guardar só pra mim, ser a minha parte que ficou em Rio Grande porque tu sabes que são poucas as coisas que eu gosto de ficar lembrando. Este capítulo será o mais difícil afinal perdi quem me deu a vida mas espero contar com a tua ajuda para escrevê-lo, minha amiga, assim como contei contigo nos dias intermináveis dentro do hospital e naquela madrugada gelada de verão dentro das capelas.

'Amanhã vamos pra praia, olhar o mar sentados nas dunas, esperando o pôr-do-sol. Vai ser o nosso alívio momentâneo.'

Outro dia encontrei o teu desenho do golfinho, aquele que tu fez na 7º série e que ficasse muito empolgada e me desse. Emoldurei e pendurei no meu quarto mas o que eu mais gosto nele é a dedicatória que tem atrás. Lembro da tua empolgação me ligando no meio da aula de química só pra falar que tinhas feito o desenho mais bonito da tua vida e que querias dar para a pessoa mais feia da tua vida para que assim os dois se completassem. Gostaria de ter tido naquela época, metade da maturidade que tu tens hoje e quero que tu saibas que eu te admiro acima de tudo, pelo que tu fostes e pelo que te tornastes.
Espero conseguir chegar para o verão e te ver formanda, espero te abraçar e pegar no teu pé, como o irmão mais velho que tu sempre quis. Agora eu voltei para ficar."

9 de out. de 2011

sobre as coisas que deveriam ser feitas e que não foram

eu pensei em ter um monte de fotos nossas. daquelas que não querem retratar uma pose ou algum momento importante mas ter um monte daquelas fotos tidas como tremidas, imprestáveis, de movimentos casuais, aquelas que retratam exatamente as características da pessoa. como ela sorri, quadro a quadro, como presta atenção no noticiário ou na revista apoiada entre os joelhos.
pra mim essas são as mais importantes e as que eu gostaria de guardar na minha caixinha de lembranças embaixo da cama. se a minha caixinha fosse um pouco maior eu guardava a camiseta. não posso trocar a caixinha porque quem me deu um dia ainda vai vir aqui em casa e me perguntar que fim deu a caixa em formato de coração que foi comprada sob tanto pesar. enquanto isso eu a uso de vez em quando, finalmente, sem me prender a lembranças fortes.

enfim, gostaria de ter tirado fotos, quem sabe ainda possa tirar. talvez fosse pior. não sei, só sei que gostaria de saber que tu estás em algum lugar do meu quarto, por mais que seja escondido. gostaria de saber que tu estás muito perto de mim, me observando dormir, sendo meu anjo da guarda.

5 de abr. de 2011

17 anos


She eyes me like a pisces when I am weak
I've been locked inside your heart-shaped box for weeks
I've been drawn into your magnet tar pit trap
I wish I could eat your cancer when you turn black

Heart-Shaped Box - Nirvana

20 de out. de 2010

love buzz



"Ele agarrou a caixa de charutos e tirou um pequeno saco plástico que continha cem dólares de heroína preta mexicana - era um bocado de heroína. Ele pegou metade, um chumaço do tamanho de uma borracha de lápis e colocou na colher. Sistemática e habilmente, preparou a heroína e a seringa, injetando-a logo acima do cotovelo, não muito longe de seu 'K' tatuado. Devolveu os instrumentos para a caixa e se sentiu uma nuvem, rapidamente flutuando para longe deste lugar. O jainismo pregava que havia trinta céus e sete infernos, todos dispostos em camadas ao longo de nossas vidas; se ele tivesse sorte, este seria seu sétimo e último inferno. Afastou para o lado seus instrumentos, flutuando cada vez mais rápido, sentindo sua respiração se reduzir. Ele tinha de se apressar agora: tudo estava se tornando nebuloso e um matiz verde-água enquadrava cada objeto. Agarrou a pesada espingarda, encostou o cano contra o céu de sua boca. Faria barulho; ele tinha ceteza disso. E então ele se foi." (Mais Pesado Que o Céu, cap. 24, Cabelo de Anjo).

30 de jun. de 2010

something in the way

eu sinto que existe alguma coisa no meio, no meio termo perdido no vácuo.
pausas não são boas e provavelmente também não farão sentido nestas linhas mal escritas e sonâmbulas. afinal todo o resto já se dissipou e está perdido pelo caminho, o caminho que eu marquei para chegar até aqui e procurei deixar migalhas para não me perder, caso não gostar, poder voltar ao ponto inicial. são jogos de tabuleiro em que o dado seleciona os passos que darás e que serão dados pelos outros ao teu redor, às vezes está ao teu favor e na maioria das vezes contra ti, por isso que nos perdemos no caminho.
eu procurei não parar, não pausar o dado e mantê-lo sempre girando e caindo de alturas cada vez maiores, assim ele é castigado e eu não páro de vez porque, meu deus, eu quero parar, eu preciso esquecer das migalhas e tomar a direção oposta.

peixes são legais e desdentados talvez. velhos são legais e desdentados talvez.

com certeza há algo no caminho, e quem sabe algo que já está programado para estar lá, e não é necessário eu me estender aqui até porque isso também está programado. isso não fará sentido mas quem o faz? mas lembre-se: há alguma coisa perdida pelo caminho e não serás cruxificado por voltar atrás ou ir na direção contraria sem pódio de chegada ou beijos de namorada, afinal somos apenas mais uns caras!

5 de abr. de 2010

há 16 anos atrás

Em 05/04/1994: Kurt Cobain, líder da banda Nirvana, comete suicídio no auge da fama com um tiro de espingarda na cabeça, sendo encontrado apenas cerca de dois dias depois.

Na segunda-feira, 4, Courtney pediu que a polícia verificasse a casa em Lake Washington. Os policiais passaram por lá várias vezes, mas não viram nenhum movimento. Naquele dia, à noite, Cali saiu de casa, deixando Jessica sozinha no quarto dele. Por volta da meia-noite, ela ouviu ruídos. "Ouvi passos no andar de cima e no corredor", lembra ela. Gritou um "oi" mas não ouviu resposta. Estima-se que era Kurt chegando naquele começo de madrugada.

Na quarta, 6, Jessica e Cali deixaram a casa dos Cobain, mas na tarde de quinta, 7, Courtney conseguiu falar com o casal e ordenou que procurasse por Kurt mais uma vez na casa do Lake Washington. Os dois foram até lá juntos com uma amiga, Bonnie Dillard. Não encontraram nada e deixaram um bilhete com um sermão para Kurt e mandando-o procurar por Courtney. Logo que foram embora, Dillard mencionou que talvez tivesse visto algo perto da garagem, mas, amedontrados, ninguém quis voltar para checar.


Dois dias antes, 5, nas horas que antecediam a alvorada de terça feira, Kurt Cobain havia despertado em sua cama. Os travesserios ainda tinham o cheiro do perfume de Courtney. No quarto, o aroma misturou-se com o cheiro ligeiramente picante da heroína cozida - este também era um cheiro que o despertava.

Kurt havia dormido com suas roupas do corpo. Vestia sua camiseta da banda Half Japanese e suas calças Levi's favoritas. Vestiu e amarrou os cadarços do par de tênis Converse que possuia, caminhou até o aparelho de som e colocou para tocar um disco do R.E.M., "Automatic for the People". Acendeu um Camel Light e caiu de costas na cama com um bloco tamanho ofício apoiado em seu peito e uma caneta vermelha de ponta fina. Ele já havia escrito uma longa carta pessoal à sua esposa e filha, rapidamente rabiscada, enquanto estava no Exodus. Ele havia trazido o papel até Seattle e havia enfiado sob um dos travesseiros impregnados de perfume. "Você sabe, eu amo você. Eu amo Frances. Eu sinto muitíssimo. Por favor, não venha atrás de mim. Eu sinto muito, muito, muito.", eram algumas das palavras que Kurt havia escrito, enchendo uma página inteira com esse pedido de perdão. "Eu estarei lá", continuou ele. "Eu protegerei você. Não sei para onde estou indo. Simplesmente não posso ficar mais aqui."

Tinha sido muito difícil escrever aquele bilhete, mas ele sabia que esta segunda carta seria igualmente importante e ele precisaria ter cuidado com as palavras. Ele endereçava "Para Boddah", o nome de seu amigo de infância imaginário. Quando soltou a caneta, havia enchido a página inteira, exceto por cinco centímetros. Ele fumara três cigarros redigindo o bilhete. As palavras não tinham saído com facilidade e havia erros de grafia e sentenças pela metade. Ele assinou dizendo "paz, amor e empatia. Kurt Cobain". Escreveu ainda mais uma linha - "Frances e Courtney, eu estarei em seu altar" - e enfiou o papel e a caneta no bolso esquerdo do casaco.

Ele se levantou da cama e entrou no closet, onde retirou uma tábua da parede. Neste cubículo secreto havia uma arma dentro de uma capa de náilon bege, uma caixa de cartuchos de espingarda e uma caixa de charutos Tom Moore. Ele repôs a tábua, enfiou os cartuchos no bolso, agarrou a caixa de charutos e aninhou a pesada espingarda sobre seu antebraço esquerdo. Em um closet do corredor, ele apanhou duas toalhas - ele não precisava delas, mas sabia que alguém precisaria. Desceu silenciosamente os dezenove degraus da larga escadaria. Estava a cerca de um metro do quarto de Cali e não queria que ninguém o visse. Ele havia refletido sobre tudo isso, traçado um mapa com a mesma premeditação que dedicava às capas de seus discos e a seus vídeos. Haveria sangue, muito sangue, e uma bagunça que ele não queria em casa. Principalmente, ele não queria assombrar aquele lar, deixar sua filha com o tipo de pesadelos com que ele havia sofrido.

Quando se dirigia para a cozinha, passou pela soleira da porta onde ele e Courtney haviam começado a acompanhar o quanto Frances havia crescido. Apenas uma linha estava ali agora, uma pequena marca de lápis com o nome dela a cerca de 79 centímetros acima do chão. Kurt nunca mais veria outra marcas mais altas naquela parede, mas estava convencido de que a vida de sua filha seria melhor sem ele.

Na cozinha, ele abriu a porta de sua geladeira Traulson de aço inox de 10 mil dólares e apanhou uma lata de cerveja de raizes da Barq, tomando cuidado para não soltar a espingarda. Levando essa carga macabra - cerveja de raízes, toalhas, uma caixa de heroína e uma espingarda, tudo o que mais tarde seria encontrando num arranjo de plantas bizarro -, ele abriu a porta para o quintal e atravessou o pequeno pátio. A aurora estava rompendo e a neblina pairava próximo do chão. A maioria das manhãs em Aberdeen eram exatamente assim: nevoentas, orvalhadas, úmidas. Ele jamais veria Aberdeen novamente; jamais escalaria efetivamente até o topo da caixa d'água no "Morro do Think of Me"; jamais compraria a fazenda que sonhava em Grays Harbor; jamais acordaria novamente numa sala de espera de hospital tendo fingido ser um visitante para só encontrar um lugar quente para dormir; jamais veria novamente sua mãe, irmã, pai, mulher ou filha. Ele trilhou os cerca de vinte passos até a estufa, galgou os degraus de madeira e abriu o conjunto de portas francesas dos fundos. O piso era de linóleo: seria fácil de limpar.

Ele sentou-se no chão da estrutura de cômodo único, olhando para as portas da frente. Ninguém conseguiria vê-lo ali, a menos que estivesse trepado nas árvores atrás de sua propriedade, e isto não era provável. Não queria mais ver o interior de um hospital novamente, não queria um médico de jaleco branco apalpando-o, não queria ter um endoscópio em seu estômago dolorido. Ele estava acabado para aquilo tudo, acabado para o seu estômago, ele não poderia estar mais acabado. Como um grande diretor de filmes, ele havia planejado este momento até os mínimos detalhes, ensaiando esta cena ao mesmo tempo como diretor e como ator. No curso dos anos, tinha havido muitos ensaios finais, passagens de raspão que quase seguiam este caminho, fosse por acidente ou, às vezes, por querer, como em Roma. Talvez fora sempre isto que ele guardava vagamente em sua cabeça, como um ungüento precioso, como a única cura para uma dor que jamais passaria. Ele não se importava com a liberação do desejo, ele desejava a libertação da dor.

Ficou sentado pensando coisas que só ele sabia por vários minutos. Fumou cinco Camel Light e sorveu vários goles de sua cerveja. Tirou o bilhete do bolso, estendeu-o no chão do linóleo e tinha de escrever em letras maiores, que não saíram tão perfeitas, por causa da superfície que ele estava: "Por favor, vá em frente, Courtney, por Frances, pela vida dela que será muito mais feliz sem mim. Eu te amo. Eu te amo". Essas últimas palavras haviam completado a folha. Depositou o bilhete no alto de um monte de terra para vasos e fincou a caneta no meio, para que, como uma estaca, segurasse o papel no alto, sobre a terra.

Tirou a espingarda da capa de náilon macia. Dobrou cuidadosamente a capa, como um garotinho separando suas melhores roupas de domingo depois da missa. Tirou a jaqueta, estendeu-a sobre a capa e colocou as duas toalhas no alto desse monte. Ele foi até a pia e apanhou uma pequena quantidade de água para o seu fogareiro de droga e sentou-se novamente. Abriu a caixa com 25 cartuchos de espingarda e tirou três, enfiando-os na câmara da arma. Moveu o mecanismo da Remington para qu e um único cartucho estivesse na câmara. Retirou a trava de segurança da arma.

Fumou seu último Camel Light. Tomou mais um gole da Barq. Lá fora, estava começando um dia nublado - era um dia como aquele em que ele chegara a este mundo, 27 anos, um mês e dezesseis dias antes. Ele agarrou a caixa de charutos e tirou um pequeno saco plástico que continha cem dólares de heroína preta mexicana - era um bocado de heroína. Ele pegou cerca de metade, um chumaço do tamanho de uma borracha de lápis e o colocou na colher. Sistemática e habilmente, preparou a heroína e a seringa, injetando-a logo acima do cotovelo, não muito longe de seu "K" tatuado. Devolveu os instrumentos para a caixa e se sentiu uma nuvem, rapidamente flutuando para longe deste lugar. O jainismo pregava que havia trinta céus e sete infernos, todos dispostos em camadas ao longo de nossas vidas; se ele tivesse sorte, este seria seu sétimo e último inferno. Afastou para o lado seus instrumentos, flutuando cada vez mais rápido, sentindo sua respiração se reduzir. Ele tinha de se apressar agora: tudo estava se tornando nebuloso e um matiz verde-água enquadrava cada objeto. Agarrou a pesada espingarda, encostou o cano contra o céu de sua boca. Faria barulho; ele tinha certeza disso. Disparou. E então ele se foi.

O corpo de Kurt Cobain foi encontrado pelo eletricista Gary Smith, que chegou à casa do Lake Washington para instalar um novo sistema de segurança. Às 8:40h da sexta-feira, 8, Smith estava perto da estufa e olhou para dentro dela. "Eu vi um corpo estendido lá no chão. Pensei que fosse um manequim. Depois notei que havia sangue na orelha direita. Vi uma espingarda estendida ao longo de seu peito, apontando para seu queixo", relatou Gary. Ele ligou para a polícia e, em seguida, para sua empresa.

Biografia: Wikipedia

Fonte: Whiplash.net


'She eyes me like a pisces when I am weak

I've been locked inside your heart-shaped box for week

I've been drawn into your magnet tar pit trap

I wish I could eat your cancer when you turn black'

Heart-Shaped Box - Nirvana


10 de mar. de 2010

Cobain Unseen é meu *--*


Só pra constar: O LIVRO CHEGOU !
Não é só mais um livro, é o meu mais novo amor da minha vida *-*

Pausa de alguns dias para desfrutar da coisa mais linda que eu já toquei na vida *O*


21 de fev. de 2010

eu quero eu quero eu queroooooo

link na imagem *---*

eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero eu quero !

parabéns a você ...



O que você faz quando não sabe o que quer? Quando não sabe sobre o que falar ou escrever? Não sei mais o que pensar nem sobre o que conversar e, desesperadamente, não sei nem se quero conversar!
Feliz último dia de férias chuvoso! Feliz café forte quente!

Que seja.

Ontem, 20 de fevereiro, há quarenta e três anos atrás nascia o último grande ídolo mundial da música, Kurt Donald Cobain.



Não me lembro quando comecei com essa 'obcessão' (por falta de outra palavra equivalente entretanto um pouco menos forte) por ele. Visto que nasci em 1993 é explicável que já o conheça desde pequena, ao fim dos meus dez anos comecei com a fase 'dark' da adolescência que a maioria passa (um pouco cedo demais admito) e só me lembro de comprar DVDs, CDs, pôsters (minha realização pessoal: um pôster dele que um amigo meu trouxe de Portugal para mim *-*), a biografia (Mais Pesado que o Céu), revistas e ler todo o tipo de matéria, blog, história ou curiosidade sobre ele e a banda. A 'fase' passou (estou apenas mais aberta a outros gêneros musicais) e eu continuo pagando o que for por cada material dele.




É, isso, deu acabou. Comemorei atrasado aqui mas foi porque não tive acesso à nenhum tipo de internet ontem. Hoje bateu uma vontade de escrever entretanto não tinha nenhum assunto melhor que o aniversário passado do meu maior ídolo então foi isso... ruim, péssimo mas foi o que saiu. Prometo melhorar nas próximas semanas e trazer as palavras de volta para mim, talvez lendo isso melhore já que nem com o cafézinho companheiro do lado a criatividade voltou...


beijo tchau...
boa volta ao inferno que são os compromissos, horários e preocupações das aulas daquela instituição que só faz nos pirar mexendo com o nosso psicológico já abalado e anormal .-.

25 de dez. de 2009

a casa pequena perfeita

Sempre imaginei ter um apartamentinho simples, para começar, em algum lugar do mundo fora do meu país (leia-se Londres) que talvez tivesse um quarto, uma cozinha, uma sala avulsa e o banheiro [que também não pode ser muito pequeno e nem com o box minúsculo, me dá pavor (:] onde, essa sala avulsa fosse coberta de pôsters das bandas que eu considero as melhores do mundo, incluindo aquelas que ninguém que conhece e as underground. Gostaria de um espelho grande e puffs coloridos, uma cozinha americana e por favor nada de portas e sim arcos entre a sala avulsa e a cozinha, quero que o meu apê, que sempre estará cheio de gente, seja o mais aconchegante possível e por isso deverá ter espaço, mesmo que seja pequeno. Aliás, esse arco será excelente para a comunicação entre as pessoas que fazem a comida e as que apenas fingem ajudar (:

Quero uma estante alta e larga onde colocarei minhas discografias e livros importantes. Não quero quadros na parede pois já bastarão os pôsters. Fotos de meus amigos e família apenas no meu quarto, e no banheiro, se eu quizer.


Uma cozinha simples, até porque eu não sei fazer grandes comidas, é essencial e claro, uma cozinha a lá Kurt Cobain transformou-se no meu sonho. Existem várias fotos, colagens e reportagens que eu adoraria manter em algum lugar para olhar sempre e no então não acho um lugar, logo, na minha geladeira e portas dos armários seria uma boa já que todo mundo tem que comer diariamente.

Quero um amigo que tenha a cópia da minha chave de casa e que more perto, tipo uma ou duas quadras de distância e que viva lá em casa. Não quero nada muito pesado e nem muitas cores nas paredes, quero alguns lenços estampados pendurados nos objetos, quero muitas janelas e com cortinas claras. O apartamento deverá ter as paredes pintadas de branco e apenas uma delas, a maior talvez, será de uma cor que eu ainda não escolhi.

O meu quarto será o melhor dos quartos; ele será independente. Qualquer ser que não coma e logo não excrete (não sei se isso existe) viverá apenas nessa peça. Quero um sofá e uma poltrona. Uma televisão grande e todos aparelhos elétricos possíveis (*.*) -n. Uma televisão grande, um DVD, um som potente e um computador bastam. Em frente a minha cama de casal quero um pôster gigante do Kurt. E claro, uma parede destinada á fotos e recados.

Quero plantas, muitas plantas, florzinhas e apenas arbustos... Uma casa simples mas bonita. Acima de tudo uma casa com a minha cara (coitada).

Quero reuniões de amigos diárias (por que não?), um blues de fundo e o burburinho das vozes amigas. Um vinho para aconchegar e uma comida gostosa (não feita por mim) para servir de balanço ao álcool. Principalmente, quero que não vão embora nunca porque tudo fica tão sem graça quando as pessoas vão embora! Que durmam pelo sofá ou pelos vários colchões adicionais que estarão espalhados pela casa de forma inteligente. Quero que as pessoas esqueçam coisas lá em casa, quero ter que ligar para a(o) melhor amiga(o) para perguntar onde está tal coisa. Acima de tudo, quero uma bagunça achável.

Quero o início de vida em algum lugar novo perfeito. Quero apenas não estar sozinha.



P.S.: Feliz Natal a todos (:

21 de nov. de 2009

quase 16 aninhos *-*

Definitivamente está escolhido meu presente de aniversário e como eu sou uma guria muito legal ainda dei duas opções: