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11 de abr. de 2014

a intenção terapêutica

Tendo uma overdose de MPB em plena sexta-feira chuvosa, fico pensando na falta que sinto da terapia. Vejo que incomodo os meus ditos amigos com toda a falação filosófica que me faz tirar conclusões sobre a vida, o universo e o espaço-tempo. Pelo menos tenho alguém para me escutar, nem que eu a pague pelo seu tempo.
Tenho duvidado de tudo, me sentido sozinha e preenchido estes vazios com conversas supérfluas e bebida. Aconteceram coisas durante essa semana que me fizeram pensar na visão de vida alheia e na célebre frase 'sou responsável pelo que falo, não pelo que escutas'. 
Enfim, quero a minha cama, uma boa companhia e uma garrafa de vinho porque esse clima de inverno acaba com a vontade de aula e afazeres.
Quero a minha terapia de volta!

22 de nov. de 2011

9 de out. de 2011

sobre as coisas que deveriam ser feitas e que não foram

eu pensei em ter um monte de fotos nossas. daquelas que não querem retratar uma pose ou algum momento importante mas ter um monte daquelas fotos tidas como tremidas, imprestáveis, de movimentos casuais, aquelas que retratam exatamente as características da pessoa. como ela sorri, quadro a quadro, como presta atenção no noticiário ou na revista apoiada entre os joelhos.
pra mim essas são as mais importantes e as que eu gostaria de guardar na minha caixinha de lembranças embaixo da cama. se a minha caixinha fosse um pouco maior eu guardava a camiseta. não posso trocar a caixinha porque quem me deu um dia ainda vai vir aqui em casa e me perguntar que fim deu a caixa em formato de coração que foi comprada sob tanto pesar. enquanto isso eu a uso de vez em quando, finalmente, sem me prender a lembranças fortes.

enfim, gostaria de ter tirado fotos, quem sabe ainda possa tirar. talvez fosse pior. não sei, só sei que gostaria de saber que tu estás em algum lugar do meu quarto, por mais que seja escondido. gostaria de saber que tu estás muito perto de mim, me observando dormir, sendo meu anjo da guarda.

22 de set. de 2011

posso ir pra Porto Alegre agora?

um dia uma sábia pessoa me alertou que tomar um porre é a melhor maneira de saber se ainda gostamos de alguém ou se apenas pensamos que não gostamos mais. eu não acreditei, disse que haviam outras maneiras mais fáceis, a pessoa saberia, acabaria por se envolver com outra pessoa. errei haha
essa mesma pessoa me falou que podemos perceber o quanto uma pessoa já sofreu por amor quando comparamos as músicas que esta escuta com as de outro alguém. sempre haverá algumas músicas de dor de cotovelo ou então artistas que são meio autodestrutivos, por exemplo. quando este alguém já não percebe que o que escuta normalmente é extremamente triste, podes ter certeza de que este sofre (ou já sofreu) tanto que pra ela, a letra daquela música já não é tão triste assim e logo não a deixa triste. enquanto outra pessoa pode acabar por estragar seu dia só porque escutou tal música. esta segunda pessoa com certeza sofreu menos por amor do que a primeira.

claro que são só teorias e estão um pouco defasadas até porque o alguém que me falou agora já está bem longe mas ontem, logo em seguida antes de dormir me lembrei dessa conversa, há uns 4 anos atrás. lembrei do vinho ruim e da companhia maravilhosa. a noite estava mais chuvosa e tempestuosa possível e eu acabei por ficar trancada no Cassino e foi uma das melhores noites da minha vida, só teorias daquelas pessoas meio entorpecidas. conversamos até desmaiarmos de sono (ou será que foi por causa do vinho?).
agora acredito em ambas teorias. e tu me dissestes que eu acreditaria um dia, e que isso significava que eu já tinha amadurecido o suficiente pra te procurar. posso ir pra Porto Alegre agora?

22 de fev. de 2011

'quem você vai chamar...

quem você vai ouvir
quem vai te procurar agora
(...)
quem vai te esperar,
quem vai te ver partir'



eu sei que eu deveria estar seguindo os conselhos de uma amiga e deixando tudo ocorrer a seu tempo, ficar quieta na minha e tal mas eu sei que eu não consigo. fui até onde aguentei.
eu sei também que quando surge indiferença é porque alguma coisa se perdeu e nessa situação eu sei que foi o amor, o cotidiano.

tá foda.

hoje foi um dia dos mais ansiosos de minha parte, não parei um minuto com as pernas, ria de nervosa e, infelizmente, depois de 5 meses e alguma coisa pus na boca meu primeiro cigarro. não que isso tenha ajudado no meu nervosismo.
tudo o que eu poderia falar eu já falei, continuo sem saber porque cargas d'água passo por todo esse sofrimento, eu sei que foi desatenção minha, deixei as coisas irem parar aqui. fiquei o verão inteiro com esse sentimento. deixei as coisas sairem fora do controle.

ainda não está tudo acabado, eu sei. ainda.
já passei por essa situação e o fim dela não foi nada agradável. mesmo sabendo que as coisas são diferentes eu não sei dividir, não sei ignorar. não vou desistir fácil de ti. sei que isso pode ser ruim pra mim mas eu não quero saber pois então todas as madrugadas 'desperdiçadas' contigo, todas as coisas que nós conversávamos foram em vão, palavras jogadas ao vento.

eu sei que essa situação é provisória, seja ela tornando-se boa ou ruim. ainda não desisti e espero, com todas as minhas forças, que tu também não tenhas.

12 de jan. de 2011

livre olhando o horizonte


eu vim aqui falar que meu 2011 começou bem. feliz, trôpego e sem relógios. sem internet também, essa é uma exceção.

venho deixar minha ínfima consideração, dizer que não ocupo meu tempo livre com o que eu quero, sozinha, o ocupo com amigos, o que não é de todo ruim, entretanto sinto falta do tempo para mim que eu tinha, minha introspecção, meus escritos sobre meu cotidiano furado.
alegrem-se, é verão, é praia, é saudade. amo impossibilitadamente, amo necessitadamente, amo simplesmente.


16 de nov. de 2010

sobre as coisas que não deveriam ser esquecidas

eu o vi na frente do bar, ali na esquina, fumando sozinho. hesitei em me aproximar, me contentei em ficar do outro lado da rua, encostada à parede tomando meu café. depois de alguns segundos ele me viu e ficou um tempo me olhando. a rua estava vazia mas o bar às costas dele estava lotado e barulhento e eu acho que ele tinha amigos ali, esperando por ele. eu, sozinha. mais uma caminhada pelas ruas de POA pelo início da noite. o dia havia sido corrido e uma caminhada de duas quadras era fundamental.

meu celular tocou, mensagem da minha mãe, perguntando quando eu voltava. não respondi de imediato, guardei-o no bolso novamente e quando me dei por conta ele já estava atravessando a rua. parou a minha frente e sorriu, disse um oi meio tímido. eu apenas sorri, minha voz faltou e ele sorriu com mais vontade. sentou-se na soleira da porta de uma casa amarela onde morava uma velhinha pequena e aparentemente frágil. sentei com ele.

meu café havia acabado e ele me perguntou o que eu fazia a noite, sozinha olhando o bar.
- precisava ficar sozinha um pouco, ver gente que eu não conhecia.
- então eu atrapalhei?
- eu não te conheço e estou te vendo.

ele apenas sorriu, lá dentro do bar havia música ao vivo, Engenheiros... ele cantarolou, me perguntou se eu gostava. primeira pergunta-chave. depois de uns dois anos eu descobri que ele faz perguntas-chave pras gurias que ele conhece, 'pra saber se são pessoas legais e de confiança' segundo as próprias palavras dele.

era semana de grenal e muito provavelmente era por isso que ele estava em POA, nunca perguntei. as únicas coisas que eu perguntei foram o que ele fazia ali e se ele ainda gostava dela. peguei pesado. em seguida que estas últimas palavras saíram da minha boca ele olhou para baixo, puxou o maço de cigarros do bolso da camisa e procurou o isqueiro, meio que tentando organizar os pensamentos. estendi um isqueiro para ele, nem agradeceu de tão perdido.

- não precisa responder, desculpa.
- não, vou responder só que eu não sei qual é a resposta. tipo, eu acho que eu ainda gosto dela mas é como se eu só tivesse apegado a idéia de gostar de alguém e não porque eu quero namorar com ela.

não tinha o que falar, ele havia falado tudo que eu queria escutar. nós ficamos ali conversando durante um tempo, umas duas horas. ele prometeu me ligar antes de pegar o avião e na próxima vez que viesse a Porto Alegre. eu não estaria mais lá mas ele não precisava saber disso, pelo menos não por aquela noite. três meses depois ele descobriu e não se chateou nem um pouco, inclusive foi a Rio Grande pra me ver e amanhã fazem três anos que nos conhecemos e eu tenho certeza que ele vai me ligar. aquela noite me faz falta. toda vez que vou a POA olho para aquela casa amarela da velhinha simpática onde nos encontramos tantas vezes depois da primeira vez. o bar fechou, foi assaltado e quebrou. a velhinha continua lá, sorrindo para mim e eu ainda me pergunto se ela se lembra de mim e daquela noite.


'Não pense que vai apagar da memória,
são coisas que eles não vão saber,
eu sei muito mais do que os outros sobre você'

4 de nov. de 2010

verdades não ditas


- e as minhas sugestões de textos?
- aah... eu gostei mas tu sabes, são românticos demais pra mim.
- a tá.

'quem sabe eu precise ler sobre o romance para aprender como se faz, aprender o que se fala e quando se fala. preciso aprender para não decepcionar os outros. onde já se viu alguém que não saiba romancear tudo? é instrínseco...




ou deveria ser.'

3 de set. de 2010

o que fica


o tipo de coisa que eu nunca achei que fosse viver, realmente. eu, que sempre saí contando tudo pra quem se interessasse agora me vejo com vontade de manter tudo só pra mim. eu, ele e o histórico. eu tenho vontade de deixar quieto porque essas lembranças serão só minhas, se acabar e eu não tiver coisas físicas para trocar.

eu deixo quieto com a esperança que, quanto mais eu deseje, ela se torne real e não apenas uma criação por quem está embriagado pelo sono. não há nada mais para ser falado sobre esse amor silencioso que eu sinto. é só meu e dele.

5 de jun. de 2010

da próxima vez, só uísque escocês


eu me lembro de escutar Anoiteceu em Porto Alegre quando eu era criança no quarto da minha tia mais nova. até hoje eu acho que ela só é gremista por causa do Humberto. eu não entendia muito bem o sentido da música, e mesmo naquela época sendo colorada me retumbava alguma coisa quando eu a escutava. eu dançava uma música lenta, eu só parei de cantar porque me contaram que essa música tratava do título de campeão mundial do Grêmio e mesmo assim eu só parei por alguns meses. claro que naquela época eu tinha uns no máximo cinco anos. minha tia tinha dezessete e era gremista fanática, ela e uma prima nossa que tem a mesma idade que ela.

algum tempo depois eu já tinha feito meus longos seis anos e me apaixonei por um gremista. meu primeiro amor. eu tinha até camiseta original do colorado! virei a casaca para nunca mais voltar. novamente me encontrei escutando essa mesma música no quarto da minha tia nos fundos da garagem. eu não sabia a letra mas decorei toda gravação da narração do título. tudo por causa do guri e da minha tia apaixonada pelo Humberto Gessinger.

hoje, dez anos depois desse momento, continuo escutando essa mesma música com a minha tia que continua apaixonada pelo Humberto. a diferença é que venderam a casa da minha avó e agora são duas apaixonadas pelo tricolor. e pelo cantor.

nesse final de verão, quando eu ajudava a arrumar as coisas dela e as minhas para sair da praia e voltarmos para a cidade essa música tocou na rádio e ela lembrou daquele momento. quando eu era criança e ela adolescente nós brigávamos muito porque eu sempre mexia nas coisas dela (coisas típicas de irmãos só que no meu caso era com a minha tia, já que sou a mais velha) e eu nunca ia imaginar que nós iamos acabar em cima da cama dela, dividindo um quarto e uma casa por quase dois meses.

ela não sabia que haviam feito uma música por causa do título do Internacional, assim como Anoiteceu em Porto Alegre, hoje ela não é tão fanática assim pelo Grêmio, talvez ela só precise de um empurrãozinho. ela diz que é chato torcer sozinha. nós conversamos e descobrimos que temos muito em comum, mais do que apenas duas paixões no coração. são doze anos que nos separam, ela diz que está velha demais mas ao mesmo tempo fazemos as mesmas coisas. doze anos. um time. uma banda. motivos e conselhos.

com certeza sofri naquela casa da minha avó no Lar Gaúcho mas foi lá também que aprendi muito do que sou hoje e obviamente não falo só de times e gostos musicais. falo de costura, culinária, limpeza, como maltratar uma criança (coisa que eu fiz bem nesses últimos nove anos, modéstia parte), como se defender de uma pessoa BEM maior que tu, como dar amor e como receber amor, como vencer a timidez, brincar, chorar, cantar. aquela casa viveu muita coisa, se aproveitou das experiências dos seus moradores. aquela casa faz falta. aquele tempo, a infância, faz muita falta.

EU DISSE QUE ACREDITASSEM
EU PEDI QUE ACREDITASSEM
EU NUNCA DEIXEI DE ACREDITAR
QUE O GRÊMIO IA SER CAMPEÃO DA AMÉRICA
HOJE...ESTA...NOITE EM PORTO ALEGRE





4 de jun. de 2010

meu bem me fez tão mal


são dias vazios. ultimamente o vazio se transformou no meio em que vivo, parece que nada faz sentido e que talvez nunca tenho feito. não há mais objetivos e uma pessoa sem objetivos é uma pessoa sem futuro. quem sabe eu devesse dar mais valor a algumas pessoas mas eu simplesmente não consigo. parece que não dá. às vezes esse vazio se transforma em desilusão, tristeza até, mesmo sem motivo aparente.

eu tenho pensado mais do que deveria nele. em geral antes de dormir... como por oito meses eu fiz todas as noites. eu até quis te ter de novo só pra mim. é patético, continuo a fim de ti. eu não quero mais me esconder sobre quilos e quilos de roupas, maquiagem e pratas. tenho vontade sumir e dar um tempo em tudo, apenas deitar em qualquer lugar por ali e apenas olhar pro céu, admirar as nuvens. admitir que sou um fracasso sonhando e tentar colocar as coisas em ordem, ir voltando pouco a pouco. tomar uma responsabilidade de cada vez, assim como quando somos crianças. a verdade é que talvez eu queira assumir muita coisa sem ter maturidade.

quem sabe eu deva começar a escutar mais os outros. analisar melhor o que pessoas confiáveis falam, assumir que estou errada e me tornar correta. nem que pra isso eu tenha que me reinventar.

“É preciso ter um caos dentro de si para dar à luz uma estrela cintilante.”
“A essência da felicidade é não ter medo.”
"Há sempre um pouco de loucura no amor. Assim como há, também, sempre um pouco de razão na loucura."
Nietzsche

13 de mai. de 2010

solitude in abs...


'Amanhã
Pode ser que o nada exista
E tudo seja ilusão
E o que importa agora
É esquecer então

Diga
Fale tudo que souber
Corra
Faça da vida o que quiser

E tudo parou agora
E tudo mudou'

Amanhã - Abril