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25 de jun. de 2014

subcity

to há horas pra voltar aqui. já abri essa janela várias vezes e, no entanto, continuo deixando ela em branco por um tempo, me distraindo com qualquer outra coisa idiota e fechando-a, porque afinal de contas está tarde e amanhã tem mais tarefas.
procrastinação. falta de foco. colocar outras coisas na frente das que realmente importam, falta de prioridade. como eu agora, com fome e matando aula pra supostamente fazer um seminário. voltei aqui.

essa minha habilidade de fazer tudo ao contrário do planejado me surpreende e quem sabe seja uma das coisas que eu gosto, afinal nenhum dia é igual ao outro e eu nem preciso ser alcoolista para que isso aconteça.


hoje chovia, minha doença crescia, o cachorro maldito iria pular em mim no minuto que saísse de casa assim como faz todos os dias e as aulas não seriam tão interessantes. o problema são as pessoas. as conversas de ontem me mostraram isso e mesmo ontem eu já pensava em não ir a aula hoje.
é culpa dessa dor de cabeça, da tensão que se acumula na mandíbula e eu nem sei porque. é culpa da chuva e dos meus desinteresses. não sei porque alguém pensaria em sair de casa no dia de hoje.
esse é o meu mal, quanto mais fico em casa, mais quero ficar, ciclo vicioso e que só me traz pensamentos ruins. acho que é por isso que quis voltar aqui. felizmente este momento não durará muito porque hoje já é quarta e logo chega o fim de semana e eu realmente não tenho me importando de estar no mesmo lugar que toda aquela gente vazia, porque eu importo e eu sei que não sou vazia. é melhor do que ficar aqui, jogada, olhando pras paredes e pensando coisas que não devo.
se é possível, estou pensando menos ainda. os 6 primeiros meses do ano se resumiram a menos e ando bem satisfeita. inclusive menos postagens, menos vozes na minha cabeça e menos estresse.

a chuva parou, a gaita ainda toca no player e a palavra estresse me lembra estresse oxidativo, assunto do meu seminário, aquele que matei aula para terminar.
até um outro dia.

22 de nov. de 2011

9 de ago. de 2011

meu sonho do Bukoswski

como sempre, hoje dormi demais. tinha muitas coisas pra fazer e queria acordar no máximo as 8:30h mas acordei as 11... pois bem, estava aqui pensando em como sou idiota e lembrei do sonho que eu tive. eu estava em Canela. mas não era a cidade de Canela, era tipo Chuí mas as construções eram de Canela. eu estava passeando sozinha porque a minha família fez um reserva num hotel mas não pôde ir então eu fui ficar sozinha. comecei a andar pela cidade e achei uma feirinha, com livros. passei horas olhando só que a abobada já tinha caminhado a cidade inteira, o que significa que o carro estava longe de onde eu estava. entre todos aqueles livros achei preciosidades, mas de todos eu só me lembro de ver os livros do Bukowski. escondi os livros pra que ninguém resolvesse comprá-los enquanto eu me ausentasse (sou dessas) e saí correndo pegar dinheiro no carro.

acho que já tinha corrido umas 5 quadras quando me lembrei que não sabia onde estava o carro, encontrei meu tio, Miguel. eu era pra vir com eles, com a minha tia e a minha prima mas ela não quis me convidar então eu vim sozinha (o que na verdade pode ter sido até um alívio pois nunca teria achado minhas preciosidades). mas agora eu estava esperando eles ao invés de ir comprar os meus livros. me pareceu uma coisa incabível, estava desesperada. expliquei a ele que precisava ir pro carro porque estava sem dinheiro, com fome e já estava ficando noite então eu precisava levar o carro pra mais perto. ele achou plausível, eu me lembrei onde ele estava e combinamos de nos encontrar na feirinha pra jantar.

quando eu já estava dentro da feirinha (apinhada de gente que não me deixava chegar no meu objetivo) vi que eles (minha família) estavam lá nos livros. quando cheguei mais perto vi que meu tio estava com as mãos no exemplar do Bukoswki que eu tanto queria. arranquei-o da mão dele e foi quando minha mãe apareceu atrás de mim pedindo pra mim me desculpar.

provavelmente eu não consegui comprar o livro, ou nenhum dos livros. acordei antes.

moral da história: sempre saia com dinheiro quando estiver sozinha porque se tu for uma pessoa que nem eu vais acabar em uma livraria e aí sim se tu estiver sem dinheiro (ou sem dinheiro suficiente) vais achar o livro que tu tanto querias.

6 de jun. de 2011

uma pilha de esquecimentos

hoje eu tinha, pelo menos, uns 3 bons assuntos pra postar mas não os escrevi em seguida que pensei, logo os perdi. infelizmente isso ocorre mais do que o esperado.
agora esse post virou isso aí e eu sei que eu posso estar me perdendo com o tempo e perdendo o objetivo com isto aqui mas eu sei que a vida tá agitada e parar pra me lamentar aqui virou perda de um tempo importantíssimo pra me preparar pra vida pós-ensino médio que me aguarda.
prometo que da próxima vez eu anoto em algum papel e tento recriar minhas obras-primas imaginárias quando por as mãos em algum computador.

9 de mai. de 2011

as noites frias e os dias corridos...

agora eu tô escutando a música que tu sempre me xingava quando eu escutava. 'pára de sofrer menina!' já posso te escutar falando. uma entre várias músicas que os dois gostavamos mas que em determinados momentos só fazem sofrer. pelo menos era isso que tu achavas, eu não sofria, só às vezes, nos momentos em que música nenhuma vai te fazer parar de sofrer. odeio que me chamem de menina mas saído da tua boca tem uma sonoridade diferente e até passável. de todas as vezes que tu me mandou parar de escutá-la eu nunca obedeci.

só tava me lembrando. percebendo o vazio da minha noite e a esperança que ainda sobrevive.
mesmo que eu tenha conseguido me desvincular de todos teus meios eletrônicos, em algumas vezes eu te procuro na lista de contatos, mesmo sabendo que tu não vais estar lá. não que eu fosse te chamar. só pra ver a foto. lembrar de quando eu chamava. e só. fechar a lista de contatos e seguir com o que eu estava fazendo. essa esperança de que um dia volte ao normal e que tenhamos a mesma empolgação que tivemos a quase um ano atrás. ainda digo que te conhecer valeu muito a pena.

algumas poucas noites me convenço de que tudo que eu gostaria que voltasse não vai voltar, afinal não é só contigo que as coisas estão desmoronando e mudando. talvez eu sinta essa falta porque eu to vendo que tá tudo errado e indo por um caminho que eu não gostaria que fosse. sinto falta de ter alguma coisa certa no fim do dia, alguma coisa com que sonhar. nesses dias me pergunto se sou só eu que sente toda essa falta, se tu passou por esse estágio de quase enlouquecer, querer detalhes, saber por onde eu ando e tudo mais. mas é óbvio que não. nesse sentido somos muito diferentes e eu chego a conclusão que eu não sei qual é a tua atitude quando tu estás sozinho.

eu não sei o que continua acontecendo com a gente, só quero que o tempo passe rápido porque eu te quero sim na minha vida, mas não comigo sentindo tudo isso. ainda.

'E eu sei muito bem da tristeza que dá
A gente compra, troca, finge, mas jamais quer ficar
E olha pra quem nos quer, como quem já não quer mais
E tudo que a gente quer é ser deixado em paz

E a noite vem, pra tirar de nós
Lágrimas dos olhos e o brilho da voz
De tanto gritar, até a garganta sangrar
A gente fecha os ouvidos pra voz que não quer calar
(E ela diz:)

Eu preciso, você também
Todo mundo precisa de alguém (2X)

E a noite vem, pra escurecer o meu ar
E emudecer as palavras, Que eu queria tanto falar'
Canção da Noite (todo mundo precisa de alguém) - Fresno

1 de abr. de 2011

ela?

- até quando vai isso tudo? - reclamou ela, olhando para os céus. cheia de livros na mão, uma mochila quase caindo do ombro direito, olheiras fundas, sem maquiagem. foi como deu para vir pra faculdade. ela havia madrugado digitando aquele maldito trabalho de uma matéria completamente inútil mas que ainda possuia avaliação.

as coisas não eram as melhores, em lugar nenhum. montes e montes de matéria a ser estudada, cadernos com anotações enormes e muitas perguntas sem resposta. a resposta ela procurava em vão nos livros que carregava de um lado para o outro e que nada respondiam.

o celular tocou. estava em algum lugar de baixo daquele emaranhado de cadernos, livros, papéis amassados importantes, comida e até quem sabe alguma maquiagem, a qual ela não achou antes de sair de casa.

- fala.
- oi, não sei se eu estou ligando numa hora boa mas... precisava falar contigo.
aquela voz era conhecida. a amoleceu e ela parou, no meio do caminho, esquecendo que estava atrasada para a aula.
- fala.
- precisava te ver.
- não vai dar, to cheia de coisa pra fazer. não podes falar por aqui mesmo?
- então deixa, quando tu acabar todos esses exercícios tu me liga.
e desligou, desapontado.

essa conversa mudou sua vida mais do que ela imaginava, ela perdeu de casar, ter filhos e ser bem sucedida. ela perdeu noites chorando em vão. não haviam mais noites bem dormidas, ou ela chorava ou escrevia monografias, dissertações, artigos e teses regadas a café. sozinha. em seu apartamento luxuoso no exterior. que ela não dividia com mais ninguém, nem amigos.
ela perdeu a chance da sua vida e hoje se arrepende.

10 de mar. de 2011

eu pensei em você

hoje eu vi um filme que eu me identifiquei muito. meio bobo e fora da casinha mas que aliviou o que eu sentia. cinco evas e um adão.

aquela velha história de abandonar tudo, focar-se no trabalho, conhecer um cara fantástico, se apaixonar e acabar tudo bem. romanticismo não característico meu. acontece que eu me peguei observando o jeito da guria quando conversava com o cara, as caras que ela fazia e o assunto que conversavam e mesmo não tendo nada a ver com a minha rotina eu me identifiquei. veio aquela sensação de déjà vu.

no filme, as voltas nas vidas dos dois durou menos de duas horas, na minha tenho certeza de que vai durar muito mais, isso se é que volte ao ponto que eu gostaria. mas eu não sei mais se estou preparada pro que quero.
é importante dizer 'não' mas é mais importante ainda escutá-lo. sofrer pelo 'não' e perceber as consequencias do mesmo. é importante entregar-se sem parar pra pensar. é bom dar um tempo.

segunda-feira é o grande dia, tudo depende disso. se tudo der certo estarei aqui novamente, com uma semana inteira livre, se der errado... bom, dará. o importante é que eu me entreguei, eu me identifiquei e eu estou aqui dizendo que eu compreendo. compreendo o que se passou desde o dia 21 de fevereiro até hj. não é a coisa mais feliz do mundo mas encaminha-se.

se segue o rumo da sua própria vida, inicialmente com aqueles tapa-olhos de cavalo (seja lá qual for o nome) e a medida que nós vamos crescendo aquela área de visada aumenta, até que conseguimos enxergar o todo e compreendê-lo. só assim sabemos o verdadeiro valor de já ter enxergado a mínima área.


acho que viajei um pouco mas era isso.

23 de dez. de 2010

as pessoas tem o que merecem.

não sei porque sinto isso, essa insatisfação que não é bem uma insatisfação, é mais uma desesperança, se é que isso existe. poxa, é natal, tecnicamente a época mais feliz e efusiva do ano, quando se junta com o ano novo. meu aniversário ou o que quer que seja.

pois então, é sobre isso mesmo, dezembro. tantas coisas acontecendo e acelerando tudo para que as férias passem vazias e rápidas, resultando em mais um ano devagar, entediante e cansado. ano que vem será complicado, bastante complicado.

esses fins de ano me lembram da felicidade alheia que eu não possuo, e que talvez eu não queira possuir, só para poder ainda ter do que me lamentar, ter autodesprezo, para variar as coisas um pouco.

é só que eu penso que tudo mudou de uma forma tão bruta, desnecessária inclusive. eu já vi coisas que preferia não ter visto, senti e conheci pessoas que fazem parte da minha antiga vida mas, pera aí, eu continuo tendo uma vida só, isso não muda. eu lembro do que as pessoas fizeram pra mim, lembro o quão idiota eu fui e eu acho que melhorei mas pra isso precisei me livrar do amor que sentia por todo mundo. não é amor do tipo eu te amo como bom dia mas simpatia, achar que existe o bom dentro de cada um porque isso é só papo para o natal e não para o ano inteiro. cansei.

se eu me senti assim apenas por um sonho que eu não faço a mínima idéia do que houve, então é melhor parar de procurar o resquício de memória que sobrou. afinal a única coisa que eu consigo me lembrar ainda é que faz um ano inteiro desde que eu me toquei de várias coisas, um ano e um mês, 13 meses dos quais 11 e talvez até os próprios 13 e quase 14 eu me senti enganada. não, não eu não vou esquecer o porque eu deixei tudo ir, eu já esqueci e passei por isso mas a ferida continua aberta e sangrando, as pessoas só não vêem o sangue porque esse sangue já bombeia para outro lugar, infelizmente para longe de mim.

sim, me marcou, me chocou, acabou comigo mas principalmente nesse natal eu me lembro daquelas palavras bêbadas em uma madrugada qualquer me falando que fui eu quem estraguei tudo e que as coisas não poderiam ser consertadas, mesmo conosco podendo tentar novamente. eu só precisava falar que sim.


ainda bem que não falei que sim, as pessoas tem o que merecem, nisso eu acredito.

17 de dez. de 2010

eu estava pensando...


falei com alguns amigos que fazia horas que não falava e eles me perguntaram da mais nova (ok, não tão nova assim mas que pra eles é nova) pessoa na minha vida. ok, respondi, encantada, e eles me escutaram pacientemente, como sempre. me tremeram de apaixonadinha, logo eu e tudo o mais como todos meu amigos fizeram comigo (juro que não sei o motivo). foi aí que um tocou no assunto, afirmou, uma coisa que para os outros, seria a coisa mais normal do mundo quando se vive um romance a longa distância, a presença da web cam. neguei. ele (assim como todos) se surpreendeu.

ok, não foi nada demais mas me fez pensar que, pra mim é uma coisa tão boa mas que me machuca tanto que eu nem cogitei a hipótese de machucar tanto a ele também. somos tão parecidos que eu subentendo que perguntei a ele e tomo o controle da situação.

nossa, eu amo ver ele, ali, na minha frente, tão perto e tão longe ao mesmo tempo mas é exatamente esse o ponto. ver, realmente, é bom porque me lembra dos momentos que passamos juntos mas também me lembra que não tenho próxima data para vê-lo. me lembra que assim como todos casais que se ligam a hora que querem, que fogem de casa para se ver, que moram a quadras de distância, enquanto eu moro a 650km.

a sensação de observá-lo é única, me faz relembrar todos os traços mas me faz dormir com uma sensação de impossibilidade, com uma tristeza de não conseguir fazer nada a respeito que me deixa assim por dias. por isso não nos vemos todos os dias. desculpa.

6 de dez. de 2010

tiempo al tiempo

- eu só queria saber porque não consigo escrever como antes.
- mas tu ainda estás escrevendo, igualzinho ao 'antes'.
- não estou não.
- mentalmente, está. publicar ou não é a diferença.
- e isso quer dizer o que?
pausa.
- quer dizer que... agora tens mais coisas para esconder.
- mas é claro que não, que retardadisse.
- não? antes tu fazias tudo que tu querias, mais espontânea impossível.
- e ?
- que guria burra ein! e agora tens medo, caisse na real que as coisas acontecem sim contigo.
- isso deveria ser uma coisa boa.
- e é, espera mais um tempo.

4 de nov. de 2010

verdades não ditas


- e as minhas sugestões de textos?
- aah... eu gostei mas tu sabes, são românticos demais pra mim.
- a tá.

'quem sabe eu precise ler sobre o romance para aprender como se faz, aprender o que se fala e quando se fala. preciso aprender para não decepcionar os outros. onde já se viu alguém que não saiba romancear tudo? é instrínseco...




ou deveria ser.'

16 de out. de 2010

mulheres iludidas ?

agora eu entendi, as pessoas podem falar as meias verdades ou podem esclarecer tudo, o que as difere é a interpretação dos outros e, pra mim, agora tudo faz sentido. as pessoas não me mentiram, a verdade está lá e nós duas não a entendemos. não tenho mais peso na consciência.

9 de set. de 2010

truth


26 de ago. de 2010

afinal, tudo isso se chama viver


tente não se importar tanto.
tente sorrir.
só tente.
aproveite.

30 de jun. de 2010

something in the way

eu sinto que existe alguma coisa no meio, no meio termo perdido no vácuo.
pausas não são boas e provavelmente também não farão sentido nestas linhas mal escritas e sonâmbulas. afinal todo o resto já se dissipou e está perdido pelo caminho, o caminho que eu marquei para chegar até aqui e procurei deixar migalhas para não me perder, caso não gostar, poder voltar ao ponto inicial. são jogos de tabuleiro em que o dado seleciona os passos que darás e que serão dados pelos outros ao teu redor, às vezes está ao teu favor e na maioria das vezes contra ti, por isso que nos perdemos no caminho.
eu procurei não parar, não pausar o dado e mantê-lo sempre girando e caindo de alturas cada vez maiores, assim ele é castigado e eu não páro de vez porque, meu deus, eu quero parar, eu preciso esquecer das migalhas e tomar a direção oposta.

peixes são legais e desdentados talvez. velhos são legais e desdentados talvez.

com certeza há algo no caminho, e quem sabe algo que já está programado para estar lá, e não é necessário eu me estender aqui até porque isso também está programado. isso não fará sentido mas quem o faz? mas lembre-se: há alguma coisa perdida pelo caminho e não serás cruxificado por voltar atrás ou ir na direção contraria sem pódio de chegada ou beijos de namorada, afinal somos apenas mais uns caras!

29 de mai. de 2010

cotidiano inútil

esse sábado mais ou menos em que eu me propus ler as cinqüenta páginas de Misto-Quente no completo escuro eu tenho certeza que não foi um sábado desperdiçado. essa melancolia e esse vazio não são prejudiciais, ao contrário. eu juro que se eu não tivesse um relatório a ser feito eu passava o dia todo longe do computador.

e eu acho que no fim é isso que todos precisamos: um dia na companhia de um livro apenas. eu tenho a impressão de que já não sabemos viver sem comodidades e atrofiamos vários órgãos por culpa delas. é triste falar isso mas eu mesma me enquadro nessa condição. se eu utilizasse as duas horas mínimas em que gasto apenas checando os sites dos quais participo (blogs, jogos online, twitter, formspring, orkut, msn e por aí vai) eu lia todos os livros que ocupam o espaço dos não-lidos na minha gaveta de cabeceira, passaria em todas as matérias e não ficaria por décimos como sempre fico, daria mais atenção aos meus familiares. esse problema atinge a maior parte da população, majoritariamente os adolescentes o que acaba sendo mais preocupante ainda pois torna-se um comportamento normal e com certeza eles levarão isso para a vida toda. por Deus, eu tenho várias matérias onde meu caderno tornou-se virtual, eu já não entrego trabalhos impressos, e sim os mando para o e-mail do professor. são mudanças, sim, e benéficas, mas precisamos impor limites, precisamos pensar até onde isso se tornou normal e até onde estrapolou.

hoje, um dia escuro, chuvoso e sozinho, tornou-se mil vezes mais produtivo do que uma terça-feira repleta de aulas e de pessoas. voltei para esse meu infortúnio apenas por causa de um relatório que, infelizmente, não se fará sozinho e por um motivo nobre: torcer pelo meu tricolor imortal.

reflitam.

28 de abr. de 2010

sente, escreva e não pense

essa história de sempre reclamar e se contradizer já me encheu o saco. veja bem, é só sentar e escrever. não é preciso nenhuma inspiração ou motivação criativa demais para que as coisas dêem certo, é só reclamar da vida, o que nós seres humanos pensantes fazemos muito. na verdade a intenção do blog era simplesmente ajudar a refletir mas eu ganhei leitores! incrivelmente eu ganhei leitores pensantes e isso é uma coisa que me deixa muito feliz. além de insegura. eu criei um compromisso para comigo mesma, criei um experimento que ganhou vida.

eu nunca contei isso a ninguém mas quando eu comecei ler Harry Potter (lá pelos 10 anos, tri piá) eu sonhava em ser escritora. queria transmitir a todo mundo algum significado, mesmo que fictício queria escrever bem e que me entendessem. com certeza não obtive muito sucesso, só manias. todos meus inícios de textos estão sempre centralizados, todos formatados corretamente, preciso de música para as coisas fluirem e janelinhas do msn piscantes me irritam profundamente porque eu sou obrigada a lê-las e muitas vezes interrompo momentos de pura criatividade e tempestade de idéias.

acho que é meio óbvio que não me tornarei uma escritora, muito menos de sucesso mas vejamos, eu tenho um blog. é quase que uma das metas de todas mulheres na vida inteira: plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. eu tenho 16 anos então eu acho que comecei bem já embora não acredite muito nisso.

falando em ter filhos já que eu não serei escritora não faço a mínima idéia do que serei quando crescer. levando em consideração o fato de ano que vem vou prestar vestibular, o ato de crescer não se encontra tão longe assim, mas mesmo tendo plena consciência disso eu continuo sem saber que área atuar. escrever é hobbie, faço quando me aposentar ou tirar férias longas. gostei dessa coisa de blog. engenharias talvez, física ... não sei não sei.

o fato é: não existe fato. o mundo é governado por pessoas que, em sua maioria, não sabem se estão trabalhando na área em que gostam ou que são mais aptos, não gostam do que fazem e eu não quero ser assim. a outra pequena parte da população gosta porque descobriu em si uma vocação. é quase o que a minha vó diz: 'pra ser padre e médico tem que ter vocação'. claro que uma puta pitada de sorte têm que ser adicionada a esse pensamento porque pra mim não adianta apenas estar fazendo algo que tu goste, tem que ser bem feito e ser reconhecido pelo menos pelo chefe e com mais de 6 bilhões de pessoas no mundo fica meio (totalmente) complicado chamar um pouco da atenção para o teu trabalho.

eu já me perdi, não sei porque comecei simplesmente a digitar e deu no que deu. gostei disso, to de saco cheio disso tudo e chegasse a conclusão que tem que se estudar muito e trabalhar muito forte pra conseguir alguma coisa nessa vida.
até um dia qualquer que eu esteja menos.... desse jeito (:

25 de abr. de 2010

tanto faz mesmo

agora a única solução que eu encontro é me afastar cada vez mais. há um tempinho atrás devido a alguns fatos eu decidi tentar me aproximar deles de uma forma que eu nunca me aproximei e tomei isso como meta, fazer algo diferente. não mais.
eu vejo que não tenho saúde emocional para permitir que eles me conheçam e que eu os conheça. é nóia demais pra mim e não posso e nem quero me envolver com isso ainda mais agora num momento tão tardio da minha vida. eu sei que esta não foi a primeira vez que eu tentei me aproximar (não digo reaproximar porque acho que nunca fui próxima deles, eu me lembro desde criança de me frustrar porque brigávamos todo dia).
as coisas foram só piorando entre nós e eu não faço a mínima questão de que eles confiem em mim. é, meus pais não confiam em mim agora cortarei meus pulsos. sério eu não conheço outro jeito de viver e eu tenho plena consciência de que as coisas seriam bem mais fáceis se o contrário ocorresse mas eu já me adaptei. eu confio em mim e mais ninguém. eu não tenho mais vergonha de passar vergonha, eu já adotei uma válvula de escape para todas as vezes que brigamos (o que andou diminuindo agora porque eu nem em casa fico mais, só durmo, mas que em alguns tempos passava de três por dia). eles não me afetam mais, são raras as vezes que sinto pena, são raras as vezes que fico com remorso de ter falado algumas coisas (não falo) ou ter feito.
as vezes eu invejo algumas famílias como a de uma amiga minha porque ela conta TUDO para a mãe dela e a mãe dela não julga, aceita na boa, critica o que tem que ser criticado mas no final acaba tudo sempre bem e aqui em casa não é nada disso. se eu tiver um filho um dia eu definitivamente não farei o que meus pais fizeram porque no final das contas quem se afastou deles foi eu mas eu me afastei porque eu quis. talvez eu me tornasse uma pessoa mais estável se tivesse sido criada como a minha amiga.
enquanto todos sonham em estar casados, ter vários filhos, criar os netos e rezam para morrer só após verem os bisnetos eu sonho em obter sucesso financeiro, ter a minha casa e alguns amigos legais. não me imagino vivendo após os 40. mesmo. o mais bizarro de tudo é que quando eu sonho com o meu futuro não incluo meus pais nele. parece que crescer pra mim é me livrar deles.
eu não acho que todo apoio que eles me dão, o que eles já passaram pra mim estar aonde eu estou é desmerecido, eu valorizo tudo isso que eles fizeram pra mim e sei que eles me amam mas eu simplesmente não quero que eles continuem a mandar em mim mesmo quando eu sair de casa (o que, pelo visto, será cedo).
de gente louca já basta eu. ou talvez só eu que seja a louca da família.
enquanto as minhas amigas contam fatos importantes pras mães delas eu só conto minhas notas. eu já tenho padronizado tudo o que falo pra ela, já sei o que falar, ou melhor não falar, quando ela briga comigo. é sempre assim: ela chega, fala fala fala eu olho pra ela com uma cara de 'ta, to te escutando mas quero que tu acabe logo', ela me pergunta um monte de coisa, eu não respondo ou enrolo, ela sai emputecida e eu volto as minhas atividades normais.

é triste mas é o que eu encaro. cansei dessa mesmice e cada vez mais fico feliz por ter milhões de coisas do cti para fazer. pelo menos assim não preciso falar com ninguém (leia-se ninguém da minha família).

22 de abr. de 2010

pura lascívia

Querido R.

não gostaria de ser eu a te dizer que tu fostes apenas mais um a passar pela minha cama. não foram muitos mas te digo que fostes o primeiro a passar apenas uma vez.
quando acordei já estavas na cozinha, puxando assunto e animado e eu não gostei disso. queria acordar contigo ainda do meu lado, dormindo. toda aquela energia me consumiu logo de manhã e me senti fraca a ponto de querer dormir de novo. eu não senti nada demais.
eu juro que queria ter sentido alguma coisa a mais quando minhas mãos involuntariamente percorriam teu corpo em uma madrugada gelada, mas eu não senti mais nada do que puro prazer e desejo. com certeza eu não estou aqui para me explicar ou para bolar uma desculpa qualquer para te deixar desanimado ou triste, estou aqui porque foi significantemente insignificante.
tudo o que havíamos conversado tinha me feito pensar que poderias te tornar alguém importante só que aí é que está o meu erro, eu sempre penso isso. foi um erro meu ter te dado corda o suficiente para te enforcares na minha cama e o pior de tudo é que eu não podia simplesmente jogar teu corpo na sarjeta quando me vi cansada de ti.
talvez esteja até supervalorizando uma noite apenas entretanto queria resposta às minhas perguntas e quem sabe tu poderia ser alguma delas?! por isso te escrevo essas tolas palavras tentando inutilmente entender e explicar o que aquilo foi exatamente e porque me deixou tão desolada ao invés de me contagiar.

me esqueça. por favor.

14 de abr. de 2010

ah minha linda porto alegre *-*

eu gostaria de saber o que acontece quando nós não aturamos nós mesmos. eu queria que me dissessem o que eu faço agora já que não tenho ninguém e percebo que nunca tive, já que uma das únicas relações suficientes que eu tive também foram 'inventadas'.
eu minto, minto, minto... minto pra mim mesma e acredito tanto na mentira que até pra mim ela torna-se uma verdade. queria voltar pra porto naquele dia. ando pensando muito naquele dia. até demais. penso em que fim se deu aquele cara lindo e gentil que discutiu sobre Allan Kardec e Shakespeare comigo caminhando por entre as calçadas da Borges de Medeiros. foi uma noite maravilhosa, útil em sua presença.
agora ando querendo voltar pra porto mas para ver outras pessoas, pessoas que eu não conheço desta vez. quero conhecê-las. já faz tempo que eu não tenho que me virar sozinha. já faz tempo que eu não tenho preocupações na cabeça e que eu não penso na minha vida em Rio Grande.
tenho que dizer que se um dia eu puder te conhecer já bastaria por pelo menos uma semana. queria conversar, tomar uma Heineken novamente em um boteco de canto de rua em poa e fingir estar filosofando sem nenhuma pretenção.
cansei dessa história de estar sempre precisando ficar com alguém, cansei dessa futilidade de números (mesmo nunca tendo prestado muito atenção nisso), cansei de ter que pegar o mais bonitinho ou nao poder falar algo que eu quis. nunca dei bola pra isso e eu tenho certeza que seria esse meu aspecto que poderia te chamar atenção.
é só mais uma idéia que vai ficar por aqui. é só mais um desejo que eu transformei em palavra escrita mas poderia ter sentido. poderia.
nas férias de inverno eu quero ir num fest em porto, de preferencia que tu toques e que eu me misture ao bando de emos gaúchas histéricas tuas fãs. e quero ir com o senora. talvez o seco vá junto. se a mininha dele de fortaleza ou qualquer coisa do gênero deixar. piadinha.

já me perdi, mas isso não passa de alguns vários pensamentos sem cafeína (acabou de novo o café desta casa o que me faz pensar seriamente em me mudar ¬¬) que eu tento transformá-los em sonho após uma noite mal dormida e várias contas matemáticas não tão complexas assim.


'Ostenta ser feliz
Tudo que sempre quis
Mas melhor se cuidar
Com toda a tristeza que eu posso levar'