31 de ago. de 2010

um ano


Em uma tarde tediosa e enlouquecedora, por assim dizer, eu senti vontade de fazer realmente uma sessão de terapia, expondo tudo que eu queria falar para certas pessoas e foi assim que eu criei o Isso e Aquilo.

Escrever eu escrevo desde os 11 anos eu acho, claro coisa infundadas mas mesmo assim exercito. Nunca achei que alguém podesse se interessar pelos meus lamentos e continuo achando isso. Eu escrevo para me livrar de algumas coisas, inventar outras, do jeito que eu gostaria que elas fossem e, às vezes, treinar alguma mentira, por que não? É tão fácil criar palavras, juntá-las então é divertidíssimo. Pode-se criar tudo. É por esse mundo de possibilidades que eu me rendi. É para me satisfazer que escrevo, é a minha nova antiga terapia.

Quando me enjoei do Isso e Aquilo criei o Até que se prove o contrário. Estas são as minhas palavras maduras, ou pelo menos deveriam ser. O primeiro blog se tornou o último em questão de prioridade mas foi assim apenas porque eu prefiro manter o primeiro como o mais verdadeiro. Pode ser tolice minha mas eu prefiro continuar achando isso.

Hoje eu mantenho os dois porque não me imagino mais sem nenhum ou com um só. Existem milhões de escritos rabiscados entre meus cadernos de aula, em pastas perdidas no meu computador, rascunhos dos dois blogs e mais ainda, trechos de vários na minha cabeça. Quem sabe eu deixo um deles ver a luz do dia.

Um ano de alegrias e um ano de tristezas. Fantasias e assuntos diversos. Até mudei de idéia (estou mudando na verdade) sobre um cantor do qual sempre odiei... Este blog me proporcionou inúmeras mudanças internas importantes e hoje eu sei melhor até onde posso ir. Este meu 'livro' ainda tem muitas páginas para serem escritas, aos poucos, visando o seu segundo ano, a princípio. Nunca nos esquecendo que só dá para ver um lado da história. Este lado é o lado mais público de todos. O Isso e Aquilo é o mais próximo que eu posso chegar de contar tudo, o mais próximo que eu consigo de me expor tentando não ser julgada, e quem os lê já conhece 2/3 de mim.

Sinto informar que 2/3 já é o mais íntimo que alguém chegou de mim e sinto te informar que não leves todas palavras aqui em consideração, sempre tem um pega-ratão. Talvez sejam necessários mais alguns anos para eu e vocês me compreenderem, mas esse não é o objetivo.

Escreva para si, escreva para a sua imaginação, possua leveza no que almeja e sempre determinação. Estes sentimentos transparecerão e quando você perceber, acabaram suas palavras, momentaneamente. Deixe a mente e seus dedos agirem sozinhos, não importa se não possues um tema, apenas veja que a folha em branco á sua frente não pode permanecer limpa.

29 de ago. de 2010

esses dias

- como tu vais fazer outra pessoa se acostumar com estes teus costumes?
- fazendo, na verdade eu é que não vou fazer nada, vou ter meus próprios problemas me acostumando com as manias dele.
- mas tu sabes que tens que facilitar.

os dois ficaram em silêncio durante um tempo. o dia estava bastante bonito, um sol lá no alto e passarinhos cantando. ela estava sozinha. bem, para os outros sozinha, para ela, o Dylan bastava. ela estava insatisfeita, só não sabia qual o motivo.

- não adianta ficar com os olhos cheios, nada vai mudar. - ele dizia, para o desespero dela. ela nem conseguia falar nada, se falasse, chorava.

por um momento ele se levantou e saiu, deixando-a sozinha realmente na sala. haviam coisas espalhadas por todos os lados e ouviam-se os gritos de Janis Joplin baixinhos que vinham do som de seu vizinho.

- dylan?
- oi.
- vem aqui!
- pra que?
- não quero ficar sozinha.
- mas tu estás de qualquer jeito sozinha.
realidade.
- por favor. - disse ela baixinho, lágrimas escorriam pelo canto dos seus olhos.

ele apareceu na porta do quarto, ela estava sentada no tapete, em frente a cama. ela não sabia o que falar para ele, só queria sentir a presença de mais alguém, mesmo que essa pessoa não fosse quem ela gostava.
o telefone tocou. e continuou tocando.

- não vais atender?
- não.
- e se for importante?
- não tem nada mais importante do que o que eu estou sentindo agora.
- eu não sei o que falar para te consolar agora.
- não precisa. só fica aí.

a Janis parou, o telefone tocou alto. duas. três. quatro vezes. ela se levantou, parecia incapaz.

- oi.
- oi.

ela parou. suspirou. mais lágrimas caíram.

- tá tudo bem?
- tu sabes que não. - ela tentava, em vão, não soluçar e permanecer o mais calma possível.
- se tu deixares eu queria passar aí agora.
- não.
- mas...
- não quero, não quero que tu me veja nesse estado.

Dylan estava a sua frente.

- não estou sozinha.
ele permaneceu quieto, não esperava. não sabia o que falar. tentou, em vão, permanecer indiferente.
- ok então, eu só pensei que a gente poderia se acertar mas se tu foi tão rápida assim...

não dava mais para conter as lágrimas, caíam fortes. do outro lado da linha a pessoa desligou o telefone. ela caiu no chão. por minutos permaneceu ali, segurando o telefone, tentando parar de ser boba mas não conseguindo.

a campainha.

- atende. tu sabes quem é e tu sabes que precisas falar com ele.
- medo.
- eu abro então.
- cala a boca, tu não podes.
- aé?

Dylan levantou e caminhou até a porta, colocou a mão na maçaneta e abriu a porta. devagar Dylan sumiu e devagar ele se materializou na porta, correu até ela e a abraçou forte.

27 de ago. de 2010

um sonho acabou

hoje eu venho aqui pra me lamentar. dia 06/09/10 acaba uma jornada que começou há um ano atrás por um grupo de amigos COMPLETAMENTE (essa palavra tem que ser frizada MUITAS VEZES) descompromissados. eu estou falando de uma coisa simples mas que pra mim representou muito e eu só descobri isso hoje, às 20:36h pra ser precisa.

foi uma vez em alguma aula de física II no segundo ano, a qual rumamos para a biblioteca, em que nós 11 nos reunimos para formar uma chapa para o Grêmio Estudantil. eu entrei pela Amanda e só peguei de vice-presidente pq foi o que sobrou. eu não levei a sério, tanto que eu praticamente nem fiz campanha e não fiquei no dia da apuração dos votos. eu sei que nós ganhamos, eram 4 chapas eu acho e mesmo com 20 votos tirados da gente por injustiça (alegaram boca de urna, no entanto quem falava pra votar na gente, sem citar nomes de chapas ou integrantes, era uma colegaque nem fazia parte da chapa e BEM longe da votação) nós conseguimos, disparado. até aí foi um mar de rosas, sorrisos falsos e cafés em uma sala só nossa. não durou muito, começamos a descobrir quem realmente estava do nosso lado e quem queria nos manipular.

o primeiro evento que nos testou foi o campeonato de futebol. aquele campeonato foi realmente o divisor de águas. nós quase nos matamos, não contávamos com NENHUM apoio da direção e da coordenadoria pedagógica, não tínhamos NENHUM dinheiro em caixa e com TODO colégio praticamente nos fazendo pressão para sair um campeonato bom, não que isso importasse muito. ressalto, nós quase nos matamos mas no final foi o melhor campeonato que já tivemos. ficou muito bem organizado e quem olhava até dizia que nós estávamos todos bem. engulimos MUITO sapo, caminhamos muitas quadras atrás de patrocínio para o tal campeonato e no sábado nosso time foi campeão.

o pior estava por vir, na segunda-feira matamos as duas aulas para discutir, nos trancamos na sala do Grêmio e saiu de TUDO, desde lágrimas verdadeiras a gritos de ódio. eu mudei depois daquelas horas ali e as coisas nunca mais foram as mesmas. a segunda coisa mais marcante foi a 'revolta' conta a UNE, que hoje, uma faixa com os dizeres 'a UNE não nos representa' é ostentada na sala do G.E..


de lá pra cá saíram inúmeros eventos desde tentativas de campeonato de truco, manifestações contra a direção por causa do mesmo e por inúmeros outros motivos que não valem a pena serem revelados aqui, até acampamentos de boas vindas aos novatos do primeiro ano 2010.

iniciamos esse ano bem, já no ritmo para largar as funções do G.E. depois do acampamento mas em uma das nossas reuniões durante as férias surgiu a idéia de, além de organizar a votação para o próximo Grêmio, fazer a despedida do atual.

hoje foi o dia escolhido e eu fui às 08:00h da manhã para o CTI agilizar os esquemas da votação e organização do evento que contou com cama elática, torneio de golzinho fechado e dupla de vôlei, malabares, mini-aula de body jam, 'show de talentos', quentão saudável, pipoca e doces de graça, brincadeiras dos professores com os alunos. a apuração dos votos terminou às quase 21h e determinou que, dia 06/09/10 o Grêmio atual será substituido.

hoje, depois de anunciar a vitória dos guris meus amigos, depois de ter andado pra cima e pra baixo atrás de barbante, cordar, balão e banana, depois de ter xingado e agradecido a todo mundo, eu finalmente prestei atenção no que eu estava fazendo. eu já não conseguia nem pensar direito e todas as partes do meu corpo doíam. como sempre no nosso mandato, muitas pessoas não ajudaram na preparação e sobrecarregaram poucas, que às vezes nem teriam que ter esse tipo de preocupação.

a chave estava no meu nome, eu fechei a sala. mesmo sabendo que não era a última vez que eu ia entrar na sala e nem que o mandato acabava hoje eu me senti muito mal. eu achei que não fosse fazer diferença, achei que seria mais fácil mas sim, eu tive vontade de chorar ao olhar a sala, em um caos entre malhas, balões, faixas, copos descartáveis, papéis dos antigos, atuais e futuros Grêmios. não ia ser só mais um dia em que eu e mais alguns colegas entrávamos gritando e rindo na sala depois de um dia muito corrido e largávamos nossas coisas ou mesmo as coisas do próprio Grêmio... seria a última vez. eu havia acabado de decidir quem nos substituiria.

imediatamente eu lembrei de todas as vezes que nós nos reunimos, sempre mais pessoas do que a sala comportava de modo que ficavámos uns sobre os outros, no chão, no sofá de 3 lugares que acabava servindo para até 7 se duvidasse. as vezes que matávamos aula para só ficar conversando e tomando café na sala do Grêmio, as vezes em que nós íamos vinte minutos para lá, levantávamos e íamos embora, barulhentos em um pavilhão de professores. várias pessoas que iniciaram o mandato conosco não estavam mais lá. foram tantas idéias que surgiram ali... imediatamente eu olhei para o canto, aquele canto em que fica o protótipo de computador das cavernas que nos foi dado que funcionou apenas dois dias e morreu, e lembrei de um dia em particular. o dia da discussão. cara, foi tanta coisa dita ali naquele dia... eu senti saudades, quis viver aquele tempo de novo... quis ter todas aquelas preocupações novamente. aquela sala viu coisa demais para ser largada assim...

depois de todo sofrimento, das dores nas costas, cabeça... enfim, corpo todo que esse mandato me causou e eu tenho certeza que atingiu a todos integrantes do Grêmio oficiais ou não, eu assinei aquele livro da portaria. quem sabe eu entreguei meu documento pela última vez, quem sabe eu pronunciei 'a chave do Grêmio por favor' pela última vez. demorei um pouco mais para assinar meu nome, eu percebi. não sei se foi pelo caos que a minha cabeça estava ou por não querer que aquele momento terminasse mas mesmo assim o fiz consciente.


saudade. é o que vai ficar. todos nós, incontáveis que ajudaram hoje e durante todo o nosso mandato, devemos nos sentir orgulhosos, nós representamos bem. ainda não acabou eu sei mas eu tenho que agradecer ao apoio dos professores que me surpreenderam hoje principalmente. tenho que agradecer ao não apoio da direção do colégio, agradecer pelo ódio que a pedagogia têm de nós e principalmente agradecer a indiferença dos alunos do IFRS em grande parte do nosso mandato. agora sim, vamos aos bons agradecimentos, eu agradeço a todos meus amigos que entraram nessa empreitada comigo, a todos que mesmo não oficialmente participando do Grêmio nunca negaram ajuda e principalmente a minha presidente, Amanda Garcia, tu foi uma pessoa que eu me aproximei demais por causa dessa bomba que nós aceitamos e tomamos como nossa, eu já perdi a conta de quantas vezes tu me ligastes pra falar o que eu precisava fazer pra ti e, depois de enumerar uma lista de, no mínimo, 10 itens (os quais eu só escutava, sem anotar), eu parava e te perguntava qual era o primeiro e tu, muito cansada e apavorada achando que ia dar tudo errado apenas suspirava e dizia qual era, rezando para que eu não esquecesse e eu não esquecia. principalmente, eu aprendi a tomar as tuas dores e entrar nessas contigo mas sempre impondo meu ponto de vista também, até porque tu sabes que se tu tens alguém para entrar nas tuas enrrascadas tu vai fundo sem pestanejar e, precisas de alguém que te pare ou te dê toques para ti mesma reconhecer a bobagem que tu falou. é por tudo isso Amanda que eu te agradeço por ter me ajudado a me fazer crescer, a me fazer ter mais responsabilidades e me lembrar que não é bom desapontar as pessoas. eu consegui descobrir a pessoa que existe atrás dessa máquina de responsabilidades e atropelamentos.

enfim, já escrevi muito. desejo boa sorte aos guris que entraram no Grêmio, que eles façam muito bom proveito daquela sala e que, ao fim no mandato deles, olhem para ela e suspirem como eu suspirei lembrando de tudo já vivido.

26 de ago. de 2010

afinal, tudo isso se chama viver


tente não se importar tanto.
tente sorrir.
só tente.
aproveite.

16 de ago. de 2010

sobre as coisas que não vemos diariamente

- porque tão pensativa?
- ah, oi...
ela estava na janela de casa, apenas observando os carros e as pessoas seguirem seus caminhos. hoje, incrivelmente ela havia voltado para casa antes de anoitecer e pôde perceber que lá pelas 18, 19 horas o mundo todo voltava para casa.

- não vais me responder?
- desculpa. não estou pensativa, só estou observando.
- é, sei. mas me conta, porque voltastes pra casa cedo?
- tinha horas extras, decidi voltar pra casa. tenho muita coisa a fazer.
- e no entanto permaneces aqui, olhando as pessoas desconhecidas sem fazer absolutamente nada. que bom ein.
- não desdenhes, eu precisava exatamente disso, era isso que eu tinha a fazer.
- mas agora não te entendi, não fazer nada era o que tu tanto tinhas pra fazer?
- é, olhar as pessoas, ver a responsabilidade no rosto delas, admirar desde os mais estressados com o trânsito até os que se divertem em seus carros... olhar os pedestres apressados que cruzam a rua sem esperar o semáforo fechar... essas coisas que ninguém percebe.

ele permaneceu quieto, apenas olhando para ela. ela no entanto, não havia olhado para ele em nenhum momento da conversa, sua voz a irritava. ela sabia que teria de fazer muitas coisas ainda, era cedo e um artigo a esperava madrugada a dentro, assim como o Dylan já que ele estava aparecendo cada vez mais seguido e permanecendo mais tempo.

- eu te subestimei.
- porque?
- eu achava que tu era muito superficial, sabia?
- nunca duvidei disso.
- sobre o que se trata o teu artigo?
- é uma extensão do meu trabalho.
- huum.

houve uma longa pausa onde, pela primeira vez, foi ela quem iniciou a conversa:

- o que vamos comer hoje?
- pede uma pizza!
- que sabor tu gostas?
- eu não posso comer pizza.
- não?! então porque me sugeriste a pizza?
- sei lá, tu deve gostar de pizza... não tem ninguém que não goste.
- ta mas, tu existe?
- existo... tanto quanto um urso polar falante magro e dançarino bípede. não acredito que tu esqueceu que eu só existo na tua imaginação?

ela havia ficado sem jeito e em silêncio.

- então eu estou falando sozinha todo esse tempo?
- é.

ela olhou para frente. parou, pensou. voltou a olhar para ele a procura de palavras para a próxima conversa, quem sabe ela se justificasse com o porque de ela não ter levado ele para Porto Alegre mas ele já não estava mais lá. agora sim ela se estava sozinha. levantou foi até o telefone pedir uma pizza.

closer


eu queria me aproximar de ti em qualquer lugar, sentar do teu lado, conversar sobre todas as nossas bobagens e pegar na tua mão. eu me deixei levar por todos esses sentimentos e hoje o que eu mais quero é escutar a tua risada ou o teu canto desajeitado. se eu me recuso a fazer algumas coisas é apenas pra ainda poder sonhar sabendo que é um sonho. eu prefiro fantasiar com a tua voz ao meu ouvido do que ter certeza de como ela é.

eu tenho medo de sentir mais do que eu sei que agüento. eu sei que contigo é diferente porque, cara, eu nem te conheço! poderia tentar te falar tudo o que eu sei que sinto por ti... seria uma boa, me ouvir falando isso e te olhar fundo no olho enquanto tu estivesses escutando. te abraçar forte e deixar teu cheiro passar para mim, segurar teu rosto, ver como é teu sorriso, encostar meu rosto no teu...

são só sonhos agora e talvez permaneçam assim mas foram eles que me devolveram a felicidade que há tempos havia sido roubada de mim e pôs novamente um sorriso completamente idiota na minha face. quero mesmo que tu me surpreenda, quero que tu confie em mim e que tenhas total certeza que tudo o que eu te falo é a mais pura verdade. aos poucos eu estou abandonando esse medo que eu tenho e só te peço um pouco mais de paciência.

me promete que não me abandonas até que a gente tenha tentado de tudo pra dar certo?

10 de ago. de 2010

Led Zeppelin - Quando os gigantes caminhavam sobre a Terra...

Terminei Led Zeppelin - Quando os gigantes caminhavam sobre a Terra (Mick Wall).

Quando comecei a ler o livro, em janeiro desse ano, notei que precisaria de uma carga musical enorme para compreender o que havia sido a época transitória de 50/60 e isso se refletiria na minha compreensão a fundo que o livro proporciona sobre as raízes da música que o Led Zeppelin criou. Parei então de ler o livro. Pesquisei todas referências que ali estavam e ia lendo, vagarosamente, até entender como as coisas haviam ocorrido.

O autor deu o devido valor, inicialmente pelo menos, ao sonho que Jimmy Page insistiu em tornar realidade e que hoje é inegavelmente uma das maiores bandas de rock de todos os tempos. Haviam outros fatores, que não apenas musicais, e sim ambientais contextualmente que deveriam ser levados em consideração (inclusive sobre a história de cada um dos cinco membros) e que o autor deu devida atenção.

Realmente alguns pontos do auge (ou da sua caminhada a ele) foram deixados nas entrelinhas que se fossem comentados a fundo tornaria-se uma coisa extremamente desnecessária de se ler, ponto positivo, entretanto eu senti falta da emoção que a máquina do Led Zeppelin era nos anos 70. Me pareceu que esse período não foi tão esmíuçado quando o início da banda foi, o que para mim foi completamente desapontador, afinal haviam transformações que a banda (a banda como um conjunto e seus integrantes individualmente) passaram que deveriam ser mais explorados. Eu quis o livro para ter um contato mais direto com o que foi a banda em uma época que eu não vivi. O DVD duplo me faz viver muito mais a poderosa máquina que foi o Led Zeppelin do que a descrição feita no livro.

Eu li a biografia do Kurt Cobain (Mais Pesado que o Céu) e ela sim me fez viajar para uma década nem tão longe assim mas que eu nos meus humildes 16 anos não lembro e não tinha como ter vivenciado. Charles Cross me fez chorar inúmeras vezes lendo aquele livro e no entando Mick Wall não arrancou nem um olhar umidecido.
A morte de John Bonham era uma coisa que eu esperava muito mais, a morte do filho do Robert Plant foi um fato que eu admito ter ficado emocionada mas... não chegou a ser tudo o que eu queria que fosse. As coisas importantes aconteciam muito rápido e eu tinha medo de acabar o livro, eu não queria que o Bonzo morresse, como se isso fosse trazê-lo de volta a vida. Entretanto eu acho que esse meu sentimento se deve à minha admiração pela banda e por cada um dos cinco integrantes e não muito à narração do autor.

Achei realmente fascinante o livro nos fazer entender o mundo paralelo que o Led Zeppelin criou, me entreti com Jimmy Page criando o monstro e não deixando que nada o fizesse mal e Peter Grant, por sua vez, protegendo Page para que nada acontecesse a ele ou ao seu filho.

Faltou o poder e a fascinação que o Led Zeppelin impunhava em cada segundo dos seus shows de três horas cada. Há fatos bastante interessantes no livro e muitas coisas são explicadas e que eu admito que não sabia e fiquei feliz de saber mas confesso que a maneira com que o livro acabou... me decepcionou, no mínimo.

Eu comecei o livro achando que o autor puxava um saco legal para o Page, acabei descobrindo que não era tanto assim, existiam motivos para tudo aquilo e o livro me mostrou uma face do Led que eu nunca saberia só vendo seus DVDs ou escutando seus CDs afinal sempre há os bastidores, mas o final do livro me deixou bastante irada. Devido aos vários encontros desafortunados de uma tentativa de Led Zeppelin sem Bonzo, extremamente influenciados pela vontade de uma reunião permanente pelo criador da banda, o autor se posiciona de maneira completamente contraditória ao que ele veio, durante todo o livro, escrevendo. Com a morte de Bonzo, Page realmente parou no tempo mas é completamente desnecessária todas duas últimas folhas do livro. Infelizmente o livro se fechou de maneira a incitar ainda mais o aumento da distância entre as três ilhas que restam vivas, Page, Jones e Plant. O que me desapontou muito. Claramente eu não queria que o livro terminasse como um conto-de-fadas mas eu esperava pelo menos um final acima das expectativas e completamente histórico, um final que fizesse jus à banda de quem ele tratava.


Sem mais, me decepcionei. Valeu a experiência de ter chegado um pouco mais perto do monstro que a banda foi em sua respectiva época, valeu ter conhecido muita referência que hoje me faz compreender tanto as letras quanto o som em si que a banda fez contudo a lenda, o mito já não cerca mais os integrantes ou a união dos integrantes. Faltou a fantasia que o Led Zeppelin incitava em todos que vissem seu espetáculo pelo menos uma vez na vida, faltou o algo a mais que suas músicas ainda possuem, que o DVD possui mas que o livro deixou a desejar.

9 de ago. de 2010

shakespeare



O amor acrescenta uma preciosa visão aos olhos.

7 de ago. de 2010

nós

Agora eu sonho com os momentos que vamos ter assim que nos encontrarmos, eu quero pegar na tua mão e olhar fundo nos teu olhos, quero saber como realmente é gostar de ti e pretendo me empenhar nisso. Nós criamos o nosso universo paralelo e costumamos dizer que enquanto estivemos felizes é o que conta mas sabemos que não podemos acreditar com todas as forças nisso, temos que nos resguardar, nem que seja um mísero pedaço nosso para quando voltarmos a realidade. Eu não me preocupo com isso nesse exato momento embora devesse.

Todas as noites que passamos conversando, muitas vezes bobagens, foram importantes pra mim e eu gostaria de te dizer isso, mesmo tu já sabendo. Procuro não me entregar totalmente, pensando em quando nos vermos, esperando apenas o teu sorriso e o teu acolher. Eu vejo a tua fraqueza e me sinto mal por não poder estar aí do teu lado o tempo todo. Eu quero muito que esse nosso tempo se entregue a nós como nós nos entregamos a ele.

Hoje o meu sorriso mais sincero é teu, às três da manhã de uma noite fria, meus dias são qualquer coisa e as minhas noites se tornaram as coisas mais importantes da minha rotina, eu já nem digo que conto as horas pra falar contigo, eu nem falo mais que eu admiro cada gesto teu e nem sei mais o que faria se tu não fizesse parte da minha vida. Não tenho mais medo, é só seguir em frente. Contigo.


'Dias de verão e noites de inverno
A cidade as vezes é o inferno
Criei então um universo
Onde tudo era perfeito e feito pra nós dois.

Passamos muito tempo sentados na calçada
Falando sobre tudo e não dizendo nada
Seu sorriso vale mais de mil palavras
Deixa que o futuro fica pra depois.'
(Depois da Meia-Noite - Capital Inicial)


2 de ago. de 2010

desobstruindo um ponto e vírgula de um conto sem final

gostaria de te falar tudo isso olhando no teu olho mas não dá. eu nunca quis te fazer mal ou fazer tu te sentires magoado, chateado ou qualquer outra coisa dessas que não é boa. eu sempre procurei te proporcionar risos e desabafos, se necessário, e até sexta as coisas estavam indo muito bem. eu quero muito que continuem e quero te falar que sem aquela conversa eu não teria conseguido ficar 'normal'.

eu não tenho mais que te falar do teu valor porque isso eu te falo todo o dia e tu sabes, mas eu só quero que isso não se torne um fardo pra ti. eu te conheço por uma resposta no msn! eu nunca te vi na vida e arrisco dizer como tu te sentes no exato momento e acerto! é isso que tem que importar e nós dois sabemos. eu só não sabia uma coisa e essa coisa, desde sexta, ficou esclarecida pra mim e isso mudou tudo. desde cedo eu sabia tudo o que eu sei agora sobre nós. eu sempre tive medo mas nunca deixei de jogar, nunca tive medo de perder tudo porque eu sei que não me levarão tudo e que eu posso me reconstruir, como sempre o fiz. eu não quero arrependimento. tudo aconteceu e já passou. eu não quero de maneira nenhuma que tu tenhas que te cuidar com as palavras e nem esconder sentimentos por que acredita, eu vou saber quando tu fizeres. não quero essa timidez que tu teimas em sentir, eu não quero que mude!

não tem como mudar, nós passamos muito tempo atrás disso, sem nem saber o que era exatamente, e agora que eu acho que eu encontrei eu não vou deixar uma dose de inconseqüência e uma maior ainda de arrependimento pensar em mudar alguma coisa. eu não sei se gosto, o que eu sei é que é importante demais pra mim para que simplesmente se perca em mais uma noite fria que a gente tanto fugiu e que agora nos entregamos. assim como tu não aceitas e nem gostas que eu te peça desculpas eu também não aceito as tuas e eu não quero que tu te sintas mal de qualquer jeito porque eu me importo demais com o que tu sente pra ignorar isso, eu é que vou ficar mal. eu já não sei o que esperar e eu sei o que eu posso e o que eu não posso fazer, assim como tu. eu só quero a sensação maravilhosa que apenas conversar contigo me é proporcionada. eu só quero ter a certeza que tu sentes o mesmo, sem culpa nem chateação.

i wish you were here

já passou, viu? não precisava cair da cadeira ou se chocar. eu só precisava falar as coisas incoerentes que a minha cabeça teimava pensar, mesmo sabendo que eram desconexas. agora acabou.




voltando a normalidade, por favor.