4 de out. de 2014

So have you got the guts?

eu sinto necessidade de escrever mas não sei ao certo sobre o quê. sinto necessidade de me controlar mas não sei que sentimentos devo ter porque não sei para onde quero ir.
hoje é sábado e semana passada eu nem podia imaginar tudo que aconteceu nessa semana, assim como tenho certeza de que sábado que vem também não acreditarei que mais uma semana se passou. e a semana que vem será complicada e exigirá muito foco.
acho que já cansei de saber o que sinto, já que sinto tudo junto. nos últimos dias creio que esteja só vivendo e esperando ser surpreendida pela vida. e foi exatamente o que tinha dito que não queria fazer porque achava que não seria satisfatório. tudo mudou e hoje já penso ser uma coisa boa, mas que desvia de todo objetivo que estava me impondo. o que me faz questionar: porque se impor?
agora me sinto sozinha e sem vontades. sem força para ir dormir e sem força para ir trabalhar. volto, então, à mesma sensação de antes, querer e não poder.
do lado existe um almaço todo rabiscado, o LibreOffice aberto, o Arctic Monkeys já no final e a Polar no freezer. o celular não toca e nem faz barulhos. o vento, silenciou.
quem sabe seja isso que esteja me incomodando: o silêncio. meu, dos outros e do vento.
porque me impus o silêncio? será que eu realmente cansei de falar? não sei se porque não falo mais, meu nível de audição aumentou. a sede, com certeza aumentou.
hoje senti como se nada tivesse mudado e esse sentimento tem sido recorrente. lembrei de quinta e pensei que tudo ficaria bem. com o tempo.
não sei se tenho todo esse tempo. nem imagino quanto tempo meu silêncio e muito menos o quanto essa sensação de pseudo calma irão durar.
o que eu sei é que são onze horas de um sábado a noite e tudo que eu mais quero é terminar os slides, que eu nem comecei.
aja Polar.

'Cause there's this tune I've found
That makes me think of you somehow
And I play it on repeat
Until I fall asleep(Do I Wanna Know - Arctic Monkeys)

11 de set. de 2014

ainda rende muita história

por mais idiota que seja o papel que eu posso estar assumindo: eu acredito em ti.
sempre escolho acreditar porque sei que quem mantém o relacionamento são duas pessoas, e só. no momento só o que importa é a dor que sinto e senti.
também tento explicar toda confusão... minha, tua e de nós dois. se algo está sendo forçado, com certeza foi essa briga.

só tento e tento e me sinto cada vez mais fraca. esta não sou eu.
vejo a intimidade e o costume falarem mais alto, por mais que tentemos esconder, elas vivem escapando.

não estou pronta para largar. teimosa. eu sei. agora a questão não é mais sobre desejo, é sobre intimidade. caminhamos até aqui para jogar tudo pro alto? todo conhecimento que tenho tido sobre ti tem me desesperado porque não sei como tu chegou até aqui desta forma. e mais uma vez, tu afasta todo mundo... será que afastar todos é realmente viver? será que tu acredita que isso é normal? assim, ninguém se preocupando? será que essa é a melhor forma de executar as coisas? é sempre difícil sair da zona de conforto e atualmente te vejo estagnado. 

eu me importo! eu acho que não é normal! eu já tive essa escolha, me iludi achando que me ajudaria sozinha e vi que não deu certo. por enquanto quero me manter por perto. por enquanto quero me manter sã e tentar conversar sobre uma mudança de planos.


7 de set. de 2014

espero que um dia...

tenho lembrado de uns 3 meses atrás quando em um dia ensolarado resolvi exteriorizar uma mudança que já vinha internalizando muito. controle. especificamente, auto-controle.
durante o início desse ano me vi totalmente descontrolada, tentando mudar e não sabendo para onde. e foi perigoso. entrei numa série de relacionamentos que confrontavam a velha Carolina com a pseudo-nova Carolina e, obviamente, não deram certo. entretanto as mudanças foram satisfatórias e, em outro dia de sol, conheci três pessoas que me jogaram na cara que o auto controle, que eu imaginava ter, ainda estava bem longe de ser o ideal.

eu acho muito enlouquecedor ficar toda hora me cuidando e analisando. ainda luto com meu ímpeto quase auto destruidor e empático e sei que nem tudo que faço foi a melhor opção aliada à melhor execução. mas é isso, a vida é feita de tentativas e acertos e quando se muda o método, depois de tê-lo seguido por muito tempo, nada mais normal que errar nas primeiras vezes.

o que penso pra minha vida agora se resume ainda nesta união entre os dois jeitos e cada vez que tento estabelecer metas, volto a ler um capítulo sobre radiação eletromagnética. eu ainda não descobri o que quero.
ontem escrevi algumas coisas bem profundas, exteriorizei o que penso ser uma injustiça porque fui julgada como a Carolina antiga quando, na verdade, quero ajuda para montar a nova Carolina. saber que ainda se erra muito e que, para mim as coisas estão bem mudadas no interior mas não conseguir mostrar tudo, gera muita frustração. ainda mais quando sei que preciso de tempo.

ah, o tempo. nunca soube lidar com ele. sempre soube que deveria esperar as coisas acontecerem sozinhas mas quase nunca tinha paciência para deixar que acontecessem e, na maioria das vezes forçava e cagadas aconteciam. hoje eu sei que estou forçando, mas apenas porque julgo que meu oposto (o auge do auto controle) necessita disso porque, este sim, tem muita paciência!

não quero ser entendida mal. eu perdoo e entendo. quero acolher mas também quero ser acolhida. quero que vejam as minhas tentativas e se lembrem de quando viram a necessidade de mudar o modus operandi.
quero acalmar meu coração que vem durante anos aguentando muitas crises de ansiedade e tristezas.
tudo que falei ontem passou por muito pensamento e hoje me sinto calma. quem sabe eu descubra paciência para esperar tudo que é necessário e sabedoria para lidar com as respostas para as minhas perguntas.

6 de set. de 2014

pra gente se inventar de novo, e o mundo vai nascer de novo

e aqui em todo esse tempo livre, que eu reclamava não ter, cá estou.
falta vontade.
se me perguntassem segunda-feira, diria que tinha mil ideias pra esse sábado, uma mais demorada que a outra. e vontade transbordava.
porque estava sol, um leve vento, a grama estava verde, os amigos bem e perto e as aulas super interessantes. porque tudo estava encaixado ou no processo de.

o sábado está nublado e chuvoso e o sofá parece continuar sendo uma ótima opção. os planos foram por água abaixo e a ansiedade volta com tudo.
tomei a decisão de esperar... esperar o tempo passar, esperar quem sabe uma troca de ideia, uma conversa, uma vontade, uma notícia ou apenas o sol voltar.

3 de set. de 2014

everlasting light

Não sei porque tenho a impressão de que sempre existe alguma coisa a ser conversada. Quando sentamos para conversar sinto que não se fala tudo. Não sei se tu achas que não estou pronta pra escutar o que tens pra me falar, daí as coisas vão ficando pra outro dia e outro momento... que nunca chega.
Passar pelas coisas boas é fácil e não foi pra isso que me inscrevi.

Preciso saber se tu estás disposto a encarar tudo isso, assim como eu já me mostrei. Não sei como me expressar sem que soe como cobrança, porque não é essa a intenção. Sei que me encontro em desvantagem mas não é esse o problema. Acho que o problema é que eu não acredito que tu estejas pronto para (ou pior, queira) encarar a mudança de rotina e revisar as prioridades.

A vida muda sempre e a cada dia é necessário pesar as prioridades e objetivos. Atualmente tenho revisado os meus e me surpreendi no último sábado com uma verdade tão na cara que pareceu até bobagem que ela me surpreendeu: tudo acaba e, quando acabar... não vai ser fácil e principalmente, vai ser uma experiência totalmente nova pra mim.

E então segunda eu já imaginei acabar. Não que seja um desejo... longe disso... deu até medo e uma vontade incontrolável de fazer esta possibilidade desaparecer. Mas a realidade de não conseguir conversar e me parecer ter esse bloco entre nós me fez perceber que não está tão lindo assim e que as dúvidas sobre se valia ou não a pena estão cobrando seu preço porque a resposta foi que sim, valia à pena. Me esforço mas não consigo compreender totalmente e isso tem me frustrado mais que os problemas do estágio. Perceber que não sei nem metade do que achei que sabia me atormenta.

O problema inicial pode ter sido idiota mas esconde questões bem mais complexas e que precisam ser conversadas. Compreendo toda paciência e até a impaciência agora mas também compreendo que uma conversa é importante.

***


Percebi muita ingenuidade e inconsistência.

Agora eu que te falo: não vai dar certo. Já passei por isso e afirmo: a tendência é o afastamento.

Por mais que não tivesse contando com esse resultado, ele estava na minha cabeça. Por que é sempre assim e eu talvez esteja pegando a prática, quando eu acho que está tudo lindo e começo a agradecer pelas oportunidades, o vento não parece tão frio, os passarinhos cantam... dá errado. Até comer bolacha consegue dar errado!

Tudo bem, eu sei que não vou morrer e que a vida continua, mas nunca consegue continuar do jeito que quero. Te digo: não vai dar certo essa historia de continuar tendo que lidar um com o outro. A gente já tinha escolhido que valia à pena e, do nada, não vale mais! Não interessa se somos diferentes. Na verdade, não interessa nem se fôssemos iguais, eu ia continuar encontrando defeitos e sim, ficando com raiva. Por que é assim que eu estou... com raiva de ter que passar por isso depois de já ter passado "dois meses maravilhosos".

Acredito que seja imaturidade mas ok, um dia nós chegamos lá, cada um com suas dificuldades. Eu? Certamente vou continuar me entregando e sentindo tudo que há para sentir.
A única coisa que eu queria era mostrar a tua falta de coragem... em um relacionamento em que tudo está bonito ainda, não existe distinção entre o caminho certo e o fácil! O caminho certo sempre é fazer o que te faz bem pelo intervalo de tempo que te faz bem. Convenhamos, no final sempre pára de dar certo, mas não necessariamente começa a dar errado, às vezes só para. 
Agora, tenho certeza que nenhum dos dois está bem.

Quero muito que tu te lembre e sempre pense naquela vez que tu não teve coragem de viver momentos bons com medo de um futuro ruim que sempre pode chegar, sozinho ou acompanhado.

8 de ago. de 2014

caráter

Tô tendo uma angústia aqui dentro e acho que ela ta me desconcentrando.
Tô lendo um livro, O Homem Sem Grana, que está me fazendo pensar e analisar a minha forma de viver. Nasci na classe média baixa e vi meus pais batalharem para me proporcionar o que eles acham essencial. Estudei o ensino fundamental todo em colégio particular, paguei um curso preparatório e passei num teste de seleção para um instituto federal para fazer o ensino médio e agora estou numa faculdade federal. 
Sempre vi muita gente querendo a roupa de marca, o celular da moda, o cabelo liso e a mente vazia. Eu até tive momentos em que quis tudo isso e agradeço meus pais por não terem me dado tudo que quis. O pouco que eu pedia e me era concedido, não me satisfazia como parecia satisfazer as outras pessoas, então, parei de pedir.

Hoje venho me distanciando cada vez mais da pregação que considero ser o capitalismo e, à medida que vou descobrindo uma forma nova de viver, tentando fugir de grandes corporações e movimentos de massa, vou me afastando das pessoas que tem um pensamento contrário ao meu ou que só nunca pensaram nisso.
Não é que eu seja chata e queira catequizar todo mundo, simplesmente notei que existe um perfil comportamental atrelado ao capitalismo. Aquela pessoa egoísta e mimada não serve como amizade. Quem não olha para os lados ou para trás não merece ir para frente. Só analisando a história de cada um e das pessoas ao redor é que se evolui.

Dinheiro não é nada. Dinheiro é invenção humana, não valor. Empatia, humildade e positivismo é que me alimentam.
Sei que tenho que lidar e tolerar as pessoas que pensam diferente de mim (e essa é uma das belezas da vida) mas no momento a mudança interna têm sido tão drástica que está difícil. É difícil perdoar o esquecimento de quem só pede e não troca. Não quero relações que me suguem e, no momento, me sinto sugada. Sinto que só sirvo para momentos de desespero e desânimo, como se não valesse à pena compartilhar alegrias e cervejas. Não. Não será assim.
Mais uma vez me decepciono e com certeza haverão outras. Achei durante muito tempo que esperar o melhor das pessoas e acreditar em todos e principalmente em seu potencial, era um defeito. Hoje vejo que não se importar com os outros é que é um defeito pior e desse, quero passar longe.

27 de jul. de 2014

no quarter

A verdade é que eu estou tendo um ataque de pânico. Não tenho dormido direito mais... sempre tenho pesadelos terríveis e, se não acordo no meio da madrugada chorando, acordo extremamente cansada e triste antes do horário previsto.
As preocupações são várias, desde às mais bobas que incluem as provas e prazos próximos a sentimentos que eu acreditava já ter superado. Sonhei que te encontrei, ainda cabeludo, como há 4 anos atrás. Acordei desesperada porque eu não sabia como me sentir. O pior de tudo é que eu não sei se é saudade, decepção, raiva ou indiferença. Eu simplesmente não consigo relacionar a Carolina de seis meses atrás à atual. Nem o curso eu tenho vivido... Me afastei de muita gente e nem sei porquê...

Atingi a desmitificação que desejava. Consegui ver que realmente, o sentimento pode ser grande mas não é maior que a problemática, entretanto não consegui ficar sem pensar em ti, na tua voz e nas coisas que a gente conversava.
Ao não me encaixar no nosso relacionamento, vejo que não te amo mais, mas não consigo ficar sem esse sentimento. Idiota, mas me habituei a te amar e te ter em um pedestal. Depois das tuas mentiras, só o que ecoa é "não estou mais feliz".
Vagou um coração inteiro e eu não sei mais o que fazer.